segunda-feira, 27 de janeiro de 2020

Nordeste de Tradições

janeiro 27, 2020 Por Alexsandro Acioly Sem comentários

Cultura da Região Nordeste   

   Os estados que compõem a região Nordeste são: Alagoas, Bahia, Ceará, Maranhão, Paraíba, Pernambuco, Piauí, Rio Grande do Norte e Sergipe. Esse complexo regional apresenta grande diversidade cultural, composta por manifestações diversificadas. Portanto, serão abordados alguns dos vários elementos culturais da região em destaque:
   O carnaval é o evento popular mais famoso do Nordeste, especialmente em Salvador, Olinda e Recife. Milhares de turistas são atraídos para o carnaval nordestino, que se caracteriza pela riqueza musical e alegria dos foliões.
Carnaval de Olinda

   O coco também é conhecido por bambelô ou zamba. É um estilo de dança muito praticado nos estados de Alagoas, Paraíba, Pernambuco e Rio Grande do Norte. A dança é uma expressão do desabafo da alma popular, da gente mais sofrida do Nordeste brasileiro. É uma dança de roda ou de fileiras mistas, de conjunto, de pares, que vão ao centro e desenvolvem movimentos ritmados.
   O maracatu é originário de Recife, capital de Pernambuco, surgiu durante as procissões em louvor a Nossa Senhora do Rosário dos Negros, que batiam o xangô, (candomblé) o ano inteiro. O maracatu é um cortejo simples, inicialmente tinha um cunho altamente religioso, hoje é uma mistura de música primitiva e teatro. Ficou bastante conhecido no Brasil a partir da década de 1990, com o movimento manguebeat, liderado por Chico Science e Nação Zumbi, Mundo Livre S/A, entre outros.
   O Reisado, ou Folia de Reis, é uma manifestação cultural introduzida no Brasil colonial, trazida pelos colonizadores portugueses. É um espetáculo popular das festas de natal e reis, cujo palco é a praça pública, a rua. No Nordeste, a partir do dia 24 de dezembro, saem os vários Reisados, cada bairro com o seu, cantando e dançando. Os participantes dos Reisados acreditam ser continuadores dos Reis Magos que vieram do Oriente para visitar o Menino Jesus, em Belém.
   As festas juninas representam um dos elementos culturais do povo nordestino. Essa festa é composta por música caipira, apresentações de quadrilhas, comidas e bebidas típicas, além de muita alegria. Consiste numa homenagem a três santos católicos: Santo Antônio, São João e São Pedro. As principias festas juninas da região Nordeste ocorrem em Caruaru (PE) e Campina Grande (PB).

Festa junina em Campina Grande (PB)

   Bumba meu boi é um festejo que apresenta um pequeno drama. O dono do boi, um homem branco, presencia um homem negro roubando o seu animal para alimentar a esposa grávida que estava com vontade de comer língua de boi. Matam o boi, mas depois é preciso ressuscitá-lo. O espetáculo é representado por um boi construído em uma armação de madeira coberta de pano colorido. Ao final, o boi é morto e em seguida ressuscitado.
   O frevo surgiu através da capoeira, pois o capoeirista sai dançando o frevo à frente dos cordões, das bandas de música. É uma criação de compositores de música ligeira, especialmente para o carnaval. Com o passar do tempo, o estilo ganhou um gingado composto por passos soltos e acrobáticos.
   Quilombo é um folguedo tradicional alagoano, tema puramente brasileiro, revivendo a época do Brasil Colônia. Dramatiza a fuga dos escravos que foram buscar um local seguro para se esconder na serra da Barriga, formando o Quilombo dos Palmares.
   A capoeira foi introduzida no Brasil pelos escravos africanos e é considerada uma modalidade de luta e também de dança. Rapidamente adquiriu adeptos nos estados nordestinos, principalmente na Bahia e Pernambuco. O instrumento utilizado durante as apresentações de capoeira é o berimbau, constituído de arco, cabaça cortada, caxixi (cestinha com sementes), vareta e dobrão (moeda).


