Poeta Chico Pedrosa confirma presença no 4º Pajeú em Poesia

quarta-feira, 21 de dezembro de 2011

     E eis que recebo dois felizes telefonemas de poetas extraordinários confirmando presença em nosso 4º Pajeú em Poesia: poetas Chico Pedrosa e Zezé da Loteria. Chico é mais que conhecido e por ter participado das três edições anteriores do projeto disse que não perdia esse de jeito nenhum. E o poeta Zezé da Loteria é um dos gênios de Itapetim, autor do poema Eu e o gato, trabalho este que já me rendeu bastante aplausos por declamá-lo.
     A festa tá ficando maior ainda. Veja o time que já garantiu presença: Dedé Monteiro, João Paraibano, Sebastião Dias, Neide Nascimento, Dudu Morais e Grupo Pé de Parede, Felipe Júnior, Edierck José, Alessandro Palmeira, Andréia Miron, Artemis, Danilo Gonçalves, Edezel Pereira, Elenilda  Amaral, Welington Rocha, Esdras Galvão, Genildo Santana, Gonga Monteiro, Lúcio Luiz, Paulo Monteiro, Verônica Sobral, Zé Adalberto, Zé de Mariano, Eniel Alves, Ânderson e Zezé da Loteria.
      Por Dió, pela poesia, por nossa identidade cultural, conto com você também.

Totonha

sexta-feira, 16 de dezembro de 2011

Marcelino Freire

Capim sabe ler? Escrever? Já viu cachorro letrado, científico? Já viu juízo de valor? Em quê? Não quero aprender, dispenso.

Deixa pra gente que é moço. Gente que tem ainda vontade de doutorar. De falar bonito. De salvar vida de pobre. O pobre só precisa ser pobre. E mais nada precisa. Deixa eu, aqui no meu canto. Na boca do fogão é que fico. Tô bem. Já viu fogo ir atrás de sílaba?

O governo me dê o dinheiro da feira. O dente o presidente. E o vale-doce e o vale-lingüiça. Quero ser bem ignorante. Aprender com o vento, ta me entendendo? Demente como um mosquito. Na bosta ali, da cabrita. Que ninguém respeita mais a bosta do que eu. A química.

Tem coisa mais bonita? A geografia do rio mesmo seco, mesmo esculhambado? O risco da poeira? O pó da água? Hein? O que eu vou fazer com essa cartilha? Número?

Só para o prefeito dizer que valeu a pena o esforço? Tem esforço mais esforço que o meu esforço? Todo dia, há tanto tempo, nesse esquecimento. Acordando com o sol. Tem melhor bê-á-bá? Assoletrar se a chuva vem? Se não vem?

Morrer, já sei. Comer, também. De vez em quando, ir atrás de preá, caruá. Roer osso de tatu. Adivinhar quando a coceira é só uma coceira, não uma doença. Tenha santa paciência!

Será que eu preciso mesmo garranchear meu nome? Desenhar só pra mocinha aí ficar contente? Dona professora, que valia tem o meu nome numa folha de papel, me diga honestamente. Coisa mais sem vida é um nome assim, sem gente. Quem está atrás do nome não conta?

No papel, sou menos ninguém do que aqui, no Vale do Jequitinhonha. Pelo menos aqui todo mundo me conhece. Grita, apelida. Vem me chamar de Totonha. Quase não mudo de roupa, quase não mudo de lugar. Sou sempre a mesma pessoa. Que voa.

Para mim, a melhor sabedoria é olhar na cara da pessoa. No focinho de quem for. Não tenho medo de linguagem superior. Deus que me ensinou. Só quero que me deixem sozinha. Eu e minha língua, sim, que só passarinho entende, entende?

Não preciso ler, moça. A mocinha que aprenda. O doutor. O presidente é que precisa saber o que assinou. Eu é que não vou baixar minha cabeça para escrever.

Ah, não vou.

Colaboração: Aristeu Bezerra

Conto com todos: comparecendo, declamando, divulgando...

quarta-feira, 14 de dezembro de 2011

terça-feira, 13 de dezembro de 2011

segunda-feira, 12 de dezembro de 2011

sábado, 10 de dezembro de 2011

Uns versos de Welington Rocha

Saudade sem medida

A minha saudade é tão sem medida
que mesmo presente eu sinto doer
um sentimento a me corroer
sabendo que vem a triste partida
nas idas e vindas que tem minha vida
eu tenho teu cheiro guardado na mente
que tem na distancia um ingrediente
ferindo meu ser quando estou só
na minha garganta chega sinto um nó
contando os minutos pra te ver somente

Meu belo sertão de coisas tão puras
lugar de meus sonhos e realidade
onde muito valor tem a liberdade
moldando na gente nossas estruturas
fazendo de nós pessoas maduras
talhando na alma valores só nossos
passando por cima até dos destroços
da seca da fome e do sofrimento
vencendo o descaso e o esquecimento
das mão de teu povo é que vem teu reforços

Estando em teu ceio me sinto feliz
porque é aqui que tenho alegria
cada sentimento que tenho procria
e mais uma vez o caminho refiz
a minha alegria em te ver condiz
com cada minuto ausente daqui
pois tenho a certeza que estando aqui
controlo a saudade que mora comigo
é minha lembrança, também meu castigo
qual cama de pregos que usa um faqui.

Declaro por ti todo amor que tenho
meu lugar sagrado e fonte de paz
de tu me esquecer não serei capaz
és o meu futuro, na mente eu desenho
e essa jornada que hora me empenho
é pra retornar e te agradecer
por te me ensinado a fortalecer
o elo que liga passado e presente
e um dia quem sabe assim DE REPENTE
eu serei mais um te vendo crescer.

Coisas da boa idade

1. Os seqüestradores não se interessam mais por você.


2. De um grupo de reféns, provavelmente será um dos primeiros a ser libertado.

3. As coisas que você comprar agora não chegarão a ficar velhas.

4. Você pode viver sem sexo, mas não sem os óculos.

5. Você pára de tentar manter a barriga encolhida, não importa quem entre na sala.

6. A sua visão não vai piorar muito mais.

7. O seu investimento em planos de saúde finalmente começa a valer a pena.

8. Seus segredos passam a estar bem guardados com seus amigos, porque eles os esquecem.

9. 'Uma noite e tanto', significa que você não teve que se levantar para fazer xixi.

10. Você é avisado para ir devagar pelo médico e não pelo policial.

Colaboração: Danizete Siqueira

Coisas da boa idade 2

Um casal de velhinhos está deitado na cama. A esposa não está satisfeita com a distância que há entre eles e lembra:


- Quando éramos jovens, você costumava segurar a minha mão na cama.



Ele hesita e, depois de um breve momento, estica o braço e segura a mão dela.


Ela não se dá por satisfeita:

- Quando éramos jovens, você costumava ficar bem pertinho de mim.


Uma hesitação mais prolongada agora e, finalmente, resmungando um pouco, ele vira o corpo com dificuldade e se aconchega perto dela da melhor maneira possível.


Ela ainda insatisfeita:


- Quando éramos jovens, você costumava morder minha orelha...




Ele dá um longo suspiro, joga a coberta de lado e sai da cama.


Ela se sente ofendida e grita:


- Aonde você vai?


- Buscar a dentadura, véia chata!!!

Colaboração: Aristeu Bezerra

 
 
 
 
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