sexta-feira, 30 de abril de 2021

abril 30, 2021 Por Alexandre Morais Sem comentários


 

Maciel Melo - Caboclo Sonhador

abril 30, 2021 Por Alexandre Morais Sem comentários

   Sabe a história da música Caboclo Sonhador, composição, vida e alma de Maciel Melo?

  Assista aí esse bate papo arretado dele com o jornalista Danilo Ribeiro e fique sabendo!



quinta-feira, 29 de abril de 2021

abril 29, 2021 Por Alexandre Morais Sem comentários


 

Pajeú das Flores

abril 29, 2021 Por Alexandre Morais Sem comentários
  Em 1950, no Rio de Janeiro, longe da Itapetim natal, Rogaciano Leite (foto ao lado) escreveu o poema Aos críticos, uma das mais declamadas entre suas tantas magistrais autorias. Concluiu a primeira das 16 estrofes (oitavas) com os versos Sou do Pajeú das Flores / Tenho razão de cantar.
   Lançou ali também um mote que passou a ser cantado, recitado e glosado por todas as gerações vindouras.
    Sessenta anos depois, no seio do Pajeú das Flores, na natal Tabira, Dedé Monteiro (foto abaixo) deu mais um sopro à eternidade dos versos, do mote, da terra e do gênio poeta que sucedeu com semelhante brilho.


   Eis o passeio de Dedé, no mote de Rogaciano, pelo Pajeú dos dois:

Sou de ITAPETIM da paz,
De um Zé que a gente admira;
Sou natural de TABIRA
De Gonga e Dudu Morais;
Sou de SÃO JOSÉ - que faz
A região se inspirar;
De FLORES - jardim sem par,
Feito de perfume e cores!
Sou do Pajeú das Flores,
Tenho razão de cantar!

Sou de IGUARACI – famosa
Pelo Maciel que aninha;
Sou de SANTA TEREZINHA
De Severino Feitosa;
De AFOGADOS - jubilosa
Com Dió a versejar
E Alexandre a propagar
Da cultura os esplendores!
Sou do Pajeú das Flores,
Tenho razão de cantar!

Eu sou da INGAZEIRA antiga,
Que o patrono é São José,
Chão de tradição e fé
(A população que o diga).
De CALUMBI, terra amiga,
Mãe de um povo singular!
Sou de TRIUNFO - um pomar
Rico em frieza e verdores!
Sou do Pajeú das Flores,
Tenho razão de cantar!

BREJINHO - nascente pura
De um Rio de histórias tantas;
CARNAÍBA de Zá Dantas,
Do progresso e da cultura;
SANTA CRUZ da rapadura,
Que sobra até pra exportar;
SOLIDÃO – bom pra chegar,
Rezar e cantar louvores!
Sou do Pajeú das Flores,
Tenho razão de cantar!

Sou também, de coração,
Da feliz TUPARETAMA,
Cidade que abraça e ama
A cultura do Sertão;
QUIXABA - onde a educação
Faz o Pajeú brilhar;
SERRA TALHADA - o “altar”
Dos “Lampiões” sonhadores!
Sou do Pajeú das Flores,
Tenho razão de cantar!

São dezessete lugares,
Cidades simples e belas!
E eu oferto a todas elas
Minhas glosas populares.
Que Deus, que é Pai destes ares,
Possa também transformar
O Pajeú num lugar
Que possa se sustentar
Sem precisar de favores!
DEUS É PAJEÚ DAS FLORES,
PRA ELE EU POSSO CANTAR!!!

abril 29, 2021 Por Alexandre Morais Sem comentários


 

Paixão de Cristo de Nova Jerusalém ainda aguarda socorro dos poderes públicos

abril 29, 2021 Por Alexandre Morais Sem comentários

 


   Em situação extremamente crítica depois de dois anos sem espetáculo, a Sociedade Teatral de Fazenda Nova ainda aguarda o socorro urgente dos poderes públicos federal e estadual. Segundo o presidente da STFN, Robinson Pacheco, sem a ajuda, a Paixão de Cristo de Nova Jerusalém, uma das principais atrações turísticas do Brasil que é considerada patrimônio material e imaterial de Pernambuco, terá que encerrar suas atividades em definitivo.

 No final do mês passado, o Governo Federal, por meio do Ministro do Turismo, Gilson Machado Neto, e do Secretário Especial de Cultura, Mário Frias, se comprometeu em apresentar até o final da primeira quinzena de abril um plano emergencial para evitar o encerramento das atividades do espetáculo da Paixão de Cristo.

 Contudo, segundo Robinson Pacheco, o plano estava travado devido ao atraso na aprovação da Lei Orçamentária de 2021, o que ocorreu na última quinta-feira (22). “Estamos na expectativa de que esse plano se concretize o mais rápido possível pois, sem isso, será praticamente impossível dar continuidade a este tão importante projeto cultural, turístico e social, que é o espetáculo encenado em Nova Jerusalém, o maior teatro ao ar livre do mundo.

  Pelo segundo ano consecutivo o espetáculo da Paixão de Cristo de Nova Jerusalém, foi cancelado devido à pandemia. Realizado há 53 anos em Brejo da Madre de Deus, no Agreste de Pernambuco, o espetáculo emprega cerca de 1.500 pessoas de forma direta e cerca de 8 mil de forma indireta. As apresentações já atraíram mais de 4 milhões de espectadores do Brasil e do Mundo.


