quinta-feira, 30 de julho de 2009

Essa eu não podia deixar de copiar. Trouxe do www.blogdoitamar.com.br
Diz lá: É assim que se transporta galinhas em Juru, na região de Princesa. E não cai nenhuma no chão!
Agora eu pergunto: Que placa de moto estranha é essa aí, Itamar!?! Na Paraíba é assim é!?!

Pra quem nunca viu, ver

quarta-feira, 29 de julho de 2009

Este aí em cima é Seu Lunga, aquele conhecido como a ignorância em forma de gente. Além da foto, deixo uma das tiradas dele:


Chegando em uma budega, daquelas que tem de tudo, Seu Lunga pergunta:
- Tem veneno pra rato?
O balconista:
- Tem! Vai levar?
E Seu Lunga responde:
- Não, vou trazer os ratos pra comer aqui!!!"

Pra quem não sabia, saber


Tem sede no Rio de Janeiro a Academia Brasileira de Literatura de Cordel. Tudo nos moldes da tradicional Academia Brasileira de Letras. Pra conhecer, interagir, aprender e comprar acesse aí: www.ablc.com.br

Corrigindo

terça-feira, 28 de julho de 2009

Em relação à publicação aí de baixo, Bem Brasil é o nome de um programa também levado ao ar pela TV Cultura e também de muito bom gosto, mas só que apresentado aos domingos pela manhã. O apresentado por Boldrin chama-se Senhor Brasil.
Tá desfeito o mal feito.

A muié do coroné

Lembram do Rolando Boldrin? Aquele que apresentava o Som Brasil, aos domingos pela manhã, na Rede Globo? Quem é da pépoca e não lembrou ainda vai lembrar se eu disser que a música característica do programa era a que diz: amanheceu, peguei a viola, botei na sacola e fui viajar... Pois é o Rolando tá fora da mídia, mas num tá morto não. Apresenta um programa na TV Cultura, o Bem Brasil, nas terças à noite. Continua simpático e bom contador de causos. Eis um dos bons:

Vou contar um causo nordestino em homenagem a um grande amigo meu, o poeta Aldemar Paiva. O referido causo começa com gritos. Gritos da mulher do Coronel Pajuçara. É que ela tava dando à luz mais uma criança, que completaria a prole de mais ou menos dez caboclinhos de diversos tamanhos. Estava difícil. A parteira entregou os pontos depois de uma labuta de horas e muito suadouro. Veio o doutor que, depois de um pouco mais de gritaria, fez nascer um tal bruguelo de mais ou menos cinco quilos. Com tudo ajeitado, o doutor chama o Coronel Pajuçara para lhe passar recomendações:
Doutor – Coroné Pajuçara! Foi um parto difícil e sofrido, mas graças a Deus deu tudo certo. Só tem um porém. Acontece que sua esposa não poderá mais engravidar. Se embarrigar, morre.
Dali pra frente, ouvindo os conselhos do doutor, o casal passou a dormir em quartos separados. E o tempo também passava. Um mês, dois meses, três meses, até que numa noite enluarada, lá pelas três horas da madrugada, eis que a cumadre se encaminha rumo ao quarto do coroné. Bate à porta e, num sussurro esquisito, chama:
Cumadre (chamando) – Pajuçara! Pajuçara!
Coroné (roncando) – Rrrrrsssss…
Cumadre (mais alto) – Pajuçara! Ô Pajuçara! Acorda, marido!
Coroné (num susto) – Ah??! Quem é? Quem tá aí?
Cumadre (ainda num sussurro tremido) – Sou eu. A Maria. Abre logo essa porta.
Coroné (estranhando) – Ué? Que ocê qué, muié???
Cumadre (num som espichado) – Eu quero morrrrrê!