Roda de Capoeira

   A festa de Iemanjá é um agradecimento à Rainha do Mar. A maior festa de Iemanjá ocorre na Bahia, no Rio Vermelho, dia 2 de fevereiro. Todas as pessoas que têm “obrigação” com a Rainha do Mar se dirigem para a praia. Nesse evento cultural há o encontro de todos os candomblés da Bahia. Levam flores e presentes, principalmente espelhos, pentes, joias e perfumes.
   Lavagem do Bonfim é uma das maiores festas religiosas populares da Bahia. É realizada numa quinta-feira do mês de janeiro. Milhares de romeiros chegam ao Santuário do Senhor do Bonfim, considerado como o Oxalá africano. Existem também promessas católicas de “lavagens de igrejas”, nas quais os fiéis lavam as escadarias da igreja com água e flores.
   O Candomblé consiste num culto dos orixás que representam as forças que controlam a natureza e seus fenômenos, como a água, o vento, as florestas, os raios, etc. É de origem africana e foi introduzido no país pelos escravos negros, na época do Brasil colonial. Na Bahia, esse culto é chamado de candomblé, em Pernambuco, nomeia-se xangô, no Maranhão, tambor de menina.

Candomblé

   A Literatura de Cordel é uma das principais manifestações culturais nordestinas, consiste na elaboração de pequenos livros contendo histórias escritas em prosa ou verso, sobre os mais variados assuntos: desafios, histórias ligadas à religião, política, ritos ou cerimônias. É o estilo literário com o maior número de exemplares no mundo. Para os nordestinos, a Literatura de Cordel representa a expressão dos costumes regionais.
   A culinária do Nordeste é bem diversificada e destaca-se pelos temperos fortes e comidas apimentadas. Os pratos típicos são: carne de sol, buchada de bode, sarapatel, acarajé, vatapá, cururu, feijão-verde, canjica, tapioca, peixes, frutos do mar, etc. As frutas também são comuns, como por exemplo: manga, araçá, graviola, ciriguela, umbu, buriti, cajá e macaúba.
   O artesanato da região Nordeste é muito variado, destacam-se as redes tecidas, rendas, crivo, produtos de couro, cerâmica, madeira, argila, as garrafas com imagens produzidas de areia colorida, os objetos feitos a partir da fibra do buriti, entre outros.

Fonte: https://mundoeducacao.bol.uol.com.br/geografia/cultura-regiao-nordeste.htm - Por: Wagner de Cerqueira e Francisco.


terça-feira, 21 de janeiro de 2020

janeiro 21, 2020 Por Alexsandro Acioly Sem comentários
Imagem/Divulgação

Falando em Carnaval

janeiro 21, 2020 Por Alexsandro Acioly Sem comentários
Maestro Nelson Ferreira

Imagem/Internet

   Nelson Ferreira (Nelson Heráclito Alves Ferreira), o Moreno Bom, nasceu em 9.12.1902 na cidade de Bonito, PE, filho de vendedor de jóias e violonista amador e de professora primária. Aprendeu violão, piano e violino e já aos 14 anos compôs sua primeira música, a valsa Vitória, a pedido da Companhia de Seguros Vitalícia Pernambucana. Daí em diante mais Valsas, Foxes, Tangos, Canções, vindo a especializar-se no Frevo. 

