A carga virou

terça-feira, 31 de maio de 2011

Lá pelos idos de 1995, passando em Vitória de Santo Antão, eu vi um caminhão virado com uma carga de óleo de cozinha . Ao redor tinha mais gente do que abelha em banca de cocada. Todo mundo, de algum jeito, levando o que podia. Guardei a cena até hoje. Agora só penso nessas fotos:



Marcos Passos mandou dizer

quinta-feira, 26 de maio de 2011

LETRAS SERTANEJAS: Um cangaceiro-doutor
  
         Acaba de ser lançada a Segunda Edição do livro GUERREIRO TOGADO, do escritor PEDRO NUNES FILHO, que trata da luta armada do Dr. Augusto Santa Cruz, promotor público em Monteiro, Paraíba do Norte. Em 1911, o bacharel insurgiu-se contra o governo da Paraíba, formou uma milícia armada de 500 homens, fez uma guerra que encheu todo o Sertão. Trata-se de uma epopéia sertaneja, cuja leitura empolga e comove.
         Edição luxuosa, comemorativa dos 100 anos (1911-2011) daquele incidente político que teve desdobramentos em Pernambuco e no Ceará. Impresso no formato 16x23 cm, o livro contém 516 páginas e 69 fotos preto e branco, sangradas, em excelente resolução.
         Prefácios de Frederico Pernambucano de Mello e de Antônio Jorge de Siqueira. O texto da orelha é José Rafael de Menezes que depõe: “Guerreiro Togado inscreve-se entre os melhores estudos municipalistas nordestinos.”  
          O preço de lançamento é R$ 70,00 e a remessa é via postal por conta da editora. Pedidos podem ser feitos pelo e-mail: pnunesfilho@yahoo.com.br
 
 

DIA NACIONAL DE RESPEITO AO CONTRIBUINTE

quarta-feira, 25 de maio de 2011

É hoje, 25 de maio.
O registro e os versos são do poeta, colaborador e defensor do contribuinte, Aristeu Bezerra. 
 
A ALFÂNDEGA PEDE A PALAVRA
PRA MOSTRAR SUA IDENTIDADE
ATUA CONTRA O CONTRABANDO
PELA SAÚDE E MORALIDADE
TAMBÉM EVITA O DESCAMINHO:
PAGAR IMPOSTO É NECESSIDADE.

A JUSTIÇA REQUER IGUALDADE
A PESSOA QUE TENTA SONEGAR
PREJUDICA A NOSSA INDÚSTRIA
E A ADUANA EVITA SUCATEAR
COM O AUXÍLIO DA TECNOLOGIA
A NOSSA FUNÇÃO É FISCALIZAR.

TRÁFICO DE DROGA NEM PENSAR
A FAUNA SOFRE FISCALIZAÇÃO
MESMO TRATAMENTO A FLORA
É UMA PRIORIDADE A EDUCAÇÃO
E A CONSCIÊNCIA ECOLÓGICA
PRESENTE NA ADMINISTRAÇÃO.

ATENDER BEM É A NOSSA MISSÃO
DO MAIS HUMILDE AO DOUTOR
NÃO AQUELE VELHO RETRATO
DO TEMÍVEL E SEVERO AUDITOR
TRATAR BEM O CONTRIBUINTE
É O RECADO DO NOSSO INSPETOR.

Seleção da seleção

domingo, 22 de maio de 2011

     Danizete Siqueira envia uma seleção de contatos feitos entre usuários de computadores e a assistência técnica. Selecionei alguns pra vocês. Ele jura que foi tudo verdade:

01. USUÁRIO: 'Não consigo imprimir. Cada vez que tento, o computador diz:  'Não é possível encontrar a impressora'.Já levantei a impressora e  coloquei-a em frente ao monitor para ele ver, mas o computador continua dizendo que não consegue encontrá-la.

