Pernambuco Nação Cultural no Sertão do Pajeú

segunda-feira, 25 de julho de 2011

O Projeto Pernambuco Nação Cultural, coordenado pela Fundarpe, aporta no Sertão do Pajeú. Diferente de anos anteriores, quando centralizava-se em Triunfo, em reforço à Festa do Estudante, este ano o evento alcança grande parte do Sertão do Pajeú. Bem pensado. Vejam a programação e o texto de apresentação enviado pelo "cangaceiro" Anildomá Willans:
 
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      O SERTÃO DO PAJEÚ vai estrondar com a força de sua cultura. Atendendo reivindicação dos artistas pajeuzeiros, a SECRETARIA DE CULTURA do Estado de Pernambuco descentralizou suas ações e o FESTIVAL PERNAMBUCO NAÇÃO CULTURAL DO PAJEÚ passa a acontecer em diversas cidades, envolvendo toda produção artística e cultural da região.
      Este é o primeiro passo de uma longa caminhada que nossos artistas dão na luta pela valorização do fazer  cultural. Ganha o Pajeú com a força de sua diversidade cultural, ganha os artistas, ganha o estado, que é feito por todos nós!
     OUSAR LUTAR, OUSAR VENCER!


TRIUNFO
Shows - Palco Principal - Praça de Eventos Segunda - 25/07 Wassab (PE), Estuário (PE) e A Trombonada (PE) - Terça - 26/07 Karina Spinelli (PE), Belo Xis (PE) e Galeria do Ritmo (PE) - Quarta - 27/07 Kerigma (BA) e 4 por 1 (RJ) - Quinta - 28/07 Orquestra Edição Extra (PE), Assisão (PE), Radiola Serra Alta (PE) e Frejat (RJ) - Sexta - 29/07  Fabrício Ramos e os Templários (PE), Criolo (SP), China (PE) e Geraldinho Lins (PE) - Sábado - 30/07 Junior e Forró Mió (PE), Bia Marinho (PE), Trio Nordestino (BA), Maciel Melo (PE) e FalamansaArtes Cênicas
 
Apresentações de Grupos de Cultura Popular
Segunda a sábado - 25 a 30 de julho - Coreto - 16h às 23h Artesanato / Caminhão do Artesanato - Rua Manoel Pereira Lima - Dia todo Literatura
Terça a quinta-feira - 26 a 28 de julho - Ruas de Triunfo - A Gente da Palavra com os poetas Miró, Vitória Gabrielle, Mariane Bigio e Felipe Júnior.
 
Música
Apresentações de Bandas Filarmônicas e Serenata de rua - Grupo Trovadores de Triunfo - Quarta-feira, 27 de julho - Coreto - 20h

Cultura Popular
Encontro de Bonequeiras- Quinta-feira, 28 de julho - Escola São Vicente - 08h
Encontro de Reisado, Pastoril e São Gonçalo- Quinta-feira, 28 de julho - Coreto - 18h
Encontro de Cocos e Afoxé Yamim Balé Gilê- Sexta-feira, 29 de julho - Coreto - 20h
Acorda Povo e Encontro de Bacamarteiros- Sábado, 30 de julho - Cine Teatro Guarany - 06h
Cortejo com Tabaqueiros, Caretas e Orquestra de Isaías- Sábado, 30 de julho - Coreto - 14h
 
Fotografia
Exposição "Um olhar sobre os Pontos de Cultura de Pernambuco"- Centro Cultural Padre Ibiapina - 09h às 17hExposição "Fonofotografia" / Visitação do acervo fotográfico da cidade de Triunfo - Diana Rodrigues Lopes
Sexta a sábado, 25 a 30 de julho - Avenida Prof. Pompylio Wanderley, 20 - Centro - 09h às 12h e de 14h às 17h
Varal Fotográfico do 3 Prêmio Pernambuco Nação Cultural - Cidades: paisagens contemporâneas  