   Ainda jovem tocou em pensões alegres, cafés, saraus e nos famosos cinemas Royal e Moderno do Recife. Foi o pianista mais ouvido na época do cinema mudo. 
   Nos primeiros anos do rádio foi convidado pelo pioneiro Oscar Moreira Pinto para ser o diretor-artístico da Rádio Clube de Pernambuco, onde, além de compor, fundou vários grupos e orquestras e apresentou os mais variados programas, atingindo, com o seu talento e versatilidade, todas as camadas sociais. 
   Formou a partir dos anos 40 uma Orquestra de Frevos, cuja fama extrapolou as fronteiras pernambucanas, conseguindo sucesso nacional. Também foi homem do disco, na função de diretor-artístico da Fábrica Rosenblit, selo Mocambo, instalada nos anos 50 no Recife, então a única gravadora fora do eixo São Paulo-Rio. Alguns até se tornariam seus parceiros musicais: Sebastião Lopes (o bom Sebastião), Ziul Matos, Aldemar Paiva e tantos outros famosos na radiofonia pernambucana. 
   Compôs sete Evocações, apreciadas em todo o Brasil nas quais homenageou carnavalescos, velhos companheiros, jornalistas e imortais da poesia como Manuel Bandeira, e artistas da dimensão de Ataulfo AlvesLamartine BaboFrancisco Alves, entre outros. 
   Nelson é um dos nordestinos que possui maior número de músicas gravadas dentro da discografia nacional, embora grande parte seja desconhecida do resto do Brasil. Sua produção, ao lado da de outros pernambucanos, como Raul e Edgar Morais, Zumba, Levino Ferreira, Irmãos Valença, Luiz Gonzaga e Capiba, e outros mais, é de importância enorme no estudo das manifestações músico-sócio-culturais da região. 
   Teve sua primeira música gravada, em ritmo de samba, Borboleta não é ave, no Odeon 122.381, pelo Grupo do Pimentel, concomitantemente pelo cantor Bahiano, no Odeon 122.384, como marcha, ambos os registros para o Carnaval de 1923. No final dos anos 20 suas músicas são constantemente gravadas no Sul pelos artistas mais famosos: Francisco AlvesAlmiranteCarlos GalhardoAraci de AlmeidaJoel e Gaúcho, Augusto CalheirosMinona Carneiro, e, nos anos seguintes, por Dircinha BatistaNelson Gonçalves, várias orquestras, além de intérpretes pernambucanos do maior valor, no Recife, como Claudionor Germano e Expedito Baracho
   Sua importância como autor vai além dos frevos, já que compôs valsas tão aplaudidas na região quanto as vienenses, que lhe valeram do escritor Nilo Pereira estas palavras: “Feiticeiro do piano, fixador dum tempo que as suas valsas revivem como se estivessem falando. Se meia-hora antes de sair o meu enterro tocarem as valsas de Nelson, velhas valsas tão íntimas do meu mundo, irei em paz, sonhando.” 
   Sua projeção nacional evidenciou-se de forma efetiva em 1957 através de sua Evocação nº 1, frevo de bloco sucesso no Carnaval de todo o país, no qual resgata com saudade momentos inesquecíveis do Carnaval do Recife: “Felinto, Pedro Salgado/Guilherme Fenelon/Cadê seus blocos famosos?” 
     A Mocambo, em 1973, resgatou em 4 LPs uma produção de 50 anos do querido maestro, abrangendo valsas e frevos de rua, de bloco e canção, coletânea documental que é um retrato da própria história sócio-cultural de Pernambuco. 
   Em sua extraordinária obra, Nelson fez adivinhações, brincou de Boca de Forno, de Coelho Sai, fez evocações, cantou a sua Veneza Americana e seus tipos populares, registrou a Revolução de 30 e a Segunda Guerra Mundial, os momentos românticos, alegres e tristes, disse da natureza humana, da tradição e dos costumes de sua gente.    Antes de falecer fez questão de demonstrar a enorme gratidão que sentia pela cidade que o fez seu cidadão. “Olhar meu Recife/Amar a sua gente/Que a graça da bondade sempre me concedeu/Vivendo um mundo assim/De ternura e de beleza/Quanto é bom envelhecer/Assim como eu”. 
   Nelson foi homenageado pelos veadores, prefeitos, clubes e entidades, tendo recebido a condecoração presidencial de Oficial da Ordem do Rio Branco. Casado desde 1926 com D. Aurora, sua musa inspiradora durante toda a vida, confessava que os maiores orgulhos de sua vida eram ser pernambucano e poder despertar para Aurora. Foram anos e anos de doce felicidade com o filho e depois os netos no antigo casarão da avenida Mário Melo, onde se encontra a praça Nelson Ferreira com seu busto. Veio falecer em 21.12.1976, com 74 anos. Foi velado na Câmara Municipal e fez o itinerário em direção á última morada nos braços do povo e ao som dos seus frevos e evocações. 
   O maestro Vicenti Fittipaldi declarou de certa feita: “Ele era como Mário Melo, Ascenso Ferreira, Valdemar de Oliveira, uma das instituições da cidade. Era, com sua música, aquilo que Garrincha foi com o seu futebol, a alegria do povo. Tenho plena convicção de que daqui a duzentos anos Gostosão e a Evocação serão tocados e cantados pela gente do Recife. Não serão mais de Nelson Ferreira, serão folclore, serão como Casinha Pequenina, Prenda Minha e o Meu Limão, Meu Limoeiro, que, sem dúvida, também tiveram um autor”. Quando seus olhos se cerraram pela última vez, escreveu Gilberto Freyre no Diário de Pernambuco: “O vazio que deixa é o que nos faz ver como era grande pela sua música, pelo seu sorriso, pela sua fidalguia de pernambucano.”