segunda-feira, 27 de julho de 2009


Pinto do Monteiro de gota em gota... 02

Esta eu conheci através do advogado, professor, poeta e mais um rebanho de coisas boas José Rabelo. Comparando os poetas populares aos eruditos, destacou como sendo comum entre estes o uso da aliteração: registro repetido de sons, letras ou sílabas para enfatizar, dramatizar ou dar vida, como se diz, ao que é escrito ou falado. Exemplificando, citou Euclides da Cunha ao narrar uma cena de guerra (Canudos) usando ... no crépito crepitar dos tiroteios..., repetindo propositalmente o "r" com sons que lembram uma rajada de metralhadora. Aí comparou o professor:

"O poeta popular também faz isso. Pinto do Monteiro (foto) certa vez foi cantar numa cidade e chegando lá hospedou-se na casa do parceiro cantador. Ao iniciar a cantoria, como lhe era natural, Pinto começou a sobrepor-se ao colega. Acuado, o cantador fez um verso passando a mensagem que Pinto agora tava pisando ele, mas que tinha comido de sua bóia. A Cascavel de Monteiro não se fez de rogado e disparou:

Eu comi lá na tua casa
Um tal de feijão macaça
Pouco, puro, preto, podre
Chafurdado da fumaça
E se o problema for esse
Eu pago aquela desgraça

Aos risos, concluiu o professor: veja essa repetição do "p" soando como pou, pou, pou, pou... são tiros disparados contra o oponente. Ademais, eu não conheço uma letra mais pornográfica do que P".

Como Pinto lembra Louro...

...fica aí, com arte de Gregório Vieira, um dos geniais versos de Lourival Batista Patriota, o Louro do Pajeú:

Meus filhos são passarinhos
Que vivem dos meus gorjeios
Eu, para encher os seus papos
Caço grãos em chãos alheios
E só boto um grão no meu
Quando vejo os deles cheios

Estive no Circo de Soleil

sexta-feira, 24 de julho de 2009


Fascinante!

terça-feira, 21 de julho de 2009


Diga se não parece que primeiro João Paraibano fez esse verso e só depois Deus fez um fim de tarde...

O sol diminui os raios
Depois que a tarde se fecha
O vento carrega a folha
Da galha de um pé de ameixa
Sai dando tabefe nela
Depois se aborrece e deixa.

Pinto do Monteiro de gota em gota...


Severino Lourenço da Silva Pinto é considerado por todos que conhecem a história da cantoria de repente como um gênio da arte. Natural do município de Monteiro, estado da Paraíba, imortalizou-se com o nome de Pinto do Monteiro. É autor de versos e passagens impagáveis. Passo agora a fazer alguns registros, como este aí abaixo, repassada a mim pelo poeta Diomedes Mariano:
Já no caminhar final de sua vida, Pinto residiu em Sertânia (PE). A fama alcançada nada lhe somou se comparada ao patrimônio construído: minguado. Estava, pois, o velho poeta, com saúde debilitada, cego e... pobre. Porém ainda mais poeta do que tudo isso junto. Eis que chega um político pra visitá-lo e, bonachão, pergunta:
- Seu Pinto, estou pensando em botar seu nome numa rua. O que acha?
E Pinto, sem demora e com bom humor (traços marcantes de seu perfil):
- Eu prefiro uma casa no meu nome.
Na foto, um dos poucos registros fotográficos da Cascavel do Repente, o Pinto do Monteiro. Infelizmente não tenho conhecimento sobre o autor da foto para exaltá-lo pelo grande serviço prestado à memória de nossa cultura.


Se pudé ir, vá que presta!


Puxei de: nopedaparede.blogspot.com

Ah, se sêsse...

segunda-feira, 20 de julho de 2009

Se um dia nós se gostasse
Se um dia nós se queresse
Se nós dois se impariasse
Se juntinho nós dois vivesse
Se juntinho nós dois morasse
Se juntinho nós dois drumisse
Se juntinho nós dois morresse
Se pro céu nós assubisse...