AFOGADOS DA INGAZEIRA
 
Audiovisual
Mostra de Cinema "O Imáginario do Sertão"- Terça-feira, 26 de julho - Cine São José - 19h
Programação: Até o sol raiá de Fernando Jorge e Leandro Amorim, O jumento santo e a cidade que se acabou antes de começar de Leonardo Domingues e William Paiva, Incenso de Marcos Hanois, Bode Movie de Tarciano Valério, Do morro? de Myckaela Plotkin e Rafael Montenegro, O Sertão de Zé do Mestre de Tila Chitunda e Coco de improviso e a poesia solta no vento de Natália Lopes (Ponto de Cultura TC e Laboratório de Intervenção Artística - LAIA)Mostra de Cinema "O Imáginario do Sertão"
Quarta-feira, 27 de julho - Cine São José - 19h- Programação: Faço de mim o que quero de Petrônio de Lorena e Viajo porque preciso volto, porque te amo (longa metragem) Marcelo Gomes e Karin Ainouz
Encerramento da Oficina Realizando em 1 Minuto
Sexta-feira, 29 de julho - Cine São José - 17h
Programação: Velho Samba da Ilha de Chico Egídio (Ponto de Cultura Cine Raiz) e As toadas do Mestre Zé de Bibi de Janaína Félix e Micheli Santana (Ponto de Cultura Ação Cultural - Projeto Seu Zé)
 
Música
Quinta Cultural - apresentação do Grupo de Flauta Doce Infantil do Pajeú, Banda de Pífanos Santo Antônio e Rabecado
Quinta-feira, 28 de julho - Cine São José - 20h

CARNAÍBA
 
FÓRUM REGIONAL DE CULTURASegunda, 25 de julho - Escola Estadual João Gomes Reis - 08h30
 
Cultura Popular
Encontro Cultural das Comunidades Quilombolas do Sertão do Pajeú
Quinta-feira, 28 de julho - Quilombo Eufrasino José da Silva - 09h às 12h e 14h às 18h30Música
Apresentações de Bandas Filarmônicas - Filarmônica Santo Antônio (Carnaíba), Filarmônica Maestro Israel Gomes (Carnaíba) e Banda Musical Isaías Lima (Triunfo)- Terça-feira, 26 de julho - Praça de Eventos - 19h
Apresentações de Cultura Popular- Sexta, 29 de julho - Praça de Eventos - 19h
 
FLORES
 
Música
3ª Copa Pernambucana de Bandas e Fanfarras - Realização Secretaria Estadual de Educação
Domingo, 31 de julho - Cidades de Flores - Manhã
 
SERRA TALHADA
 
Cultura Popular
Quinta-feira, 28 de julho,  às 7 da noite, Na Vila Ferroviária.
Apresentação de Grupos de Xaxado: Bandoleiros de Solidão,
Luiz Pedro, Renascer do Sertão, Cabras de Lampião
 
Música
Sexta-feira, 29 de julho,  às 7 da noite, Na Vila Ferroviária.
 
ENCONTRO DE BANDAS DE GARAGEMBanda Kaêra, Banda Doppamina, Banda No Sense, Banda Metal Milícia, Andranjos, Combo Percussivo
 
PALESTRA:
Sala Multimídia do Museu do Cangaço, 29 de julho, 17h
Estratégias para construção de carreira musical com GILMAR BOLA 8 (Nação Zumbi).
 
OFICINAS:A - Manutenção de Guitarras, Violões e Contrabaixos.
B - Estudo contemporâneo de guitarras elétricas.
C - Oficina de confecção de instrrumentos Afro.
D - Oficina Patrimônio e Preservação.
 
TABIRA
 
Cultura Popular

Apresentação de Grupos de Samba de Coco - Terça-feira, 26 de julho - Praça Gonçalo Gomes - 20h 
 
Literatura Quarta-feira, 27 de julho - Mesa de Glosas - Auditório da Escola Estadual Alves Cavalcanti - 19h.
 