Do Blog do Nill Júnior

abril 29, 2021 Por Alexandre Morais Sem comentários


 

quarta-feira, 28 de abril de 2021

Gambiarras... Quem nunca, heim?

abril 28, 2021 Por Alexandre Morais Sem comentários

 

Tá sem som no carro?

O cinto não tá encaixando?

Não achou a concha?

Não vai deixar de tomar café, né?

O dia em que o Pajeú foi bater em Itamaracá

abril 28, 2021 Por Alexandre Morais Sem comentários

 Por Lindoaldo Campos

Mestrando em História dos Sertões

Membro do CPDoc-Pajeú

 

   Você consegue identificar a área em cinza nesse mapa?

 


    Aí é fácil demais, Junhinho: é o Alto Sertão do Pajeú, onde ficam os municípios de Afogados da Ingazeira, Brejinho, Iguaraci, Ingazeira, Itapetim, Santa Terezinha, São José do Egito, Solidão, Tabira e Tuparetama.

   Certo: essa foi moleza. Mas aproveito pra dizer que desde 2017 o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística – IBGE – adota a seguinte divisão geográfica para Pernambuco: Mesorregião Metropolitana do Recife, Mesorregião da Mata, Mesorregião do São Francisco e Mesorregião do Sertão (“meso” é uma palavra grega que significa “no meio”, “interno”).

   Por sua vez, a Mesorregião do Sertão se divide em cinco Microrregiões: Araripina, Salgueiro, Moxotó e Pajeú.

   E o Pajeú ainda se divide em Baixo, Médio e Alto Pajeú, onde ficam os municípios que listamos no começo.

   E aí chegamos aonde eu queria: E se eu lhe disser que boa parte da região do Alto Sertão do Pajeú nem sempre foi de Pernambuco? E digo logo: também nunca foi da Paraíba. Aí pegou, né?

  Pois é: o Alto Sertão do Pajeú já foi de Itamaracá. Da Ilha não, que a Ilha é de Lia. O Alto Sertão do Pajeú já foi da Capitania de Itamaracá.

 


   Quer ver, veja esse outro mapa


 

   Achou?

   Pois vamos dar uma aproximadinha e destacar:

 


   Agora repare de novo o mapa lá do começo.

   Pois bem: essa é a “proposta do novo mapa das capitanias hereditárias” apresentada por Jorge Pimentel Cintra, Professor da Escola Politécnica da Universidade de São Paulo, no artigo Reconstruindo o mapa das Capitanias Hereditárias, publicado em 2013 nos Anais do Museu Paulista (https://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0101-47142015000200011&lng=pt&tlng=pt).

   Cabra sabido danado que analisou latitudes e longitudes, graus e coordenadas, pelejou foi muito e fez uma revisão dos mapas anteriores, considerando que “refletem o estado de desenvolvimento da ciência histórica”. E disse mais:

   Um mapa, por mais belo e histórico que seja, e por mais louvado que tenha sido, não pode ser considerado simploriamente como um retrato fiel da realidade, uma fotografia da época: como qualquer documento histórico, deve ser lido com cuidado e sentido crítico.

   Aí você pergunta: Mas então quando foi que o Alto Sertão do Pajeú passou a ser de Pernambuco?

   Aí é que está a história:

   Quando o Brasil era uma colônia (de Portugal), o sistema de administração dessa terrona toda (e doutras mais, como a Ilha da Madeira – mesmo essa, onde nasceu Cristiano Ronaldo) foram as capitanias hereditárias.

   Funcionava assim: Portugal dava a alguns particulares (a maioria membros da pequena nobreza chamados de donatários ou capitães, pois administravam uma... capitania) o direito de repartir as terras, fundar povoações, cobrar impostos e administrar a justiça. E tem mais: como eram hereditárias, passavam para os filhos. Ou seja: os gajos da c’roa garantiam a posse, a ocupação e a exploração das colônias sem gastar um tostão furado com isso.

   Sempre capengando, esse sistema funcionou formalmente de 1534 a 1759, quando Sebastião José de Carvalho e Melo foi chamado pra botar ordem no negócio: era o Marquês de Pombal (1699-1782), que deu fim às capitanias hereditárias com o objetivo de centralizar e controlar ainda mais a administração. Só pode: todas foram um fracasso, tirando as de Pernambuco, Porto Seguro, Ilhéus e São Vicente – em que prosperou a lavoura de cana-de-açúcar e seus donatários-capitães conseguiram manter os colonos e estabelecer alianças com os indígenas.


  Mas o tino de Pombal era esse mesmo: absolutista-iluminista, queria fortalecer o poder do rei e ao mesmo tempo fazer reformas para acompanhar os países mais adiantados – e por isso expulsou os jesuítas do Brasil, não só pra confiscar as propriedades da Igreja, mas também pra coroa controlar ainda mais as regiões administradas pelos religiosos e realizar uma profunda reforma educacional.

