quinta-feira, 31 de março de 2011


Eu num disse que eu voltava logo! Pois é, tô eu aqui de novo. A minha cara é a mesma, mas a da página mudou... ou está mudando. Faltam mais alguns caprichos.


Vamos trabalhar, então!?!.
Participe. Opine.
Faça Cultura e Coisa e Tal comigo...
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Do Seridó ao Pajeú


O poeta Sebastião Dias lançou seu DVD "Do Seridó ao Pajeú", dia 27 passado, em Tabira - PE. Pra quem não foi, deixo algumas fotos desse espetáculo da vida = poesia + natureza.


É isso mesmo que você tá vendo: o evento aconteceu debaixo de um pé de umbu.
Fotos: Cláudio Gomes
(87) 9633.3342

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Lá vai Gonga pra Recife

Um soneto de Diniz Vitorino


O Pobre

Não há pobre tão mísero como o pobre
Muito rico, avarento e desalmado.
Que faz do peito um baú, esconde o cobre,
Nada em ouro, mas vive flagelado.

Subtrai dos vizinhos e não descobre
Que o tesouro quando é mal arranjado,
Gera status, porém não torna nobre
O espírito insensato e desonrado.

Velho enfermo, chegando ao fim da vida,
Chora vendo que a fortuna adquirida,
Não lhe pertence nem vai ao ataúde...

Deixa todos os bens materiais,
Cofres cheios de jóias, cabedais
E não leva um centavo de virtude.

* O poeta Diniz Vitorino nasceu em Monteiro, na Paraíba, em 1940. Faleceu em Caruaru, Pernambuco, em 2010.

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Teste de sexo


Você é homem ou mulher?
Para saber a resposta olhe lá embaixo!
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-                 AQUI, NÃO! EM VOCÊ, CABECINHA!!!

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Sorria! Há sempre um jeito bom de encarar a vida.


Nossa Língua Portuguesa

Leia as frases:

Três bruxas olham para três relógios Swatch.
Qual bruxa olha para qual relógio Swatch?

E veja suas versões em inglês:

Three witches watch three Swatch watches.
Which witch watch which Swatch watch?

E aí? Continua achando Português complicado?

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Morro bebo, mas não digo...


Um amigo meu, que não morreu, mas bebe e chora que só a peste, deu a ideia de fazer uns versos retratando este suplício. Aí eu fiz:

De dezembro até agora
Em mais nada me concentro...
É cana molhando dentro
Lágrima molhando fora.
Pra dormir não tenho hora
E se acordo sem ver ela
A saudade me martela,
Só um copo é meu amigo,
Morro bebo, mas não digo
Que choro por causa dela.

Quer ver eu ficar doente
É ver gente se beijando,
Enquanto eu sigo beiçando
Só um copo de aguardente.
A branquinha desce quente,
Passa queimando na goela,
No estambo faz procela,
Estalo o dedo e maldigo:
Morro bebo, mas não digo
Que choro por causa dela.

O meu copo companheiro
De aguardente tava meio,
Com o pranto ficou cheio
Em tempo mais que ligeiro.
Bebi por ser cachaceiro,
Que uma mistura daquela
Deixa no corpo seqüela
E pra alma é um perigo,
Morro bebo, mas não digo
Que choro por causa dela.

E o danado é poeta também! Óh o verso dele aí:

Passo o dia me lembrando
Desse amor que um dia eu tive
Com minha vida em declive
E o tempo me maltratando.
Não sei mais por onde ando
A cair pela tabela,
Coração em sentinela,
Sem achar um novo abrigo
 

Morro bebo, mas não digo
Que choro por causa dela.


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A gestão moderna e as lixeiras


Por Josi Nascimento

Quando se chega a um novo ambiente de trabalho, todos te conhecerão pelo prenome: Novato. Findo o fatídico período da experiência e adaptação, seu prenome sofre um revés que deve ser considerado positivo: perde-se o prenome Novato, mantêm-se o nome e ganha-se um acréscimo que fará toda a diferença:  Fulano do RH, por exemplo.
Funciona como se fosse um tipo de agrado para que o funcionário desenvolva o sentimento de pertencimento a algum lugar, uma espécie de registro de marca. Aí o tempo passa, ele já está à vontade com todos, sabe muito do trabalho e um pouco da vida particular dos colegas; tornou-se o ponto focal para descascar abacaxis e resolver pequenos conflitos de interesses, então, é hora dos ventos da promoção soprarem nas narinas do chefe: Ascensão à vista!!!
Bom de faro feito um pitbull, o chefe saberá ajeitar as coisas. Para promover um recém-chegado sem desagradar aos mais antigos, ele (o chefe) deve ser, além de bom farejador, seguro. Mandá-lo para outro departamento? Não! Seria lesivo para a repartição; competente como um quê e com a sabedoria que possui, melhor mantê-lo por perto. É bastante acrescentar-lhe mais algumas tarefas burocráticas, alguns reais a mais na renda e imprime-se, que está na hora de um sobrenome funcional que responda por si: Fulano Chefe de Serviço. Pronto. O Novato de antes, virou “a pessoa do momento” e a sombra do chefe.
Desde tempos remotos, lá pelo século XIX, quando todos trabalhavam numa mesma sala, sem nenhuma baia ou privacidade e as mesas eram posicionadas por fileiras hierárquicas (1º a mesa do presidente, conselheiro, diretor, chefe de setor e o baixo clero)  e que as lixeiras só existiam aos pés das mesas do presidente, para que este pudesse controlar o que os subalternos estavam desperdiçando,  que conhecemos mais os nossos chefes pelo cargo e departamento a que servem, do que pelo nome recebido na pia batismal. 
Vivemos numa era rica em recursos tecnológicos, somos globalizados e hi-tecs  a mais não poder, no entanto, somos puristas inveterados. Quanto mais se tenta inovar no que concerne ao trato com as pessoas, mais notamos que ainda arrastamos presas ao nosso calcanhar heranças concebidas na era da revolução industrial, com pouquíssimas diferenças gritantes. A única exceção notadamente grave e que pegou pra valer como modelo de gestão moderna e futurista no século XXI foi a disposição da lixeira.

O que fazemos por aqui?



Ouvi que um turista, ao visitar um sábio no Egito, ficou surpreso ao ver que o homem morava num quartinho muito simples. As únicas peças de mobília eram uma cama, uma mesa e um banco.

- Onde estão seus móveis? Perguntou o turista.
 
O sábio olhou ao redor e perguntou também:
 
- E onde estão os seus?
 
- Os meus?! Surpreendeu-se o turista. - Mas estou aqui só de passagem!
 
Concluiu o sábio: - Eu também.

“A vida na Terra é somente uma passagem… No entanto, alguns vivem como se fossem ficar aqui eternamente e esquecem-se de serem felizes.”

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