02. SUPORTE: 'Serviço ao Manual da HP. Sérgio falando. Em que posso ser útil?'
USUÁRIO: 'Tenho uma impressora HP que precisa ser reparada.'
SUPORTE: 'Que modelo é?'
USUÁRIO: 'É uma Hewlett-Packard...'
SUPORTE: 'Isto eu já sei. Quero saber se é colorida ou preto e branco.'
USUÁRIO: 'É bege!'  

03. USUÁRIO: 'De repente aparece uma mensagem na minha tela que diz 'Clique Reiniciar'... O que eu  devo fazer?'
SUPORTE: 'O senhor aperte o botão solicitado, desligue e ligue novamente.'
Sem pestanejar, o usuário desliga o telefone na cara do atendente e liga para o suporte novamente.
USUÁRIO: 'E agora o que eu faço?' 
 
04. USUÁRIO: 'Tenho um grande problema. Um amigo meu colocou um protetor de tela no meu computador, mas a cada vez que mexo o mouse, ele  desaparece!!!'  
 
05. SUPORTE: 'Em que posso ajudar?'
USUÁRIO: 'Estou escrevendo o meu primeiro e-mail.'
SUPORTE: 'OK, qual é o problema?'
USUÁRIO: 'Já fiz a letra 'a'. Como é que se faz o circulozinho em volta dela pra fazer o tal arromba, é arromba, né!??'
 
06. SUPORTE: 'Suporte do seu Provedor de Internet, bom dia. O que deseja?'
USUÁRIO: 'Moooço, a Internet também abre aos domingos?'

07. SUPORTE: 'O que tem do lado direito da tela?'
USUÁRIO: 'Uma samambaia!'

O melhor da vida é a amizade

Uma reflexão de Aristeu Bezerra
 

     O amor nos faz sofrer mais cedo ou mais tarde. O início de uma relação amorosa tudo são flores. Não há espinhos, visíveis.
     É um tratamento muito afetuoso um diz:
     - Meu bem pra cá, meu bem pra lá. 
    O outro por sua vez não fica menos sentimental: 
     - Diga, meu anjinho!
     E o tempo vai passando e o que era doce já não tem tanto açúcar porque se esquece de regar a planta do bom relacionamento com a atenção devida.
     É complicado o viver bem a dois, enquanto a amizade é bem mais simples. Nela não há cobrança, há doação. Ser amigo não se exige exclusividade, ou seja, você é meu amigo e de mais ninguém! Todo ser humano pode ter o número de amigos que for capaz de conquistar.
     Nós podemos desabafar com o nosso amigo(a) e não devemos fazer  com outro relacionamento porque poderemos magoar ou ser magoados. Enquanto o amigo não nos incrimina, mostra-nos a nossa imaturidade, nos entende (embora possa não concordar), nos eleva a auto-estima.
     Nós ficamos mais velhos e adquirimos conhecimento e sabedoria ou pseudo-sabedoria conforme as experiências que extrairmos ou não dos acontecimentos vividos.
        A chama do amor não pode arder ininterruptamente por toda uma vida. Então, a sabedoria manda transformar o amor em amizade. Chegamos, afinal, a uma conclusão: o melhor da vida é amizade.
 

Olha a bagagem e a criatividade poética de nossa gente


Hoje fiz de cada verso
Homenagem a Zé Limeira

Autor: Edmilton Torres

Quando D. Pedro I
Fugiu de Jerusalém
Fez a viagem de trem
Pois tinha pouco dinheiro
Já no Rio de Janeiro
Foi sambista da Mangueira
Sou poeta de Pesqueira
Pequeno nesse universo
Hoje fiz de cada verso
Homenagem a Zé Limeira

Cabral fez dupla caipira
Com Pero Vaz de Caminha
Comeram o bispo Sardinha
Na moita de macambira
Eu não sei se é mentira
Que Dilma vai virar freira
Pra discutir essa asneira
Eu juro que desconverso
Hoje fiz de cada verso
Homenagem a Zé Limeira

No dia em que Zé da Luz
Inventou a internet
Tava fazendo omelete
Para comer com cuscuz
Pilatos roubou a cruz
Para vender a madeira
Eu falo muita besteira
Porém nunca me disperso
Hoje fiz de cada verso
Homenagem a Zé Limeira