  Aliás, é mesmo dele que vem o nome do Município de Pombal, o primeiro núcleo de habitação do sertão paraibano (já era vila em 1766!), terra de Leandro Gomes de Barros (1865-1918), um dos primeiros e mais produtivos cordelistas do Brasil, que aprendeu muito na Academia de Teixeira, andou pelo Pajeú e foi bater em Recife.

  Mas aí a gente já está no lá sertão da Paraíba e você pergunta de novo: E o que o Alto Sertão do Pajeú tem a ver com isso tudo?

 Tem razão. Pois lá vai mais história: como dissemos, o sistema de capitanias funcionou formalmente até 1759, porque apenas em 28 de fevereiro de 1821 a maioria das capitanias tornaram-se províncias e, com o advento da República em 1889, as províncias (governadas por presidentes) passaram à atual denominação de estados (governados por... governadores).

  Quanto ao nosso querido Alto Sertão do Pajeú, o desfecho foi o seguinte: em 1763, a Capitania de Itamaracá foi extinta porque Ana Josefa faleceu sem deixar nenhum filho. Mas como assim? Ora, D. Ana Josefa da Graça Noronha Ataíde e Sousa era a Marquesa de Cascais, filha de D. Francisco Xavier Rafael de Meneses, Marquês de Louriçal (é assim mesmo, com c cedilha) e derradeiro donatário da Capitania de Itamaracá.

 Aí, como não havia herdeiro que herdasse a capitania hereditária, a Capitania de Itamaracá foi resgatada pela Coroa Portuguesa, que por fim permitiu que seu território fosse anexado à Capitania de Pernambuco (Nova Lusitânia, de luso, o povo português) – o que incluiu a região que hoje corresponde ao Alto Sertão do Pajeú.

  Mas e a Paraíba que não aparece no mapa de Jorge Cintra? Bem, com a extinção da Capitania de Itamaracá, praticamente todo o seu território passou a configurar a Capitania da Paraíba, que (assim as capitanias do Rio Grande e do Ceará) por orientação do Marquês de Pombal estava anexada à Capitania de Pernambuco desde 1755, situação que durou formalmente até 1799.

  Mas isso é outra história. Por enquanto, vamos encerrar com o Alto Sertão do Pajeú, pois segundo o pesquisador Leonardo Dantas Silva, “o território pernambucano ao Norte é hoje resultante dessa incorporação [da Capitania de Itamaracá], fazendo assim limites com a Paraíba e o Ceará, com alguns ajustamentos que se seguiram” (Pernambuco: imagens da vida e da história, p. 77).

  Pois é, poeta: de 1534 a 1763 (229 anos, pelas minhas contas), o Pajeú bateu em Itamaracá. Espiritualmente, a agora sabemos até geográfica e historicamente, o feiticeiro do rio até hoje ciranda na pedra que canta.

  E ô Pajeú véi pra ter história!!!

Vaqueiro apaixonado

abril 28, 2021 Por Alexandre Morais Sem comentários


     Outro dia - na verdade outro ano, foi em 2014,  eu tava em Santa Cruz da Baixa Verde - PE ministrando uma oficina sobre poesia para uma turma da Escola Regina Pacis. No pátio outras turmas acompanhavam uma mesa de glosas coordenada pelo Mestre Dedé Monteiro.
   Terminei minha missão e cheguei na plateia da mesa junto com as palmas finais. Mas aí pediram que fosse realizada uma última rodada de improvisos com um mote sugerido pelos alunos.
    Dedé me convocou para a mesa e, claro, tive que ir. O mote foi esse e minha glosa foi essa aí:

Sou poeta e escritor
Declamo, improviso e canto
Só nunca fui, nem sou santo
Porque nasci pecador
Estou sendo professor
Para a arte ir à frente
E quando o tempo consente
Dou amor e sou amado
Sou vaqueiro apaixonado
Correndo atrás do repente

A CIDADE ABANDONADA DE VELHO AIRÃO

abril 28, 2021 Por Alexsandro Acioly Sem comentários

 Com um único habitante, considerado ‘guardião’ do local, o antigo povoado é apenas ruínas às margens do Rio Negro

 

Ruínas da cidade de Velho Airão - Imagem/Internet

    Ao longo da história, inúmeras cidades viveram seu auge e depois tiveram períodos de decadência que acabaram por torná-las abandonadas. Conhecidas como ‘cidades-fantasma’, elas surpreendem por suas estruturas permanecerem erguidas mesmo sem uma pessoa à vista. 

   Grande vencedor do Oscar 2021, o filme Nomadland, dirigido por Chloé Zhao, conta a história de uma mulher que se torna nômade devido a um motivo peculiar: a cidade em que ela morava faliu totalmente e foi abandonada. Ainda que o longa-metragem tenha uma trama ficcional, parte disso de fato aconteceu. 

    Como relatou o G1, o município de Empire, nos Estados Unidos, ficou vazio por muito tempo, em um abandono insólito.

     Situações parecidas, no entanto, podem ser vistas em todo o mundo, inclusive no Brasil. Uma das cidades-fantasma mais impressionantes do país é Velho Airão, no Amazonas, às margens do Rio Negro.

Na Floresta Amazônica

    Em 1694, nascia o berço da colonização portuguesa, que fica atualmente a 180 km de Manaus, a capital do Amazonas, no norte do país. Nomeada de Velho Airão, a cidade foi o primeiro povoado fundado por portugueses na região.