janeiro 21, 2020 Por Alexsandro Acioly Sem comentários
Imagem/Divulgação

quarta-feira, 15 de janeiro de 2020

Dia Mundial do Compositor

janeiro 15, 2020 Por Alexsandro Acioly Sem comentários
   O Dia do Compositor Brasileiro é celebrado anualmente em 7 de outubro.
   Os compositores são as pessoas que criam músicas, seja a letra ou a sua melodia. Esta data é uma homenagem aos artistas brasileiros que se imortalizaram como mestres da composição musical.
  O Dia Mundial do Compositor é comemorado em 15 de janeiro, no entanto, o Brasil é o berço de grandes compositores, merecendo uma data especialmente dedicada a esses nomes.

Origem do Dia do Compositor Brasileiro

  Essa data foi criada em 1948 pelo cantor e compositor Herivelto Martins, que integrou a União Brasileira dos Compositores (UBC) na década de 40.
Herivelto Martins, cantor e compositor

  Segundo sua filha, Yaçanã Martins, o pai foi grande incentivador da música brasileira e colaborou grandemente para a valorização dos músicos no país. Ela disse, certa vez:
Ele não só criou a data como fundou a União Brasileira de Compositores e ajudou a regulamentar a profissão. Pixinguinha cruzava com ele na rua e dizia: ‘devo a minha aposentadoria a esse homem’. Ele foi muito importante, foi um grande político sem ser político.

Compositores brasileiros famosos

  São muitos os nomes importantes na história da composição brasileira, portanto, é difícil fazer uma seleção de músicos sem que faltem pessoas importantes.
   De qualquer maneira, listamos alguns compositores e compositoras essenciais na construção de nossa história musical.
  • Heitor Villa-Lobos
  • Chiquinha Gonzaga
  • Dona Ivone Lara
  • Dolores Duran
  • Chico Buarque
  • Gilberto Gil
  • Gal Costa
  • João Gilberto
  • Maria Bethânia
  • Rita Lee
  • Cássia Eller
  • Tom Jobim
  • Cartola
  • Raul Seixas
  • Marisa Monte
  • Caetano Veloso
  • Noel Rosa
  • Adriana Calcanhoto

Janeiro de Grandes Espetáculos

janeiro 15, 2020 Por Alexsandro Acioly Sem comentários

Com mais 90 atrações, Janeiro de Grandes Espetáculos dá início à sua 26ª edição

Com incentivo do Funcultura, o festival acontece de 8 de janeiro a 3 de fevereiro no Recife e mais seis cidades.




Roberta Guimarães/Secult-PE/Fundarpe - O cantor Xico de Assis apresenta seu novo show no palco do Teatro Arraial Ariano Suassuna, no dia 1º de fevereiro, a partir das 20h

   Há 26 anos, o mês de janeiro é sinônimo de arte, cultura e grandes espetáculos em Pernambuco. Em 2020, o maior festival de artes cênicas e música do Estado, o Janeiro de Grandes Espetáculos (JGE) ocupa os principais teatros do Recife, de 8 de janeiro a 3 de fevereiro, com mais de 90 atrações de teatro, dança e música. A efervescente produção artística pernambucana responde pela maioria da programação. Ultrapassando as divisas do Estado, companhias/artistas da Bahia, Paraíba, São Paulo e Rio Grande do Sul foram escalados. Da China, Eslováquia e de Portugal, virão quatro espetáculos. Oito teatros da capital vão virar palco para o JGE: Arraial Ariano Suassuna, gerenciado pela Secult-PE/Fundarpe, Santa IsabelApoloBarreto JúniorBoa VistaHermilo Borba FilhoLuiz MendonçaMarco Camarotti. O evento conta com incentivo do Governo do Estado de Pernambuco, por meio dos recursos do Funcultura.
   Algumas montagens serão apresentadas nos espaços alternativos Casa Maravilhas, Manhattan Café Teatro, Sesc Casa Amarela e Espaço Fiandeiros, que também recebem oficina, exibição de documentário e palestra. Além da capital, seis cidades integram o Janeiro. Em parceria com o Sesc, os municípios de Caruaru (Teatro Rui Limeira Rosal), Garanhuns (Teatro Reinaldo de Oliveira), Goiana (Igreja Matriz de Nossa Sra. do Rosário) e Jaboatão dos Guararapes (Teatro Samuel Campelo). Camaragibe (Casarão de Maria Amazonas) e Serra Talhada (Espaço Cabras de Lampião) também abrem as cortinas para o festival.
   A programação do Janeiro de Grandes Espetáculos, realizado pela Apacepe (Associação dos Produtores de Artes Cênicas de Pernambuco), está disponível no www.janeirodegrandesespetaculos.com. Os ingressos podem ser adquiridos antecipadamente através do site Sympla e quiosques da Ticket Folia nos shoppings Recife, RioMar e Tacaruna – alguns eventos têm entrada franca ou bilhetes trocados por 1 kg de alimento.
   Cinco serão os homenageados da 26ª edição. Na categoria Teatro, o ator e diretor Zé Manoel. No quesito Técnica, que retorna, será reverenciado Joca, há mais de 40 anos trabalhando no Teatro de Santa Isabel. O maestro Edson Rodrigues, Mestre-Vivo do Frevo, é o homenageado na categoria Música; a bailarina e coreógrafa Cecília Brennand, em Dança; e a Família Marinho, em Poesia.
   NOVIDADES – Pela primeira vez, abriu-se um edital para formar uma comissão de avaliação dos espetáculos de teatro e dança de Pernambuco. A curadoria deixou de ser feita exclusivamente pela Apacepe e foi compartilhada com o grupo formado pela produtora Danielle Valentim, atriz e arte-educadora Milena Marques, estudante de Licenciatura em Teatro Natália Gomes e pelos jornalistas Renato Contente e Talles Colatino. Também pela primeira vez, um conselho consultivo foi criado. André Filho (ator e diretor), Fátima Aguiar (atriz e produtora), Paulo de Pontes (ator) e Toni Rodrigues (produtor e diretor) juntaram-se ao presidente da Associação, Paulo de Castro, para debater temas estratégicos do JGE ao longo dos últimos meses.
   Tem mais novidades: em 2020, o festival volta a premiar os melhores espetáculos pernambucanos que estiveram em cena. Após um hiato de dois anos, a premiação ganha nome e sobrenome: Prêmio Copergás de Teatro, Dança e Música de Pernambuco.
   OS ESPETÁCULOS – O Janeiro dá oportunidade ao público de assistir a estreias e montagens de sucesso. Entre as obras que serão encenadas pela primeira vez, estão “Berço Esplêndido – Uma Comédia Necropolítica” (Pedro Portugal) e “Deusas da Noite” (Real Cia de Teatro). “Duelo” ganha remontagem, 25 anos após sua estreia, com o elenco original: Pedro Henrique, Júlio Rocha, Mario Miranda, Carlos Lira, Ana Medeiros e Paulo de Castro. “As Bruxas de Salém” (Célula de Teatro), que estreou em 2019 e fez excelente temporada, e “Auto da Compadecida” (Cênicas Cia de Repertório) são destaques ao lado do projeto Trilogia Vermelha, do Coletivo Grão Comum, com três produções sobre Dom Helder Câmara, Glauber Rocha e Paulo Freire. De Portugal, desembarcam “A Estrada”, monólogo com a atriz Elsa Pinho, e “Beatriz e o Peixe-Palhaço”, uma reflexão acerca de relações sociais. Para a criançada, clássicos como “Os Três Porquinhos” e “Chapeuzinho Vermelho” e produções locais – entre elas “Haru – A Primavera do Aprendiz”, com Rapha Santacruz, “Canções, Cancionetas e Caçarolas”, da Cia 2 Em Cena, “A Batalha da Vírgula contra o Ponto Final”, da Cia Omoiós de Teatro, “O Segredo da Arca de Trancoso”, do Cênicas Cia de Repertório.
   Música vem ganhando cada vez mais espaço, com importantes estreias, como o show dos pernambucanos Almério e Martins, e homenagens, a exemplo do lançamento do CD “Natureza Sonhadora”, tributo ao forrozeiro Accioly Neto. De fora do Estado, estarão cá a baiana Belô Velloso, o trio As Bahias e a Cozinha Mineira (SP) após apresentação no Rock In Rio, e Edu Falaschi, que virá com show acústico, revivendo a época em que integrou a banda de metal Angra. Tem ainda “Festa Eslovaco-Pernambucana”, um show de cordas com músicos da Eslováquia e do nosso Estado. Montagens de dança compõem a grade, entre elas o incrível “Ano Novo Chinês – Festa da Primavera”, cuja entrada é 1 kg de alimento. Direto da China, mistura acrobacia, artes marciais e dança. E mais: “Às Vezes eu Kahlo”, do Rio Grande do Sul, e Planta do Pé, de São Paulo.
TEATRO ARRAIAL ARIANO SUASSUNA - Às margens do Rio Capibaribe, o equipamento cultural recebe, nesta 26ª edição, os espetáculos: Mãeee… O Que É Sexo?, no dia 12/1 (domingo), às 18h30; Sonia Sinimbu Canta Mercedes Sosa, no dia 18/1 (sábado), às 20h; Breu, no dia 19/1 (domingo), às 17h; Cássio Sette & Betto do Bandolim, no dia 25/1, às 19h; Retratos de Chumbo – As Rosas Que Enfrentaram Os Canhões, no dia 26/1 (domingo), às 18h; Xico de Assis em Mistérios: Encanteria e Resistência, no dia 1º de fevereiro (sábado), às 20h.
Serviço

26º Janeiro de Grandes Espetáculos
Quando: de 8 de janeiro a 3 de fevereiro de 2020
Programação completa: www.janeirodegrandesespetaculos.com
+ Ingressos antecipados: www.sympla.com.br e quiosques da Ticket Folia nos shoppings Recife, RioMar e Tacaruna. Nas bilheterias dos teatros/espaços, à venda duas horas antes de cada sessão.

Fonte: http://www.cultura.pe.gov.br/canal/funcultura/com-mais-90-atracoes-janeiro-de-grandes-espetaculo-da-inicio-a-sua-26a-edicao/






terça-feira, 14 de janeiro de 2020

janeiro 14, 2020 Por Alexsandro Acioly Sem comentários
Imagem/Divulgação

CÁLICE

janeiro 14, 2020 Por Alexsandro Acioly Sem comentários


       A música Cálice foi escrita em 1973 por Chico Buarque e Gilberto Gil, sendo lançada apenas em 1978. Devido ao seu conteúdo de denúncia e crítica social, foi censurada pela ditadura, sendo liberada cinco anos depois. Apesar do desfasamento temporal, Chico gravou a canção com Milton Nascimento no lugar de Gil (que tinha mudado de gravadora) e decidiu incluir no seu álbum homônimo.
   Cálice se tornou num dos mais famosos hinos de resistência ao regime militar. Trata-se de uma canção de protesto que ilustra, através de metáforas e duplos sentidos, a repressão e a violência do governo autoritário.

sábado, 14 de dezembro de 2019

dezembro 14, 2019 Por Alexandre Morais Sem comentários

quarta-feira, 4 de dezembro de 2019

dezembro 04, 2019 Por Alexandre Morais Sem comentários

segunda-feira, 25 de novembro de 2019

novembro 25, 2019 Por Alexandre Morais Sem comentários

Sim e não a reis e rainhas

novembro 25, 2019 Por Alexandre Morais Sem comentários
Digo sim à rainha dos ofícios
A arte
Digo não à rainha dos sacrifícios
A servidão

Digo sim à rainha do que se divide
A parte

Digo não à rainha do que nos agride
A falta de pão

Digo sim ao rei dos convictos
O mártir

Digo não ao rei-menor dos veredictos
O do que se julga senhor

Digo sim ao rei da inocência
O guri

Digo não ao rei da truculência
O ditador

Digo sim e digo não a reis e rainhas
De peito aberto me entrego à rainha do crédito
A verdade

E beijo com lábios de fogo a rainha das palavras
Liberdade.


< