Olha o Fim de Feira no Sr. Brasil!

quinta-feira, 28 de março de 2013

Olha a genialidade de nosso poetas

sexta-feira, 22 de março de 2013

Chove tanto no Pará
Que inunda Tucuruí
Não chove em Ouricuri
Sertânia e Jabitacá
Todo ano Marabá
Sofre com inundação
O que não vai ao sertão
Por aqui vem com bonança
É ruim plantar esperança
Pra colher desilusão.

Aqui sobra em Santarém
Castanhal e Altamira
Porem faz falta em Tabira
Floresta e Exu também
Eu vou pedir a alguém
Lá da tribo Gavião
Para em nossa região
Dançar uma pajelança
É ruim plantar esperança
Pra colher desilusão.

 A terra esturricada
Que tem no meu Pajeú
Você não ver no Xingu
Onde a terra é encharcada
No campo não tem ossada
Como tem em Solidão
Em Sumé, em Conceição,
Lugares que a seca alcança
É ruim plantar esperança
Pra colher desilusão.

Ademar Rafael Ferreira

Uma profissão maldita
vendedores de ilusão
mentem, sempre, em profusão
falas que a gente acredita
haja conversa bonita
problemas têm solução
votamos de coração
em gente sem confiança
é ruim plantar esperança
pra colher desilusão

Otacílio Pires

São Severino dos Ramos
Enriqueceu com promessa.
Dilma promete e tropeça,
Nós, sem tropeçar, penamos.
E a seca, enquanto esperamos,
Vai minando a região
Que inda aguarda a plantação
Da semente da bonança.
É ruim plantar esperança
Pra colher desilusão.

Dedé Monteiro

O poeta da roça, Patativa do Assaré



    Monitorando a disciplina Literatura de Cordel, dentro do Programa Mais Educação, na Escola Padre Frederico Bezerra Maciel, no Distrito de Itã, Carnaíba-PE, trabalhei esta semana linguagem formal e linguagem coloquial. E aí nada melhor do que apresentar aos alunos o mestre Patativa do Assaré. E nada mais adequado do que o poema O poeta do roça.
    A meninada correspondeu e fecho a semana confiante que dei um bom passo na transmissão desta arte. Obrigado, poeta Patativa. Obrigado Deus e deuses da poesia.
    O conteúdo da atividade foi este aí abaixo. Um pouco da vida do mestre de Assaré e um de seus poemas. Depois, leitura interpretativa, indentificação dos usos da linguagem coloquial e transformação dos termos em lingugem formal.
 
Patativa do Assaré era o nome artístico de Antônio Gonçalves da Silva. Nasceu em 5 de março de 1909, na cidade de Assaré - CE. Foi um dos mais importantes representantes da cultura popular nordestina.
Com uma linguagem simples, porém poética, destacou-se como compositor, improvisador e poeta. Produziu também literatura de cordel, porém nunca se considerou um cordelista. Sua vida na infância foi marcada por momentos difíceis. Nasceu numa família de agricultores pobres e perdeu a visão de um olho. O pai morreu quando tinha 8 anos de idade, a partir de quando começou a trabalhar na roça para ajudar no sustento da família.
Passou poucos meses na escola e neste período começou a escrever seus próprios versos e pequenos textos. Aos 16 anos ganhou da mãe uma pequena viola. Muito feliz, passou a escrever e cantar repentes e se apresentar em pequenas festas da cidade.
Ganhou o apelido de Patativa, uma alusão ao pássaro de lindo canto, quando tinha 20 anos. Nesta época, começou a viajar pelo Nordeste para se apresentar como violeiro.
Patativa do Assaré faleceu no dia 8 de julho de 2002 em sua cidade natal.

O poeta da roça
 
Sou fio das mata, cantô da mão grossa,
Trabáio na roça, de inverno e de estio.
A minha chupana é tapada de barro,
Só fumo cigarro de páia de mío

Sou poeta das brenha, não faço o papé
De argum menestré, ou errante cantô
Que veve vagando, com sua viola,
Cantando, pachola, à percura de amô.

Não tenho sabença, pois nunca estudei,
Apenas eu sei o meu nome assiná.
Meu pai, coitadinho! vivia sem cobre,
E o fio do pobre não pode estudá.

Meu verso rastêro, singelo e sem graça,
Não entra na praça, no rico salão,
Meu verso só entra no campo e na roça
Nas pobre paioça, da serra ao sertão.

Só canto o buliço da vida apertada,
Da lida pesada, das roça e dos eito.
E às vez, recordando a feliz mocidade,
Canto uma sodade que mora em meu peito.

Eu canto o cabôco com suas caçada,
Nas noite assombrada que tudo apavora,
Por dentro da mata, com tanta corage
Topando as visage chamada caipora.

Eu canto o vaquêro vestido de côro,
Brigando com o tôro no mato fechado,
Que pega na ponta do brabo novio,
Ganhando lugio do dono do gado.

Eu canto o mendigo de sujo farrapo,
Coberto de trapo e mochila na mão,
Que chora pedindo o socorro dos home,
E tomba de fome, sem casa e sem pão.

E assim, sem cobiça dos cofre luzente,
Eu vivo contente e feliz com a sorte,
Morando no campo, sem vê a cidade,
Cantando as verdade das coisa do Norte.

Da Revista do Observatório do Livro e da Leitura

Biblioteca Circulante leva livros a pacientes
Diário do Nordeste - 12/03/13
Levar leitura e diversão aos que precisam. Com esse objetivo, a Biblioteca Circulante de Fortaleza, organização beneficente sem fins lucrativos, há quase 43 anos, tem feito diferença pelos corredores do Instituto Doutor José Frota (IJF), em Fortaleza.
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Caco Barcellos (jornalista)
Frederick Forsyth - O Negociador - Bestbolso
Um dos livros marcantes na vida do jornalista e escritor Caco Barcellos narra a história do sequestro do filho do presidente dos Estados Unidos, após um acordo de desarmamento entre a potência norte-americana e a então União Soviética.
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Praça com cineteatro e biblioteca é construída no Liberdade
Vale News - 15/03/13
A Prefeitura de Pindamonhangaba (SP) iniciou a construção da PEC (Praça de Educação e Cultura), no loteamento Liberdade, no distrito de Moreira César.
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Da Revista do Observatório do Livro e da Leitura

sexta-feira, 15 de março de 2013


Biblioteca Nacional distribui quase 1 milhão de livros para 1.625 bibliotecas de todo o país

Com a entrega, concluída em janeiro último, a FBN cumpriu a primeira etapa do Programa de Ampliação de Acervos do Sistema Nacional de Bibliotecas Públicas (SNBP), lançado em 2011 e no qual foram investidos R$ 8,4 milhões.
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Biblioteca do Espaço Cultural auxilia preparação de concurseiros paraibanos

Considerada um dos espaços que mais recebe estudantes de João Pessoa, a Biblioteca Juarez da Gama Batista, no Espaço Cultural, é também parceira de inúmeros concurseiros que se dedicam aos estudos. 
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Agentes levam leitura aos lares utilizando a bicicleta

A cultura e a sustentabilidade andam juntas em Canoas (RS), onde desde março de 2012 um grupo formado por 18 pessoas têm disseminado a leitura em 25 famílias que não têm acesso a bens e serviços culturais, usando como meio de transporte a bicicleta.
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Projeto Quinta Cultural: foi desse jeito!

sexta-feira, 8 de março de 2013

POESIA DO PAJEÚ REINA NA QUINTA CULTURAL

A segunda edição da Quinta Cultural de 2013 abriu espaço para as vozes poéticas do Sertão do Pajeú, terra nacionalmente reconhecida como berço da poesia. O evento ocorreu ontem (07) à noite, para um público que lotou a praça de alimentação de Afogados da Ingazeira.
A noite de poesia foi aberta com a apresentação do grupo de choro de Carnaíba, tocando os grandes clássicos do chorinho, ritmo genuinamente brasileiro. Poetas de várias idades, estilos e linguagens, se revezaram no palco montado pela Secretaria de Cultura e Esportes. Wellington Rocha e Dayane, as irmãs Helenilda e Erivoneide Amaral abriram a programação. Em seguida foi a vez da dupla de repentistas Zé Carlos do Pajeú e Diomedes Mariano cantarem as coisas do Sertão.
A quinta cultural também foi palco para o lançamento do CD “Pajeú de nós 2”, obra dos poetas Alexandre Morais e Genildo Santana, que recitaram alguns dos trabalhos contidos no disco, que estava sendo vendido no local ao preço de 10 Reais. O lançamento do CD, em Tabira, ocorrerá no próximo dia 17 de Março, no Bar do Arroz. A festa da poesia sertaneja foi prestigiada pelo poeta Dedé Monteiro, que também deu o ar de sua graça recitando alguns dos seus belos versos.
Além dos poetas que estavam previstos na programação, a Quinta Cultural abriu espaço para que jovens talentos, a exemplo do poeta Vinícius Gregório, pudessem divulgar a sua arte. A próxima edição da Quinta Cultura está agendada para o dia 28 de Março. A quinta cultural é uma realização da Prefeitura de Afogados da Ingazeira, através da Secretaria Municipal de Cultura e Esportes.
 
(ASCOM - Fotos: Cláudio Gomes)

Olha aí! É amanhã em Afogados da Ingazeira - PE

quarta-feira, 6 de março de 2013


Concurso Literário das Farmácias Pague Menos

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 www.paguemenos.com.br/concursoliterario

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Inscrições para curso de elaboração de projetos culturais

Por Daniel Ferreira    

     A Fetape, por meio da produtora cultural Stefânia Régis, abre inscrições entre os dias cinco e 15 de março para o Curso de Iniciação em Projetos Culturais, voltado para produtores e produtoras, brincantes de folguedos populares, poetas, cantadores e cantadoras; quem trabalha com literatura de cordel, artesanato, e cozinha regional de todas as cidades da Zona da Mata, Agreste e Sertão.
     O curso faz parte do projeto Arte e Inclusão no Campo e tem como principal objetivo capacitar novos produtores e produtoras culturais, realizadores, agentes culturais e artistas das três regiões do estado sobre o processo de elaboração de projetos culturais.
     A atividade pretende estimular a promoção e a valorização das diversas manifestações artístico-culturais, localizadas na zona rural dos municípios do interior, com foco na capacitação para elaboração de projetos para concorrerem aos editais regionalizados do Funcultura, da Secretaria de Cultura do Estado.
    Haverá uma turma em cada região, com um número limitado. Cada participante irá receber material didático e certificado no final do curso.
    Durante os meses de outubro e novembro de 2012, foi realizada uma pesquisa para identificação do público interessado pelo curso. As pessoas que responderam ao questionário, na época, podem confirmar o interesse preenchendo a ficha de inscrição.
     As inscrições acontecerão entre os dias 5 e 15 de março de 2013. Para ter acesso ao formulário, basta acessar a página da Fetape na internet: fetape.org.br, nesse período, e acesse o banner do curso. Após o preenchimento, envie sua ficha para o e-mail: arteinclusaonocampo@fetape.org.br.
    O curso será realizado no mês de abril e terá início na região do Sertão, no período de 1 a 5, no município de Serra Talhada. Entre os dias 8 e 12, a atividade acontecerá no Agreste, na cidade de Garanhuns. Na semana de 15 a 19, será a vez da Zona da Mata, na cidade de Carpina.

Da Revista do Observatório do Livro e da Leitura

sexta-feira, 1 de março de 2013

Professor tenta salvar biblioteca em Sorocaba (SP)
Bom Dia Sorocaba - 18/02/13
Professor de história aposentado luta para preservar uma biblioteca comunitária.
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Sergipe recebe 10 mil livros da Fundação Biblioteca Nacional
Aqui Acontece - 23/02/13
As bibliotecas públicas de Sergipe receberão até o final do mês de março um montante de 10 mil livros que foram fornecidos pelo Ministério da Cultura (MinC), através da Fundação Biblioteca Nacional.
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Ônibus-biblioteca amplia acesso à literatura em escolas públicas
O Globo - 22/02/13
Projeto “Livros nas praças” abrange 10 áreas carentes do Rio. Além de empréstimo de livros, iniciativa tem contação de histórias.
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PÁTRIA MADRASTA VIL


          Assim recebi e assim repasso. Vale uma reflexão:

Onde já se viu tanto excesso de falta?
Abundância de inexistência...
Exagero de escassez...
Contraditórios?
Então aí está!
O novo nome do nosso país!
Não pode haver sinônimo melhor para BRASIL.
Porque o Brasil nada mais é do que o excesso de falta de  caráter, a abundância de inexistência de solidariedade, o exagero de  escassez de responsabilidade.
O Brasil nada mais é do que uma  combinação mal engendrada - e friamente sistematizada - de  contradições.
Há quem diga que 'dos filhos deste solo és mãe  gentil', mas eu digo que não é gentil e, muito menos, mãe.
Pela definição que eu conheço de MÃE, o  Brasil,   está mais para madrasta vil.
A minha mãe não  'tapa o sol com a peneira.'
Não me daria, por exemplo, um lugar na  universidade sem ter-me dado uma bela formação básica.
E mesmo há  200 anos atrás não me aboliria da escravidão se soubesse que me  restaria a liberdade apenas para morrer de fome. Porque a minha mãe  não iria querer me enganar, iludir.
Ela me daria um verdadeiro Pacote que fosse  efetivo na resolução do problema, e que contivesse educação +  liberdade + igualdade. Ela sabe que de nada me adianta ter educação  pela metade, ou tê-la aprisionada pela falta de oportunidade, pela  falta de escolha, acorrentada pela minha voz-nada-ativa.
A minha mãe sabe que eu só vou crescer se a  minha educação gerar liberdade e esta, por fim, igualdade.
Uma segue a outra...
Sem nenhuma contradição!
É disso que o  Brasil precisa: mudanças estruturais, revolucionárias, que quebrem  esse sistema-esquema social montado; mudanças que não sejam  hipócritas, mudanças que transformem!
A mudança que nada muda é  só mais uma contradição.
Os governantes (às vezes) dão uns peixinhos,  mas não ensinam a pescar.
E a educação libertadora entra aí.
O povo está tão paralisado pela ignorância que  não sabe a que tem direito.
Não aprendeu o que é ser cidadão.
Porém,  ainda nos falta um fator fundamental para o alcance da igualdade:  nossa participação efetiva; as mudanças dentro do corpo burocrático  do Estado não modificam a estrutura.
As classes média e alta - tão confortavelmente  situadas na pirâmide social - terão que fazer mais do que reclamar  (o que só serve mesmo para aliviar nossa culpa)...
Mas estão elas preparadas para isso?
Eu  acredito profundamente que só uma revolução estrutural, feita de  dentro pra fora e que não exclua nada nem ninguém de seus efeitos,  possa acabar com a pobreza e desigualdade no Brasil.
Afinal, de  que serve um governo que não administra?
De que serve uma mãe que não afaga?
E, finalmente, de que serve um Homem que não se  posiciona?
Talvez o sentido de nossa própria existência esteja  ligado, justamente, a um posicionamento perante o mundo como um  todo. Sem egoísmo.
Cada um por todos.
Algumas perguntas,  quando auto-indagadas, se tornam elucidativas.
Pergunte-se: quero ser pobre no Brasil?
Filho de uma mãe gentil ou de uma madrasta vil?
Ser tratado como cidadão ou excluído?
Como gente... Ou como  bicho?


 
Premiada pela UNESCO,  Clarice Zeitel Vianna Silva,  26,  estudante que termina Faculdade de Direito da UFRJ em julho,  concorreu com outros 50 mil estudantes universitários.

 
 
 
 
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