    É possível perceber como o local é antigo a partir do cemitério que está presente na cidade-abandonada, ainda que degradado. A BBC News explicou que aquele é o único cemitério da cidade onde lápides com gerações completas podem ser observadas.

    No começo, padres missionários passaram a viver no povoado, dependendo principalmente da caça e da pesca. Ao longo desses primeiros 200 anos de existência, Velho Airão foi uma cidade pobre, que não tinha nenhuma expressão na região.

    Isso mudou quando o Brasil começou a viver o Ciclo da Borracha. Entre os anos de 1879 e 1912, a Floresta Amazônica passou a ser palco de uma grande exploração de látex, que transformou a região em grande desejo de políticos e até mesmo de outros países. 

    Aquele foi o auge da pequena cidade de Velho Airão: grandes casas começaram a ser construídas, com material importado diretamente de Portugal, a partir da relação das famílias locais com o país. Mas era um ápice que iria acabar em um futuro próximo.

    Ainda que o local tivesse se tornado um porto fluvial a partir da construção de uma linha de navegação a vapor na região no século 19, isso não foi o suficiente para reduzir o baque do fim do Ciclo da Borracha. Com a decadência, os habitantes começaram a deixar a cidade, mudando-se para outros povoados nas proximidades.

De Velho para Novo Airão

    Abandonada, a cidade tornou-se apenas ruínas, com a vegetação ameaçando encobrir todo o local que, antes, guardava uma cidade próspera. No entanto, uma figura importante surgiu na história de Velho Airão, que viria a se tornar Novo Airão.

    O povoado desde o começo tinha uma relação estreita com Portugal, e isso não mudou tanto ao longo dos anos. Até o começo do século 20, a família lusitana Bizerra foi uma das responsáveis pela administração do município.

    Um dos últimos membros da família, como informou a BBC, pediu que um homem se tornasse o guardião da cidade. Tratava-se de Shigeru Nakayama, um japonês que chegou ao Brasil na década de 1960 junto com o grande fluxo migratório japonês.

 

Shigeru Nakayama, o guardião da cidade / Crédito: Divulgação/Fantástico/Rede Globo

    "Meu sonho desde criança era viver na floresta amazônica. Tudo estava completamente abandonado havia mais de 40 anos", disse Nakayama ao veículo, em reportagem de 2015. "Airão é um patrimônio histórico. Plantação, roçar, derrubar floresta, é completamente proibido. Do jeito que está, tem que deixar assim. É área de patrimônio".

    Ele chegou à Amazônia no começo dos anos 1970, mas em Velho Airão, especificamente, somente em 2001. Desde então, ele se tornou o único homem a viver na cidade abandonada, recebendo visitantes, plantando o que come e recebendo doações dos turistas que passam por ali. 

    "Se eu sair, a história daqui morre. Todo mundo sabe disso", afirmou Nakayama. 

Fonte: https://aventurasnahistoria.uol.com.br/noticias/reportagem/cidade-abandonada-de-velho-airao-perdida-na-floresta-amazonica.phtml - Por: Isabela Barreiros, sob supervisão de Thiago Lincolins

terça-feira, 27 de abril de 2021

Ademar Rafael - Crônicas de Bem Viver

abril 27, 2021 Por Alexsandro Acioly Sem comentários

 DIOMEDES LAURINDO DE LIMA

    Uma das minhas teorias, sem comprovação cientifica, assegura que o mundo é formado por três grupos de pessoas. O primeiro é formado pelos que dependem totalmente da luz dos outros, o segundo é constituído por indivíduos que sem a luz de outros iluminam pouco e o terceiro é representado pelos que têm luz própria, brilham em todas as situações.

    Nosso amigo Diomedes faz parte do terceiro grupo. Poderia ser conhecido como o sobrinho de Aniceto ou como o irmão de Danizete. Seu brilho corroborou com minha teoria. Desde cedo firmou-se como Dió, com o tempo incorporou o Mariano, nome da família da sua mãe. A forma de tratar as pessoas, a capacidade de decidir com acertos e sua honestidade deram-lhe as variáveis necessárias para se firmar.

    A poesia sempre fez parte da sua vida e o potencial neste campo foi descoberto pelos amigos o por poetas com muitos anos de estrada como foi o caso de Ivanildo Vila Nova. Relutou para ingressar no time dos cantores de viola. Não consegui fugir da arte, foram muitas participações em cantorias realizadas na região. A cada participação ganhava confiança e o incentivo de amigos fizeram com que ele desse início a sua vitoriosa carreira. As primeiras premiações e os embates com poetas como João Paraibano, Sebastião Dias, Valdir Teles e tantos outros de fora do Pajeú mostraram que Ivanildo tinha razão. No pé de parede não envergonha ninguém e com a caneta assume a posição de grande poeta de bancada.