O ex-presidente Lula
Quando jogou no Flamengo
Levou um murro no quengo
Porque foi fazer firula
Chá de mastruz não tem bula
Pois é receita caseira
Só não serve pra coceira
Pois dá efeito reverso
Hoje fiz de cada verso
Homenagem a Zé Limeira

Quando um tal de Maradona
Governou a Argentina
Liberou a cocaína
E deixou a maior zona
Só pomada Beladona
Para a cura de bicheira
Se o cabra tem gagueira
Com ele eu não converso
Hoje fiz de cada verso
Homenagem a Zé Limeira

Lampião era valente
Mas tinha medo do pai
No dia que a Bolsa cai
Não existe inteligente
Maria quebrou um dente
Devorando macaxeira
Quem só briga com peixeira
Tem um instinto perverso
Hoje fiz de cada verso
Homenagem a Zé Limeira

Galinha quando põe ovo
Perde no mínimo uma prega
O político não sossega
Enquanto não lasca o povo
Sempre tem um truque novo
Para a sua roubalheira
A política brasileira
É assunto controverso
Hoje fiz de cada verso
Homenagem a Zé Limeira

Quando a Princesa Isabel
Instalou a ditadura
Não tinha fruta madura
Nem abelha dava mel
Quem comeu sarapatel
E ficou com caganeira
Lave a bunda na torneira
Ou já cague submerso
Hoje fiz de cada verso
Homenagem a Zé Limeira

A Rainha Elizabete
Avó de Matusalém
Não esconde de ninguém
Que foi monge no Tibete
Eva cobriu o breguete
Com uma folha de parreira
Adão ficou de bobeira
Em fantasias imerso
Hoje fiz de cada verso
Homenagem a Zé Limeira

Em terra que peru voa
O urubu não sai do chão
Já disse o Rei Salomão
Quem é do mar não enjoa
Quando a abelha ferroa
O cabra sente tonteira
Quando eu planto bananeira
Vejo o mundo todo inverso
Hoje fiz de cada verso
Homenagem a Zé Limeira

Napoleão Bonaparte
Foi promovido a sargento
Depois que o seu jumento
Quase morreu de enfarte
Era assim a nobre arte
Do poeta de Teixeira
Sua obra pioneira
Leio atrás e no anverso
Hoje fiz de cada verso
Homenagem a Zé Limeira

Ele foi apelidado
“Poeta do absurdo”
Só não ouve quem é surdo
Só não lê o iletrado
Deixou um grande legado
Pra poesia brasileira
Foi poeta de primeira
Num ambiente adverso
Hoje fiz de cada verso
Homenagem a Zé Limeira


O verso de Ademar Rafael para A mão de Dedé Monteiro

         Na mão de Dedé Monteiro
         Já passou foice e enxada
         Com esta mão calejada
         Fez ele "O Velho Imbuzeiro",
         "A tampa do tabaqueiro",
         "Tupã, amigo leal",
         Fez "Soneto de Natal",
         "Rio Valente" e "Teté",
         "Mocó, preá, punaré"
         "Um Zé Santo e genial".

Valeu, poeta! Coisa de quem conhece Dedé. 

A cachaça produz o mesmo efeito que a Yoga

sexta-feira, 20 de maio de 2011

Savasana
É uma posição de total relaxamento.
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Balasana

Posição que traz uma sensação de paz e tranquilidade.

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Setu Bandha Sarvangasana

Esta posição acalma o cérebro e recupera pernas cansadas.

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Marjayasana

Esta posição provoca uma massagem suave na barriga e na espinha.

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Halasana

Posição do arado.
Óptima para dor nas costas e para insónia.

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Dolphin

Óptimo para os ombros. Também fortalece o tórax, pernas e braços.

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Salambhasana

Uma forma electiva de fortalecer os músculos lombares, pernas e braços.

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Ananda Balasana

Esta posição faz uma boa massagem na área dos quadris.

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Malasana

Esta posição estira os tornozelos e músculos das costas.

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Pigeon

Tonifica seu corpo, aumenta a flexibilidade e tira o stress da sua mente.

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 Faça Yoga, ou beba cachaça, está comprovado é a mesma coisa 

Colaboração: João Luckwu

Costume

quarta-feira, 18 de maio de 2011



               Quando vi os teus olhos encharcados
               E o meu nome maldito entre teus lábios,
               Percebi quanto vãs e quão insábios
               Fomos nós, imprudentes namorados.

               Resta agora esquecer nossos passados,
               Rasgar fotos, queimar os alfarrábios
               E seguir o que ensinam grandes sábios:
               Nunca mais mal viver apaixonados.

              Um ao outro deixamos quase nada,
              Mas sozinhos a carga é tão pesada
              Que é difícil encontrar quem a arrume.

              Professores já somos no errar,
              Mas bem pouco sabemos sobre amar...
              Pouco além de que amor não é costume.

                                           Alexandre Morais - Maio/2011

Um verso de Tonho Triunfo aqui pra nós

     Se quer forró de verdade
     Ateie fogo na guita
     A batera mais bonita
     Quebre com brutalidade
     Mas deixe por piedade
     O teclado junto à terra
     Tire o cantor que berra
     Bote fon-fon, tinguilim
     Tum-tum, que eu digo assim
     Isso é forró pé de serra

A foto e o verso

segunda-feira, 16 de maio de 2011

Sábado passado, enquanto fazíamos o Programa Cidade Cultural, na Rádio Cidade FM, de Tabira, o fotógrafo Cláudio Gomes fez este registro da mão do poeta Dedé Monteiro. Depois, pediu versos para a foto-tema. Eu fiz esse aí:


     Se sabe que a mão de Deus
     Criou todas criaturas.
     Nas sagradas escrituras
     Estão todos feitos Seus.
     Mas nesses terrenos meus
     Ele elegeu um parceiro...
     Pra fazer verso, primeiro,
     Ele dá uma estudada
     Depois toma emprestada
     A mão de Dedé Monteiro


Saudação recebida

Divido com vocês a saudação recebida do leitor-poeta Edmilton Torres.


Quero parabenizá-lo pela iniciativa (do blog) e desejar sucesso. Envio abaixo um verso que fiz em homenagem:

 
     Quando a poesia me chama
     Respondo apaixonado
     Como se fosse um chamado
     Da mulher a quem se ama
     Meu peito logo se inflama
     Transbordando de emoção
     Sufocando o coração
     Pelas rimas submerso
     A mente formata o verso
     No ritmo da inspiração



Obrigado, poeta!

Passe um pedaço do fim de semana com o poeta Cancão

sábado, 14 de maio de 2011

Sonho de Sabiá

Um sabiá diligente
Voou pela vastidão,
Mas por inexperiente
Caiu em um alçapão.
Depois de aprisionado
Ficou mais martirizado,
Pensando no seu filhinho.
Implume, sem alimento,
Exposto à chuva e ao vento
Sem poder sair do ninho.

Deram-lhe por seu abrigo
Uma pequena gaiola
Num casebre de um mendigo
Que só comia de esmola.
Só vivia cochilando,
Com certeza imaginando
Sua liberdade santa.
Ia cantar não podia
Que a sua voz se perdia
Logo ao sair da garganta.

Tornou-se a pena cinzenta
Em seu profundo castigo
Na saleta fumarenta
Da casa do tal mendigo.
Sempre triste, arrepiado
Neste viver desolado,
Ia um mês, vinha outro mês,
Assim completou um ano...
Sentindo seu desengano
Nunca cantou uma vez.

Depois, uma tarde inteira,
O pobre do passarinho,
Sonhou que ia à palmeira
Onde tinha feito o ninho.
Olhava, em frente, as campinas
Via por trás das colinas
A natureza sorrindo.
Ao sentir a liberdade
Pensou ser realidade
Sem saber, cantou dormindo.