Música

Encontro de Trios Pé de Serra e Declamadores- Quinta e sexta-feira, 28 e 29 de julho - Praça Gonçalo Gomes - 20h
 
TUPARETAMA

Cultura Popular

Balaio Cultural: Paulo Matricó, Vozes do Campo, Adelmo Aguiar e Denilson Nunes, Afoxé Alafim Oyo, Rodriguinho do Acordeon e Os Forrozeiros, Dida Sanfoneiro e seu regional
Sábado, 30 de julho - Palco da Academia da Cidade - 19h
 
SÃO JOSÉ DO EGITO 
Cultura Popular 
        
Quintal da Cantoria- Quinta-feira, 28 de julho - Marcelo's Bar - 20h

Roda de glosas

Dia desses, eu, Gonga Monteiro, Dudu Morais e Welington Rocha improvisamos uma Roda de Glosa, no Recanto da Poesia, aqui perto de Solidão, recepcionados por Roberta, Beta Pires e companhia. Os versos dos poetas, quando mandarem eu publico, mas os meus foram estes aí:

O dia se acorda cedo
Percorre longa jornada
Quando cansa da estrada
Se entrega à noite sem medo
Aí vem um novo enredo
Se ela for enluarada
Ou ao menos estrelada
Pra que algo lembre vida
A noite é luz falecida
Na cova da madrugada

Chega um e mim consola
Outro vem e me abraça
Mas na hora que ela passa
A saudade em mim se enrola
Boto um disco na vitrola
Pego uma água com gás
Boto uísque, boto mais
Bebo doses de rebanho
Só Deus sabe do tamanho
Da falta que ela me faz

Quando era novo e sem graça
Tinha medo de mulher
Ria de mim quem quiser
Todo homem isso passa
Mas um dia lá na praça
Apareceu minha bela
Que noite ruim foi aquela
Ir além não pude, mas
Deixei minhas digitais
Nas curvas do corpo dela

Ainda estão na parede
Meus mais fortes testemunhos
São dois tornos e dois punhos
Da minha cansada rede
Já bebi, mas tive sede
Tive fome, já comi
Fui inculto, mas já li
Fui ateu, mas tenho fé
E sinto saudade até
Das coisas que não vivi

Minha casa com Maria
Tinha tudo e mais um pouco
E agora só resta um louco
Recitando poesia
Foi embora a alegria
Em troca instalou-se a dor
Meu violão trovador
Desaprendeu toda clave
Agora só resta a chave
O rádio e o ventilador

Estresse


Por Aristeu Bezerra
 
Em uma conferência, ao explicar para a platéia a forma de controlar o estresse, o palestrante levantou um copo com água e perguntou
- "Qual o peso deste copo d'água?”
As respostas variaram de 250g a 700g.
O palestrante, então, disse:
- "O peso real não importa. Isso depende de por quanto tempo você segurar o copo levantado. Se o copo for mantido levantado durante um minuto, isso não é um problema. Se eu mantenho ele levantado por uma hora, eu vou acabar com dor no braço. Mas se eu ficar segurando um dia inteiro, provavelmente eu vou ter cãibras dolorosas e vocês terão de chamar uma ambulância”.
E ele continuou:
- "E isso acontece também com o estresse e a forma como controlamos o estresse. Se você carrega tua carga por longos períodos, ou o tempo todo, cedo ou tarde a carga vai começar a ficar incrivelmente pesada e, finalmente, você não será mais capaz de carregá-la. Para que o copo de água não fique pesado, você precisa colocá-lo sobre alguma coisa de vez em quando e descansar antes de pegá-lo novamente Com nossa carga acontece o mesmo. Quando estamos refrescados e descansados nós podemos novamente transportar nossa carga”.

1 * Aceite que há dias em que você é o pombo e outros em que você é a estátua.
2 * Mantenha sempre suas palavras leves e doces, pois pode acontecer de você precisar engoli-las.
3 * Uma pessoa feliz, procura seguir devagar pela estrada da vida, desfrutando o cenário, parando nos pontos mais interessantes e descobrindo atalhos para lugares maravilhosos que poucos conhecem.

 
"Portanto, antes de voltar para casa, deposite sua carga de trabalho ou as cargas da vida, no chão. Não carregue isso para sua casa. Amanhã é um novo dia e você pode voltar e pegá-las; porém, com mais tranquilidade”.

Pessoas de meu sertão XXVII - Nenem Patriota

Um crônica de Ademar Rafael.


Em recente entrevista para Fernando Pires e Luciano Bezerra, o poeta Diomedes Mariano afirmou que a maior certificação de um cantador é fazer uma cantoria em Itapetim e ser convidado para fazer outra.
A esta sábia assertiva do amigo Dió, acrescento: “A maior certificação de um poeta e ter versos de sua autoria recitados por Nenen Patriota”.  Nenen nasceu em Itapetim e sua estreita “tarrafa crítica” retém somente o que é bom. Um verso que por ele for aprovado caminha sozinho pelo mundo.
Os eventos culturais que carregam consigo a impressão digital de Nenen Patriota são sinônimos de sucesso e perenidade. A fórmula utilizada por ele tem ingredientes próprios, constituem uma marca.
Neste ano Nenen publicou “Casebres, Castelos e Catedrais”, obra esta que alcança o mesmo patamar de “Carne e Alma” do seu conterrâneo Rogaciano Leite e “Palavras ao Plenilúnio”, de João Batista de Siqueira – Canção.
Além de ser uma obra poética de alto nível é didática em “Desvendando a história/A história desvendada”, é patriótica em “Pernambuco; Nação cultural”, é auto-afirmativa em “Viagem Condoreira”, é mundial em “Arquitetos de bravura”, é solidária em “A essência de um andarilho”, é imortal em “Meus imortais”, é filosófica em “Nega-te a ti mesmo”, finalmente é tudo em tudo.
A crônica poética “Charles, meu irmão” Nenen não escreveu apenas com o coração, fez da cada palavra uma artéria, de cada frase uma veia e do conjunto um sistema circulatório imaterial. Os astros conspiram em favor do autor, o conteúdo tira-nos da dor da perda do colega e do amigo e transporta-nos para um campo onde pode habitar exclusivamente a paz e o amor.
Somente um poeta da grandeza de Nenen Patriota poderia reunir em torno de um projeto pessoas como Mirian Correia, Sheila Patriota Leite, Margarida Silva, Geraldo Bezerra Júnior, Vinícius Gregório, Mário Leite Gomes Júnior, Helder Piancó, Pirraia e Tôta. Os textos inseridos no livro são oriundos da alma de cada autor, transitam em outra esfera.   
Caro amigo Nenen tenho absoluta certeza que o Pajeú, nas suas incontáveis madrugadas poéticas, vai à obra “Onde tu tá Neném”, de Luís Bandeira, extrai “... Tenho tantas frases pra te agradar...” e balbucia exclusivamente para você.

Repassando o recado

Não conheço ainda os motivos, mas vindo de Felipe Júnior eu divulgo sem medo de errar.

MÃE DO REPENTE
 
Ao poder público que diz fazer a cultura de São José do Egito/PE.

São José do Egito já que dizes
Que tu és este berço que acalenta,
Escutai, pois meu verso representa,
Os teus filhos, poetas infelizes,
Que carregam consigo as cicatrizes
De viverem distantes do torrão,
Mas que sofrem a mesma rejeição
Pela mãe que não vê o filho ausente.
Pra que mesmo ser Berço do Repente
Se não vês nem sequer nossa aflição?

Se nós somos teus filhos prediletos
Que levamos teu nome para o mundo,
É porque nosso amor – que é tão profundo,
Cada dia refaz nossos projetos.
Nós falamos os mesmos dialetos
Do matuto, guerreiro do sertão;
Da mulher que prepara arroz, feijão;
Da criança que corre em disparada,
Só pra ver nossa terra tão amada
Mais pertinho do nosso coração.

Se de fato não há quem o aceite,
Este filho terá um futuro inglório...
Olhe mais pra Felipe, pra Gregório,
Pra Marquinhos, Pirraia, Gilmar Leite.
Desta forma verás que o teu deleite
Será mais que uma mãe que ama o filho
Que quer vê-lo brilhar com o mesmo brilho,
Caminhando nos trilhos dos poetas
E assim sendo, faremos nossas metas
Em sentido fiel para este trilho.

Mas se acaso quiseres algum dia
Dar valor a riqueza que tu tens,
Nós iremos mostrar os nossos bens
Através de cultura e de poesia.
Vou juntar os teus filhos co’alegria
E fazer uma festa em nosso lar,
Para que todos possam recitar
E mostrar para ti o bem querer
Desta forma, mãe bela, tu vais ver
Que a cultura jamais vai se acabar!

Felipe Júnior
Em 16 de julho de 2011

 
 
 
 
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