 

 

 

    Registro aqui duas estrofes do poema “Reconhecimento”, que dedicou a Dona Zezinha sua mãe. É um dos mais belos trabalhos poéticos que conheço: “Aprendi a seguir todo conselho/Atirado por sua boca mansa/O seu jeito materno era o espelho/Me mostrando a feição da segurança/Numa noite invernada de janeiro/Se eu estivesse brincando no terreiro/Você ia correndo pra o oitão/Me pegava nos braços, me acudia/Com um trapo de saco me cobria/Se molhava na chuva, mas eu não.” – “De nós dois qual que mais se prejudica/Quando o tempo disser que nos venceu/Eu partindo primeiro, você fica/Você indo primeiro, fico eu/De uma forma ou de outra o quadro é triste/Eu prefiro partir, porque existe/Quem precisa aliar-se ao seu partido/Todo imposto saudoso é alta taxa/Seu eu perder-me na ida, Deus me acha/Se eu ficar sem você estou perdido.” Assim como o soneto “Eu quisera” – “Eu quisera um país sem escopeta/Sem revolver, sem bala, sem canhão/Sem gatilho quebrando a espoleta/Sem acumulo de gente na prisão – Sem molambos de roupas na maleta/Dos mendigos da triste emigração/Onde os pobres e pretos do planeta/Fossem vistos sem discriminação… – E ao invés do fuzil que mata e pesa/O rosário, o altar, o templo, a reza/E um não para a guerra, um sim pra paz… – Com espaços pra grandes e pequenos/Todo mundo feliz, morrendo menos/E a palavra de Deus valendo mais.”

    Na “Budega com prosa”, projeto tocando com sua família, Dió pratica duas das suas muitas habilidades: Atende bem e recita poesias dele e de parceiros. O menino da Barra de Solidão tem muita luz. Viva a poesia.

 

FILARMÔNICA DE CARNAÍBA REABRE AS PORTAS

abril 27, 2021 Por Alexsandro Acioly Sem comentários

 A Banda Filarmônica Santo Antônio Reabre As Portas Da Sua Escola de Música

 

Por: Banda Filarmônica Santo Antônio


Imagem/Internet

    A Banda Filarmônica Santo Antônio, Associação sem fins lucrativos e com sede na Rua Saturnino Bezerra, Centro desta cidade de Carnaíba, nascida aos 19 de março de 1917, se solidariza com as Famílias que perderam seus ente queridos para o Covid-19. 

    Felizmente a vida continua, e a Banda incentivada por pessoas que é puro amor, bondade, fraternidade, criatividade e espírito de lutador, vem se fortalecendo cada vez mais, e com grande honra, júbilo, emoção e alegria, leva ao conhecimento da população de Carnaíba e região, por sua família formada por diretores, padrinhos, madrinhas, comissão e músicos, que no próximo sábado, dia 1º de maio de 2021, reabrirá as portas de sua Escola de Música há algum tempo desativada por falta de recursos e outros incentivos, ocasião em que anunciará outros novos padrinhos e madrinhas, a exemplo de Marli Pereira e Nadja Madureira, em homenagem solene e abençoada.

    Banda Filarmônica Santo Antônio, contará de início com dois professores altamente qualificados, que apresentarão os seus planos para o bom andamento da Escola.

    Lembramos que, em obediência a OMS e Decreto Governamental, só comparecerão às solenidades de abertura e apresentação, os Diretores, professores, três alunos e o Padre Miguel.

UNIDOS SEREMOS MAIS FORTES.


abril 27, 2021 Por Alexandre Morais Sem comentários


 

domingo, 25 de abril de 2021

Solidariedade nas alturas

abril 25, 2021 Por Alexandre Morais Sem comentários

O voo já ia alto e de repente a descoberta! Havia 103 passageiros e apenas 40 refeições para uma longa viagem.

A tripulação não sabia o que fazer.

No entanto, o gerente de cabine teve uma ideia:

- Não sei como aconteceu, mas temos 103 passageiros e apenas 40 jantares.

Então acrescentou:

- Quem tiver a amabilidade e o bom coração de dar a sua comida a outra pessoa, receberá bebidas e licores gratuitos e sem limites durante todo o voo.

Seu próximo anúncio veio duas horas depois:

- Se alguém quiser mudar de ideia, ainda temos 40 refeições disponíveis.

Moral:

"Bêbados têm grandes corações!!"

Colaboração: Alberto Quintans

abril 25, 2021 Por Alexandre Morais Sem comentários


 

O dia de Sivuca agora também é do Sanfoneiro

abril 25, 2021 Por Alexandre Morais Sem comentários

 

   É, agora o dia 26 de maio, data de nascimento do Mestre Sivuca (arte), tem mais um motivo para ser comemorado. A partir de 2021 também podemos chamar a data de Dia Nacional do Sanfoneiro.

  Comemoremos!

  Mas vamos saber mais. 

  O Projeto de Lei com a ideia foi apresentado em 03 de junho de 2009. Fazendo as contas, 2 anos e 4 meses após a morte do homenageado e quase 11 anos e 10 meses antes de tornar-se Lei.

 Burocracias e desatenções à parte, justa lembrança ao albino, paraibano de Itabaiana, Severino Dias de Oliveira. O apelido Sivuca foi uma derivação de Severino, ganho por volta dos 9 anos, mesma época em que, numa noite de São João, ganhou do avô uma sanfona.

  O menino branquelo não se dava com o sol, junto aos seus, nas tarefas rurais. Daí o despertar e o muito bom incentivo para a música.