Mas porém, se acontecesse
qui São Pêdo não abrisse
as portas do céu e fosse
te dizê quarqué toulice
e se eu me arriminasse
e tu cum eu insistisse
prá qui eu me arrezorvesse
e a minha faca puxasse
e o buxo do céu furasse...

Tarvez qui nós dois ficasse
tarvez qui nós dois caísse
e o céu furado arriasse
e as virge tôdas fugisse!!!


Poema do iluminado Zé da Luz, uma das mais acesas mentes de toda a história de nossa poesia popular. Zé está entre os mais citados pelo Cordel do Fogo Encantado, grupo com identidade cultural a toda prova. O poeta é de Itabaiana (PB), o grupo, de Arcoverde (PE). Ambos ganharam o mundo sem sair do chão. Na foto, Lirinha, cabeça do Cordel.

Feliz Dia do Amigo

domingo, 19 de julho de 2009


Amizade Sincera (Renato Teixeira)


A amizade sincera é um santo remédio
É um abrigo seguro
É natural da amizade
O abraço, o aperto de mão, o sorriso
Por isso se for preciso
Conte comigo, amigo disponha
Lembre-se sempre que mesmo modesta
Minha casa será sempre sua
Amigo
Os verdadeiros amigos
Do peito, de fé
Os melhores amigos
Não trazem dentro da boca
Palavras fingidas ou falsas histórias
Sabem entender o silêncio
E manter a presença mesmo quando ausentes
Por isso mesmo apesar de tão raros
Não há nada melhor do que um grande amigo

Bom domingo

Inocência

A pessoa igênua é casta e serena
Repleta de flores como a primavera
Criança abstrata que Jesus venera
Com tanta ternura, parece ter pena

Perfeita, atraente, modesta e amena
Aurora da vida que a pureza gera
Composta de tudo que é belo, mas mera
Só pensa e só faz o que Deus ordena

Tesouro sagrado que toda criança
Recebe das mãos da santa esperança
quando a consciência reina consciente

Como a inocência ama e não engana
A terra seria pacífica e humana
Se a gente nascesse e morresse inocente

Zé Adalberto, poeta de Itapetim (PE)

Já, já tem cordel novo na praça

sábado, 18 de julho de 2009

A Editora Coqueiro está rodando um novo cordel meu: Miguel do Povo Arraes. É um detalhado trabalho biográfico sobre o ex-governador de Pernambuco. São 60 estrofes em sete linhas, com versos setissílabos. Por enquanto, apresento as duas que finalizam o trabalho.

Pai dos pobres, pai Arraia
Agiu com perseverança
Para muitas tristes vidas
Significou a mudança
Mudou rumos, foi do povo
Ficou velho sempre novo
Assim como a esperança

Nenhuma perda sofrida
Maculou sua trajetória
Nenhuma contradição
Desconstruiu sua história
Sobre política e vida
Toda lauda preenchida
Deve a si render memória


"É melhor escrever errado a coisa certa do que escrever certo a coisa errada."

Antônio Gonçalves da Silva, o Patativa do Assaré (05/03/1909 - 08/07/2002)

20 anos sem Lua na terra


Luiz Gonzaga do Nascimento, o Rei do Baião, morreu no dia 02 de agosto de 1989. Há 20 anos, portanto. São Paulo promoveu evento alusivo no sábado (18/07). Como a data é 'redonda', muitos outros virão. Aí ao lado, reprodução de xilogravura de J. Miguel, filho do mestre J. Borges. Ambos mantem seus ateliês abertos ao público às margens da BR 232 (lado direito, sentido Interior/Capital), em Bezerros. Vale a pena conhecer.


"Sonho com o dia em que todas as pessoas levantar-se-ão e compreenderão que foram feitos para viverem como irmãos."

Nelson Rolihlahla Mandela, símbolo mundial de luta pela igualdade. 91 anos, completados dia 18/07/09.

 
 
 
 
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