Depois sonhou que voltava
À terra dos braunais
Por onde sempre cantava
Junto aos outros sabiás.
Voava nas ribanceiras,
Pousava nas laranjeiras
Olhando o clarão do dia...
Voava através do monte
Voltava a beber na fonte
Que todas manhãs bebia.

No sonho via as favelas
Criadas nos carrascais
Voou, baixou, pousou nelas,
Cantou os seus madrigais
Voltou, colheu os orvalhos,
Que gotejavam dos galhos
Dos frondosos jiquiris.
Contente, abria a plumagem
Pra receber a bafagem
Das manhãs de seu país.

Foi à terra dos palmares
Atravessou toda a flora
Voou por todos lugares
Que tinha voado outrora.
Passou pelos mangueirais
Entre outros sabiás
Cantou sonora canção.
O seu som melodioso
Estava mais pesaroso
Devido à sua emoção.

Viu a vinda do inverno
Nos quadrantes da paisagem
Ouviu o sussurro terno
Do bulício da folhagem.
Cantou todo arrebol
O brilho morno do sol
Morrendo nos altos cumes.
Sentia quando cantava
Que seu coração chorava
Com mais tristeza e queixumes.

Sonhou catando sementes
Num campo vasto e risonho
Se sentia tão contente
Que sonhou que fosse um sonho.
Olhava pra vastidão
Tocava em seu coração
Um regozijo profundo
Todas delícias sentia
Às vezes lhe parecia
Vivendo fora do mundo.

Voou por entre os verdores
Atravessou as searas
Cantou pelos resplendores
Das manhãs frescas e claras.
Passou pelo campo vago,
Bebeu das águas do lago,
Pousou sobre o arvoredo.
Penetrou no bosque escuro
Aí sonhou um futuro
Tão triste que teve medo.

Depois sonhou que estava
Trancado em uma gaiola
Ouvindo alguém que cantava
Na porta, pedindo esmola.
Ao despertar de momento
Reparou seu aposento,
Ouviu falar o mendigo.
Fechou os olhos pensando
Sentiu seu íntimo chorando
No rigor do seu castigo.

Ainda em vão procurava
Sair daquela prisão
Seu olhar denunciava
Piedade e compaixão.
Ao pensar na liberdade
A mais pungente saudade
Devorava o peito seu.
Assim, o cantor da mata,
Ferido da sorte ingrata
No outro dia morreu.

Para os que gostam de cerveja, cultura e coisa e tal

Última leva da série "Brincando com a lua"




Reconhecimento

sexta-feira, 13 de maio de 2011

     Por Aristeu Bezerra

     Faço uma homenagem ao colega Eni Sávio, que demonstrou competência na administração da Alfândega do Porto de SUAPE, e sai do cargo de Inspetor-Chefe porque a legislação prevê um tempo determinado.  Se não tivesse esse impedimento, estaria firme no comando dessa Alfândega.
     Trabalhei 05 (cinco) anos em SUAPE,e tive contato diário com esse colega, então, sou conhecedor do ser humano assistencial e do excelente gestor que é.
     Ele merece as homenagens dos seus colegas devido à postura ética no relacionamento com todos os funcionários  e contribuintes, sendo um exemplo de servidor público honesto, dedicado e humilde.
     É um sertanejo de Serra Talhada que com talento, perseverança e estudo engrandece o trabalho da Receita Federal.



          A ALFÂNDEGA DE SUAPE CRESCEU
          ENI DEU A MAIOR COLABORAÇÃO

         FAÇO DO MEU VERSO RECONHECIMENTO
         AO COLEGA QUE SOUBE ADMINISTRAR
         NA HUMILDADE SE FEZ RESPEITAR
         SERVIDOR PÚBLICO DE TALENTO
         TRABALHEI COM ELE,  NÃO AUMENTO
         ATUAVA COM FIRMEZA E AÇÃO
         TENDO A SABEDORIA DE SALOMÃO
         ASSIM ESSE SERTANEJO VENCEU
         A ALFÂNDEGA DE SUAPE CRESCEU
         ENI DEU A MAIOR COLABORAÇÃO.


 

Jesus não está só!

sábado, 7 de maio de 2011

Isso foi esse ano, numa encenação da Paixão de Cristo, em São João del Rei - PB. Salve Cristo!



Eu tando lá, pagava até R$ 30,00

Uns versos na hora da chuva


     Nessa paisagem da gente,
     O suor é companheiro
     Do trabalhador roceiro
     Quando o sol grita: presente!
     Mas o sertanejo é crente,
     Ora para Deus agir...
     Só basta a reza subir
     Pra água se derramar...
     Só Deus faz o céu chorar
     Pro sertanejo sorrir.

     A metereologia
     Estuda, analisa o clima
     E o que vai vir lá de cima
     Pra todo mundo anuncia:
     Tempo seco ou frente fria,
     Quanta chuva vai cair...
     Mas nem adianta ouvir
     Que o homem costuma errar...
     Só Deus faz o céu chorar
     Pro sertanejo sorrir.


Um verso meu pra um mote meu mesmo


      Dizem que morreu Osama
     Lá no oriente médio,
     Mas sobreviveu o tédio,
     A incerteza e o drama.
     Disse, feliz, o Obama,
     Que fez justiça na terra,
     Mas quem mata não enterra
     A violência voraz...
     É a paz pedindo paz
    E a guerra fazendo guerra.


Quem puder, venha!

Quem puder, vá!

Fiz estes versos esta semana no caminho de Serra Talhada

quinta-feira, 5 de maio de 2011



É bem comum no sertão,
Numa casa campesina,
Repetir-se a triste sina
Da cruel apartação.
Faz o homem a divisão
Sem perguntar de podia
E a vaca sem sua cria,
Nem sequer reclama o erro,
Vai dormir sem seu bezerro
Quando a noite silencia.

Também dá-se nos caprinos
Os mesmos tristes conflitos,
Pois se tira dos cabritos
Para alimentar meninos.
São costumes ruralinos
Repetidos dia a dia,
Mas tudo que se desvia
A natureza recobra
E a cabra produz com sobra
Quando a noite silencia.

Nos frechais do armazém
O movimento é freqüente.
Debaixo da telha quente
Os que dormem se dão bem.
Rato e morcego, porém,
Fazem dali rodovia
O rato o que surrupia
Leva pra comer de graça
E o morcego sai pra caça
Quando a noite silencia.

Na copa dum oitizeiro,
Entre as folhas, camuflados,
Pardais dormem encostados,
Preenchendo um galho inteiro.
Um corujão carniceiro
Rodeia feito um vigia,
Mas o pássaro desconfia,
Dorme com um olho aberto,
Que coruja é bicho esperto
Quando a noite silencia.

Na torre duma capela,
Onde só ventos ecoam,
Muitos pombos se amontoam,
Revezando um sentinela.
Quando o risco se revela
O penoso se arrepia,
Até no sino se enfia
Temendo a rasga mortalha,
Que é bicho que não se empalha
Quando a noite silencia.

Um riacho corre manso
Embalado pela serra,
Veia do corpo da terra,
Que se move sem descanso.
Na curva faz um remanso,
Nas pedras faz sinfonia,
Sua doce melodia
Começa em baixo volume,
Mas um alto tom assume
Quando a noite silencia.

No recanto dum terreiro
Galhos baixos são degraus
Galhos altos são giraus,
A cama do galinheiro.
A do mais baixo poleiro,
Vendo o medo anuncia
Entendendo, o pinto pia,
Alertando, o galo canta,
Porque raposa só janta
Quando a noite silencia.

Passa o dia a dormir
Um cansado cão de guarda,
Esperando o que lhe aguarda
Quando o sol se despedir.
Até mesmo seu latir
É mais brando pelo dia,
Porem mostra valentia
Quando o breu apaga o claro,
Pois se aguça mais seu faro
Quando a noite silencia.

 
 
 
 
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