  Começou no rádio, com passagens pelas rádios Clube e Jornal do Commercio em Recife, e despontou para o Brasil com Tico-tico no fubá´e Adeus, Maria Fulô, sucessos na década de 60. Daí percorreu uma longa e linda história até o dia 14 de dezembro de 2006, quando faleceu, em João Pessoa - PB, vítima de um câncer.

  Para saber mais sobre o gênio Sivuca clique aqui: Sivuca - Biografia 

  Para assistir um de seus maiores sucessos, Feira de Mangaio, com ele e com a Orquestra Sinfônica da Paraíba, clique aí abaixo:




sábado, 24 de abril de 2021

abril 24, 2021 Por Alexandre Morais Sem comentários

 BLOG DA FOLHA 

Inoperância com a Lei Rouanet


A Comissão de Cultura da Câmara dos Deputados promove audiência pública sexta-feira (30) sobre a Lei Rouanet. Os pedidos para realização da audiência são dos deputados Aúrea Carolina (Psol-MG) e Túlio Gadelha (PDT-PE). Em outro debate promovido pela comissão no dia 20, representantes do setor cultural denunciaram a inoperância do Ministério do Turismo, ao qual a Secretaria Especial da Cultura está vinculada desde 2019. A situação deixou mais de 400 projetos culturais aprovados pela Lei Rouanet à espera de pagamento.

 BLOG DO WALDINEY PASSOS 

Sisar


10 municípios do Sertão do Moxotó e do Agreste Meridional serão os primeiros contemplados com o Sistema Integrado de Saneamento Rural (Sisar) do Governo de Pernambuco. O Sisar terá investimento de R$ 40 milhões e além de tratar do serviço de esgotamento sanitário, também abrangerá a água potável. Arcoverde, Custódia, Ibimirim, Manari e Sertânia, no Sertão; Buíque, Itaíba, Pedra, Tupanatinga e Venturosa, no Agreste são as cidades pioneiras na ação.

 

 BLOG PE NOTÍCIAS 

Vaquejada não!


O Governo de Pernambuco desautorizou a Agência de Defesa e Fiscalização Agropecuária do Estado (Adagro) a liberar feiras de gado e vaquejadas. A retomada das atividades havia sido autorizada no último dia 20, por meio de um parecer técnico, mas bastou uma canetada de Geraldo Júlio, para tudo ser desfeito. Sem dó nem piedade, passou por cima da Secretaria de Desenvolvimento Agrário de Pernambuco, comandada por Claudiano Martins Filho. O secretário estadual de Saúde, André Longo, e o procurador-geral de Pernambuco, Paulo Augusto Freitas, endossaram a decisão de Geraldo, o nome ungido no PSB para disputar a eleição ao Governo em 2022 e se manter no poder.

 

 BLOG CASSIO ZIRPOLI 

Torcidas de Pernambuco

 

Após um bom tempo, “saiu” uma pesquisa de torcida focada em Pernambuco. A última conhecida era a do Ibope, de 2014. O novo levantamento foi feito em 2018, sendo encontrado por Clayton Silvestre, historiador do tema. Trata-se do estudo produzido pelo Instituto Múltipla durante as eleições gerais de 2018, com 600 pessoas enrtrevistadas. O resultado é o seguinte: 1º) Sport – 14,16%, 2º) Santa Cruz – 10,66%, 3º) Corinthians – 8,50%, 4º) Náutico – 5,16%, 5º) Flamengo – 4,83%, 6º) Palmeiras – 2,33%, 7º) São Paulo – 2,33%, Outros times – 3,15% e Sem clube – 46,50%.

 

 BLOG DO NILL JÚNIOR 

Artistas tirados para Cristo


“Tem artistas com situação dificílima, sem ter direito o que comer”. A informação é de Cristiano Leite, baterista e produtor da Vizzu, uma espécie de líder do movimento de artistas de Serra Talhada. Ele diz que a categoria foi tirada para Cristo, falta apoio e os programas sociais não atendem a todos os músicos. Cristiano admite que teve que partir para atividades como transporte de passageiros e até vendeu parte dos equipamentos da banda. Ele ainda diz que sofre com o preconceito com o Santo de Casa. “Faço há onze anos o carnaval de Afogados, há seis o de Brejo Santo e  não somos chamados para praticamente nada em Serra Talhada”.

 

 BLOG DE MARCELLO PATRIOTA 



O Papa Francisco, como bispo de Roma, irá ordenar 9 sacerdotes para sua diocese. A celebração será neste domingo (25), às 9 horas, horário de Roma, (4 da manhã no Brasil) com transmissão em português da Rádio Vaticano/Vatican News. Um dos ordenado será Mateus Henrique Ataíde da Cruz (foto, junto ao Papa Francisco), natural de Afogados da Ingazeira – PE. Mateus mudou-se para Roma há 7 anos, onde formou-se no Seminário de Nossa Senhora do Divino Amor.

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 BLOG FALA PE 


O povo quer saber: João Paulo voltará mesmo ao PT para tentar ser candidato a senador pelo partido?

 

 JORNAL DO BRASIL 

Jovens ensurdecendo


A perda de audição está começando cada vez mais cedo. É o que advertem especialistas neste Dia Internacional de Conscientização sobre o Ruído, 24 de abril. Paulo Lazarini, que é ex-presidente da Sociedade Brasileira de Otologia e professor titular do Departamento de Otorrinolaringologia da Santa Casa de São Paulo, diz que esse é um processo que vem acontecendo com a mudança dos hábitos da população, em que há exposição a ruídos ambientais em situações de trabalho, nas ruas das cidades, e também no ambiente domiciliar individualmente, com uso de fones de ouvido, principalmente entre os mais jovens.


 UOL NOTÍCIAS 

Fake do tratamento precoce


É falso que 52 municípios zeraram o número de mortes por covid-19 ao adotarem o chamado "tratamento precoce" com hidroxicloroquina e ivermectina contra a covid-19, como sugerem mensagens nas redes sociais. Um levantamento do Comprova com dados do site SUSanalítico mostra que quase todas as cidades citadas registraram notificações de óbitos no mês de março. Os benefícios das duas drogas não foram comprovados por pesquisas científicas confiáveis. A Organização Mundial da Saúde e outras entidades desaconselham o uso dos medicamentos para o tratamento da covid-19, em qualquer estágio da infecção.


 BLOG DO ARIONAURO 


MAMAM oferece minicurso gratuito virtual de arte contemporânea

abril 24, 2021 Por Alexandre Morais Sem comentários

Foto: Andrea Rego Barros


   O Museu de Arte Moderna Aloisio Magalhães (MAMAM) promove, a partir a próxima quarta-feira (28), um minicurso com quatro encontros virtuais para discutir a arte contemporânea a partir de conceitos como filosofia, gênero e política dos corpos. A iniciativa integra a programação do projeto "Das coisas políticas e das políticas das coisas", aprovado pelo Funcultura PE 2018-2019. Facilitado por Ana Luísa Lima, crítica de arte, editora, escritora e integrante do conselho curatorial do MAMAM, o curso tem carga horária de 16 horas, distribuídas em 4 encontros, nos dias 28 de abril e 5, 12 e 19 de maio.

   Os encontros serão virtuais, pela plataforma Google Meet. As inscrições são gratuitas e devem ser feitas no link da bio do Instagram do MAMAM (@mamamrecife) até o próximo dia 25 de abril. Na segunda (26), o museu divulgará a relação de inscritos.

   Reunindo um grupo de estudos curatoriais formado por 13 pesquisadores, que se encontram desde setembro de 2020, o projeto dedica-se a investigar as questões que atravessaram e pautaram a construção do acervo do MAMAM ao longo do tempo, do ponto de vista de gênero, classe social e etnia, para tecer diálogos entre o acervo do MAMAM e as demandas sócio-políticas contemporâneas sobre representatividade, gênero e lugar de fala.

  A programação, aprovada no Funcultura, inclui ainda a realização de minicursos e debates, culminando numa exposição que ocupará todos os salões do MAMAM e deverá entrar em cartaz no próximo semestre, reunindo obras de 71 artistas mulheres integrantes do acervo do museu, mantido pela Prefeitura do Recife, por meio da Secretaria de Cultura e da Fundação de Cultura Cidade do Recife.

   A equipe curatorial é formada por: Ana Luísa Lima, Kalor, Letícia Barbosa, khadyg fares, Marcel Diogo, Michelle Bastos, Aline Oliveira, Eduarda de Oliveira, Priscila Barros, Michele Medina, Emmanuelle Oliveira, Letícia Asfora Falabella Leme e Flavia Gomes.

SERVIÇO
Minicurso Das coisas políticas
Facilitadora: Ana Luísa Lima
Quando: 28 de abril, 5, 12 e 19 de maio
Carga horária: 16h
Vagas: 30
Plataforma: Google Meet
Inscrições: Até o próximo dia 25 de abril, na bio do Instagram do MAMAM

Fonte: Diário de Pernambuco

Lenine indica Leonardo Mota

abril 24, 2021 Por Alexandre Morais Sem comentários

 


  O livro "Cantadores", de Leonardo Mota, é um clássico da poesia e dos principais poetas cantadores. Foi o primeiro documento que me caiu nas mãos a respeito da diversidade, das diferentes formas e versos dos repentistas nordestinos. Continua sendo, para mim, a principal referência pra quem quer conhecer o universo desses trovadores.

sexta-feira, 23 de abril de 2021

abril 23, 2021 Por Alexandre Morais Sem comentários


 

abril 23, 2021 Por Alexsandro Acioly Sem comentários

Imagem/divulgação

 

ZÉ QUEIRÓS E A FILARMÔNICA DE CARNAÍBA

abril 23, 2021 Por Alexsandro Acioly Sem comentários

 

 

MAESTRO ZÉ QUEIRÓS

 

 William Malaquias

(Músico e integrante da Diretoria da Associação Filarmônica Santo Antônio de Carnaíba-PE)

 


Imagem/Internet: Foto do maestro Zé Queirós
 

              No final do século XIX, nascia na pacata Carnaíba das Flores; José Queirós de Lima, filho único de João Queirós de Lima e Maria Minervina de Queirós (genitores também carnaibanos e primos legítimos entre si). Lugar simples e próspero, devido as suas riquezas naturais e homens de coragem que trabalhavam na agricultura, criação de gado um pequeno comércio já iniciava na Vila. Até então era a terra dos grandes fazendeiros, e não terra de músicos como é conhecida na atualidade.

