Coisa bem dizida...

sábado, 29 de junho de 2013

 
"É incrível a força que as coisa parecem ter quando elas precisam acontecer."
Caetano Veloso

Cambio-pirata-da-cadeia 

Semana passada, na Cadeia de Afogados da Ingazeira, houve a entrega de certificados de conclusão de curso do Programa Paulo Freire de alfabetização e reforço. Acompanhei pessoas aprendendo a ler e escrever dentro da cadeia e isso toca quem tem vida. Fiz esse verso:

O saber é patrimônio
Que não se compra ou se vende
Quem não aprende criança
Quando velho se arrepende
Mas Deus, o Pai da bondade
Dá sempre oportunidade
E mesmo atrás de uma grade
Quem se interessa aprende

< Alexandre Morais >

A saudade passou jogando flores

sexta-feira, 28 de junho de 2013

      Fiz este trabalho a pedido de Dedé Monteiro, sendo o mote do poeta Maciel Correia. É uma das faixas do CD O Pajeú de nós 2, que gravei ao lado de Genildo Santana.

O jardim lá de casa eu só comparo
Com o triste cenário de um velório
Nele está o perfeito repertório
Do que foi nosso amor, amor tão raro
Foram belos, mas tão em desamparo
Pois a ambos nós só os desprezamos
Só agora é que, quando conversamos
Um ao outro dizemos com rancores
Que a saudade passou jogando flores
No velório do amor que assasinamos

Não aceito mais lágrimas caindo
Nem dos meus nem dos teus olhos tristonhos
Se nós mesmos matamos nossos sonhos
O fizemos cientes e sorrindo
Se o passado foi simples e foi lindo
Foi um tempo que não valorizamos
E se ali só espinhos nós plantamos
É normal que dos talos brotem dores
A saudade passou jogando flores
No velório do amor que assassinamos

Minha vida em duas se divide
Uma antes de ti, outra depois
Se foi bom por um tempo sermos dois
Relembrar esse tempo nos agride
O futuro, talvez, que nos convide
A pensar no que antes não pensamos
Mas não quero lembrar que nos amamos
Para não espantar novos amores
Que a saudade passou jogando flores
No velório do amor que assassinamos

Se é lenda, se é mito ou se é verdade
Que o amor deixa as vidas coloridas
Colorimos demais as nossas vidas
Com as tintas da sã felicidade
Com pincéis da fiel cumplicidade
Mais que mil aquarelas desenhamos
Mas dos restos dos quadros que pintamos
A cor preta encobriu as outras cores
E a saudade passou jogando flores
No velório do amor que assassinamos

< Alexandre Morais >



Cantadores do Nordeste

     Talvez alguem escute melhor este recado, sabendo que ele foi dado por Manuel Bandeira. Foi depois de participar de um congresso de cantadores repentistas, no Rio de Janeiro, na década de 50, como membro da comissão julgadora.
     Djavan gravou este poema no início da década de 90 e não indicou a autoria. Mais tarde o Quinteto Violado foi quem a gravou e, pasmem, indicou Djavan como autor da letra.
    Tive a oportunidade de comunicar o equívoco a Marcelo Melo.
     Enfim, vamos ficar com seu Manuel:

Anteontem, minha gente, 
Fui juiz numa função 
De violeiros do Nordeste. 
Cantando em competição, 
Vi cantar Dimas Batista 
E Otacílio, seu irmão. 
Ouvi um tal de Ferreira, 
Ouvi um tal de João. 
Um a quem faltava o braço, 
Tocava c'uma só mão; 
Mas, como ele mesmo disse 
Cantando com perfeição, 
Para cantar afinado, 
Para cantar com paixão, 
A força não está no braço: 
Ela está no coração. 
Ou puxando uma sextilha 
Ou uma oitava em quadrão, 
Quer a rima fosse em inha, 
Quer a rima fosse em ão, 
Caíam rimas do céu, 
Saltavam rimas do chão! 
Tudo muito bem medido 
No galope do sertão. 
A Eneida estava boba; 
O Cavalcanti, bobão, 
O Lúcio, o Renato Almeida; 
Enfim, toda a Comissão. 
Saí dali convencido 
Que não sou poeta não; 
Que poeta é quem inventa 
Em boa improvisação, 
Como faz Dimas Batista 
E Otacílio, seu irmão; 
Como faz qualquer violeiro 
Bom cantador do sertão, 
A todos os quais, humilde, 
Mando a minha saudação.

Poeminha amoroso


Cora Coralina
 
Este é um poema de amor
tão meigo, tão terno, tão teu...
É uma oferenda aos teus momentos
de luta e de brisa e de céu...
E eu,
quero te servir a poesia
numa concha azul do mar
ou numa cesta de flores do campo.
Talvez tu possas entender o meu amor.
Mas se isso não acontecer,
não importa.
Já está declarado e estampado
nas linhas e entrelinhas
deste pequeno poema,
o verso;
o tão famoso e inesperado verso que
te deixará pasmo, surpreso, perplexo...
eu te amo, perdoa-me, eu te amo..."

> Cora Coralina é como assinava a goiana Ana Lins dos Guimarães Peixoto Breta. Poetisa e contista manteve-se entre os vivos entre 20 de agosto de 1889 e 10 de abril de 1985.<

Cancão e Liedo Maranhão entre os novos títulos da CEPE

quinta-feira, 27 de junho de 2013

     A Companhia Editora de Pernambuco – Cepe amplia sua coleção Acervo Pernambuco com dois volumes que reproduzem livros de Liedo Maranhão e Cancão (João Batista de Siqueira). O lançamento será no dia 6 de julho, no mercado público da Madalena, a partir das 11h, com a participação de músicos e declamação de poesia de cordel
    De Liedo Maranhão serão lançados, em edição revista e ampliada, os livros Classificação popular da literatura de cordel, Que só e Marketing dos camelôs de remédio ou O mundo da camelotagem. O prefácio é do radialista Geraldo Freire, que enfatiza que o pesquisador tem como principal característica a pesquisa de campo no meio do “povão”, num nível de convivência que lhe garante a confiança de ouvir sem filtros os diversos e saborosos “causos”.
     De Cancão foram compilados os livros Musa sertaneja (1967), Meu lugarejo (1979) e Flores do Pajeú (1969), e introduzido um novo título, Poemas inéditos, que inclui poemas como Noite Francesa e O poeta. A organização ficou por conta do poeta e pesquisador Ésio Rafael, de Sertânia, do poeta e escritor Marcos Passos, de São José do Egito, organizador da Antologia Poética Retratos do Sertão, além do escritor e pesquisador Lindoaldo Campos, autor do livro ABC da poesia – Inspirartividades com palavras e organizador de Palavras ao Plenilúnio, antologia comentada dos poemas de Cancão
     João Batista de Siqueira, o Cancão, nasceu em São José do Egito, em 1912. Considerado “deus da literatura popular”, saiu cedo da escola, o que não o impediu de ser descrito pelos críticos como uma versão popular de grandes nomes da poesia brasileira, a exemplo de Castro Alves e Cassimiro de Abreu.

     Coleção Acervo Pernambuco – Lançada em 2012, inicialmente com dez títulos, a coleção resgata do esquecimento autores que contribuíram para a formação da memória histórica e cultural de Pernambuco, apresentando-os às novas gerações de leitores. É formada por quatro selos: Palco Pernambuco, Arte Pernambucana, Letra Pernambucana e Terra Pernambucana. Os títulos lançados foram A personagem dramática, de Rubem Rocha Filho, Por um teatro do povo e da terra: Hermilo Borba Filho o Teatro do Estudante de Pernambuco, de Luiz Maurício Britto Carvalheira; Memória do Atelier Coletivo, Artistas de Pernambuco e Tratos da arte de Pernambuco, todos de José Cláudio, em um só volume; Dois Recifes, de Policarpo Feitosa; Mulheres e rosas, Vida e sonho e De monóculo, de Austro-Costa; Paisagens do Nordeste em Pernambuco e Paraíba, de Mário Lacerda de Melo; A Guerra dos Mascates como afirmação nacionalista, de Mário Melo; e Moxotó brabo, Três ribeiras e Um sertanejo e o sertão, todos de Ulysses Lins de Albuquerque.



 

Mais informações com Liedo Maranhão: 3429.0835 e Marcos Passos: 9830.9416 / 8616.3393

Preço dos livros: R$ 15,00



Companhia Editora de Pernambuco – CEPE.
Rua Coelho Leite, 530 – Santo Amaro – Recife – PE. 
CEP: 50100-140 PABX: (81) 3183.2700.

Acesse o site: editora.cepe.com.br

Fliporto 2013

terça-feira, 25 de junho de 2013

Livros de graça, quem quer?

sexta-feira, 21 de junho de 2013

Para os amantes da leitura, a internet oferece diversas opções de sites e blogs com conteúdo literário, científico e textos raros. Para os leitores que não têm problema em ler em outro idioma, alguns sites oferecem textos em inglês e espanhol.

O material pode ser lido diretamente no tablet, computador ou celular ou, se usuário preferir, pode fazer o download para ler mais tarde, em casa, sossegado. E o melhor de tudo, de graça.

Veja algumas opções de leitura gratuita

Universia – Reúne mais de 1.000 arquivos, incluindo biografias de cineastas, textos científicos sobre comunicação e clássicos da literatura universal.

Open Library – Projeto que pretende catalogar todos os livros publicados no mundo, já tem 1 milhão de títulos disponíveis para download. Podem ser encontrados livros em cerca idiomas.

Blog Midia8 – Página reúne mais de 200 links de livros sobre comunicação em português, inglês e espanhol para ler online e fazer download.

Read Print – Essa espécie de livraria virtual oferece mais de 8 mil títulos em inglês para estudantes, professores e entusiastas de clássicos.

Portal Domínio Público - Biblioteca virtual criada para divulgar clássicos da literatura mundial, oferece download gratuito.

Biblioteca Nacional de Portugal – Entre os destaques do portal está um site dedicado ao escritor José Saramago.

Biblioteca Mundial Digital – Oferece milhares de documentos históricos de diferentes partes do mundo. O material está disponível para leitura online.

Dear Reader – Clube virtual que envia por e-mail trechos de livros. Após o cadastro, o usuário passa a receber diariamente um trecho, cerca de dois a três capítulos de livros.

Projeto Gutenberg – Tem mais de 100 mil livros digitais que podem ser baixados e lidos em diferentes plataformas eletrônicas.


http://www.brasilquele.com.br/2013/06/20/sites-disponiblizam-livros-para-baixar-de-graca

O Pajeú de nós 2

terça-feira, 18 de junho de 2013

 
Tá vendo aí? É O Pajeú de nós 2, CD meu de Genildo Santana. Ficou mais bonito quando chegou nas mãos de Rosa Cleide, esse anjo da guarda da gente. Tá lá no Colégio Marupiara, em São Paulo.

J. Borges - A moça que dançou depois de morta

Taí, gente. Retirado da estante dos EXCELENTES.

Pensamentos - Recados e Imagens (7764)

A falta de tempo de Sabino



     O sistema penitenciário brasileiro é extremamente ocioso, tu sabe, né? Sabe, não! Pois Sabino Mão de Cola sabe. Já foi preso cinco vezes.
     Aí tava ele lá, estirado num colchão fino que só uma fatia de mortadela, olhando pro tempo e pensando no que devia ter pensado antes de chegar naquela cela amarela encardida. Incentivado pelos colegas resolveu estudar. A professora ia todo dia na cadeia e, com mais paciência do que Jó, ensinava as primeiras letras aqueles alunos já crescidos. 
     Na sexta-feira deixou uma tarefa. Coisa simples, mas que já definiria o nível dos alunos aquela altura dos estudos. Chega na segunda-feira, toda animada, e grita: 
     - Vamos lá! Cadê a tarefa? 
     Todos os outros estiraram os cadernos mostrando os seus feitos, menos Sabino. 
     - Eu num fiz, não, professora. 
     - Por que, seu Sabino? 
     E ele, com a cara mais cínica: 
     - Tive tempo, não.

Por Alexandre Morais





Obra de Paulo Freire está disponível na internet

Colaboração de Rosa Cleide Marques

     O Centro de Referência Paulo Freire, dedicado a preservar e divulgar a memória e o legado do educador, disponibiliza vídeos das aulas, conferências, palestras e entrevistas que ele deu em vida. A proposta tem como objetivo aumentar o acesso de pessoas interessadas na vida, obra e legado de Paulo Freire.
    Para os interessados em aprofundar os ensinamentos freirianos, o Centro de Referência também disponibiliza artigos e livros que podem ser baixados gratuitamente.
Educação como liberdade
    Internacionalmente respeitado, os livros do educador foram traduzidos em mais de 20 línguas. No Brasil, tornou-se um clássico, obrigatório para qualquer estudante de pedagogia ou pesquisador em educação. Detentor de pelo menos 40 títulos honoris causa (concedidos por universidades a pessoas consideradas notáveis), Freire recebeu prêmios como Educação para a Paz (Nações Unidas, 1986) e Educador dos Continentes (Organização dos Estados Americanos, 1992).
      Leia também
   Método Paulo Freire de alfabetização: as lembranças emocionadas da 1ª turma “Defendo a educação desocultadora de verdades. Educando e educadores funcionando como sujeitos para desvendar o mundo”, dizia Freire. A educação como prática da liberdade, defendida por ele, enxerga o educando como sujeito da história, tendo o diálogo e a troca como traço essencial no desenvolvimento da consciência crítica. 

Catulo da Paixão cearense

sexta-feira, 14 de junho de 2013

 
Flor de maracujá

Apois Antonce
Eu lhes conto
A história que ouvi contá
A razão purque nasce roxa
A frô do maracujá


Maracujá já foi branco
Eu posso inté lhe jurá
Eu posso inté lhe jurá
Mais branco que a caridade
Mais branco do que o luá



Quando as frô brotava nele
Lá pros confim do sertão
Maracujá parecia,
Um ninho de argodão

 

Mais, um dia...
Há muito tempo,
Num mês que inté não me lembro
Se foi maio...se foi junho
Se foi janeiro ou dezembro
Nosso Senhor Jesus Cristo
Foi condenado a morrê
Numa cruz, crucificado
Longe daqui, como quê


E havia junto da cruz
Aos pés de nosso Senhor
Um pé de maracujá
Carregadinho de frô

 
Pregaram Cristo a martelo
E ao ver tamanha crueza
A natureza inteirinha
Pôs-se a chorá de tristeza


Chorava o vento nos campo
Chorava as fôia e as ribeira
Sabiá tomem soluçava
Nos gáio da laranjeira
E o sangue de Jesus Cristo
Sangue pizado de dô
No pé do maracujá
Tingia todas as frô 

 
Imagem copiada de: http://picinezblog.blogspot.com.br/2012/02/luar-do-sertao-da-flor-de-maracuja.html

Nós, os Zés



Naquele dia Zé chegou cedo. A todos que perguntaram, respondeu que tava tudo bem. Mas não tava. Zé bebeu junto com a primeira dose o amargor de uma noite em claro.

No hospital? Não, em casa, olhando para as telhas, bolando na cama, encontrando fantasmas em baixo do lençol. Perdeu o sono e a paz. Por quê? Não sei, Zé não me disse.

Mas eu sei! Toda noite tem um Zé assim. Às vezes longe, às vezes perto, às vezes dentro de nós. Somos todos Zés. Não preparados para o mal companheiro. Incapazes de reagir ao inimigo interno e até de compreender que há um inimigo interno.

Mas somos muito capazes de enxergar, entender, opinar e julgar os externos. Ignorância ou transferência de incapacidade? Intolerância ou medo do eu? Sei não. Precisamos ser mais Zé pra poder dormimos em paz e bebermos bem.

Alexandre Morais

Agricultora familiar do Piauí aprende a ler com o Arca das Letras

     Escrever o próprio nome. E ler e entender o que está escrito na embalagem do arroz, do feijão, na conta de luz, de água... Situações que fazem parte do cotidiano de mais de 86% da população brasileira, conforme pesquisa do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). E a agricultora familiar Maria Aparecida da Conceição Silva, 56 anos, conta, entusiasmada, que agora também está nesse grupo.
     Foi em meados de 2009 que o Programa Arca das Letras, do Ministério do Desenvolvimento Agrário (MDA), chegou ao Assentamento São Joaquim, no município de Angical (PI). A biblioteca, que continha 200 livros de diversos assuntos, ficou instalada na casa de Maria Aparecida. No início, ela se sentia confusa ao ver tantas letras e não conseguir transformá-las em palavras. Uma de suas três filhas, Francisca Edivania da Silva, era uma das agentes de leitura responsáveis pela arca e, com o passar do tempo, incentivou sua mãe a tentar ler. “Eu só sabia ler e escrever meu nome”, lembra a agricultora.

Lei mais em http://www.brasilquele.com.br/2013/04/08/agricultora-familiar-do-piaui-aprende-a-ler-com-o-arca-das-letras

Tribunal de Justiça de São Paulo publica projeto sobre remição de pena pela leitura

     O Tribunal de Justiça de São Paulo publicou minuta de resolução com os procedimentos a serem adotados pelas varas de execução criminal para a remição de pena pela leitura. Os interessados em ler para diminuir suas penas devem se inscrever nas oficinas de literatura. Cada preso tem 30 dias para ler um livro, e cada 30 dias de leitura descontam quatro dias da pena.

     Liberdade e conteúdo

      Mas não basta só ler. Pela minuta, os detentos interessados no programa devem se inscrever nas oficinas de literatura, promovidas pelos presídios. A cada livro lido, devem entregar resenhas e uma comissão técnica será composta para avaliá-las. Os membros têm 30 dias para ler se elas têm a ver com o livro ou não. Verão, por exemplo, “aspectos relacionados à compreensão e compatibilidade do texto com o livro”.


Copiado da Revista do  Observatório do Livro e da Leitura

Olha o Caboclo Sonhador atacando de Caboclo Escritor

quinta-feira, 13 de junho de 2013

Boa publicação da Casa do Cantador

segunda-feira, 10 de junho de 2013

Olha aí

Obrigado, Senhor!

sexta-feira, 7 de junho de 2013

 

     Essa semana, estudando Direito, vi o Professor Geovane Moraes recitar este verso de Dedé, encerrando uma aula. No dia seguinte, no intervalo de aulas sobre Literatura de Cordel que ministro na comunidade de Itã (Carnaíba/PE), telefonei pra Dedé pra contar sobre a passagem do dia anterior.
   Poucos minutos depois resolvi visitar a biblioteca da comunidade e quando entrei, diga aí o que tava lá estampado em uma das paredes? Exatamente! Este mesmo verso.
      Liguei pra Dedé de novo:
      - Isso num é coincidência,  poeta!
      E ele:
      - Isso é um recado Divino, poeta!
      E nós:
      - OBRIGADO, SENHOR, MUITO OBRIGADO!

Pra fechar a Semana do Meio Ambiente

05 de Junho - Dia Mundial do Meio Ambiente 

Quando ronca a moto serra
Chora um pau d’arco no alto
E um saguim prepara um salto
Porque se ficar, se ferra
Contra o homem, nessa guerra
A natura é impotente...
É que o homem, loucamente
De ganância vive cheio
Procurando sempre um meio
Pra por fim ao ambiente

O rio já não corre mais
Tá cansado de correr
E por seu esmorecer
Não dá água aos animais
Não agua os vegetais
Pois se o fizer, contamina
E por tanta fedentina
Não serve mais para um banho
Virou da mata um estranho
E da cidade, a latrina

As aves que ainda existem
Tem razão de terem penas
Porque não vivem, apenas
Resistem porque persistem
E ainda assim assistem
O homem matar sem pena
E a que não mata condena
A penas sem fim pagar
Numa gaiola a penar
Sem ter merecido a pena

< Alexandre Morais >

 
 
 
 
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