A chegada do jovem maestro Zé Queirós após passar parte de sua infância e adolescência na cidade de Caruaru, pode-se considerar o marco da música instrumental em Carnaíba, vale salientar que até o momento desconhece datas de sua ida para a região do Agreste, e onde o mesmo aprendeu música, provavelmente nessa região; celeiro de grandes músicos.

        Logo fixou morada nas proximidades do Boqueirão; no sítio Matinha dos Queirós, onde já moravam vários familiares. Casou-se três vezes; o primeiro casamento com Ana Vaz de Medeiros, da qual teve quatro filhos, porém se tem conhecimento de dois com os nomes; Domícia e Manuel; O segundo com Maria Borrego e tiveram quatro filhos que não se criaram e por último se casou com Leocádia Leandro e teve quatro filhos, somente um se criou; chamado Valdecir.

Esse retorno a sua terra natal aos 17 anos foi primordial, dando início à história da Banda Filarmônica Santo Antônio. O clarinetista iniciou a primeira formação musical no carnaval do mesmo ano, com poucos músicos. Preparou a garotada durante o ano e no final chegou a apresentar a Banda completa a sociedade executando bem o repertório e agradando ao público presente.

 Depois dessa ótima fase, veio a triste notícia; o seu afastamento temporário, por motivos de alcoolismo, haja vista os ambientes em que frequentava eram oferecidos bebidas, o mesmo foi se acostumando, e caiu no vício, porém alegava também que não recebia salário, e deixou a Banda no ano de 1919, sendo substituído por um maestro oriundo de Afogados da Ingazeira: o mestre Valdevino.

          Logo depois reassumiu a Banda novamente, e junto ao cidadão José Martins teve a brilhante ideia de fundar a Sociedade Fhilarmônica Santo Antônio de Carnaíba.

Com a união e dedicação dos sócios, a maioria formada por comerciantes, a Banda chegou ao auge com bons músicos, dentre eles estavam: Israel Gomes, na época tocava bombardino; Dário Gomes ( clarinete) ; Zuca Vasco( tuba) ; Zé Pretinho de clarinete; Zé Vicente(bombo) ; Antônio Escrivão(saxofone) ; Otávio Vasco (clarinete) ; Zé Tenório no Barítono; Osias Vasco (clarinete); e os irmão Barbosa: João(trompete), José (trombone) e Josafá (trompete). Segundo Padre Fredérico bezerra Maciel no livro, “Carnaíba A Pérola do Pajeú”.

O jovem Zé Queirós além de professor de música, maestro e compositor exercia também nas horas vagas as profissões de Seleiro, Sapateiro, Ourives, Relojoeiro, e consertava várias máquinas. Ele tinha uma frase: “dizia que fazia de tudo, menos chover e fazer mel de abelha”.

           O maestro chegou a liderar por um bom tempo o Grupo de Canto Sacro da Igreja Católica. Tocava requinta ou clarinete, e chegou a montar uma simples Orquestra com os integrantes Osias Vasco no seu saxofone, Antônio Escrivão na flauta e Otávio Vasco no trombone.

Ensaiava missas e outros cantos, e às vezes tocava serafina e cantava com as cantoras Domícia Queirós (sua filha), Luísa Mendes, Elisa Cabral (Belisa), Ester de Zé Vicente e Salomé de Maria Escrivão. Sempre muito cuidadoso ele separava as vozes soprano, meio soprano, tenor, contralto etc.

Lamentavelmente em 1936 o Grupo de Canto Sacro foi extinto e o grande maestro dobrou as atenções para composições sendo considerado um excelente compositor compondo vários dobrados em homenagem aos sócios da Filarmônica  Zé Dantas (pai), Manuel José, Zé Martins e Saturnino Bezerra e nessa mesma época compõe o dobrado chamado “Saudades das Madrugadas”.

O maestro também Compôs marchas fúnebres como, “Lágrimas de Mãe’, “Saudades de Mãe” e ‘Silêncio”. Também compôs Modinhas e outras composições elaboradas à noite, isso quando não ingeria bebida alcoólica.

Infelizmente quando deixou Carnaíba estava em péssimas condições financeiras, doente e continuava a bebedeira incessante, e seu rico arquivo musical foi perdido no tempo. Uma pena não ter sua obra pra ser explorada por futuras gerações, porém somos gratos por esse extraordinário músico, deixar uma semente plantada com trabalhos altamente relevantes como a fundação da Banda Filarmônica, contribuindo para a formação de músicos profissionais que deram continuidade a história da arte musical em nossa terra, portanto foi forte sua contribuição, mesmo ás vezes recebendo gratificações irrisórias sempre esteve disposto a ajudar na formação musical dos jovens conterrâneos.

Depois dessa bela história construída em Carnaíba o maestro segue para a cidade de Agrestina onde passa os seus últimos dias de vida, vindo a falecer no dia 19 de novembro de 1947, aos 57 anos .

 

Fonte: Livro: Carnaíba A Pérola do Pajeú - Padre Frederico Bezerra Maciel.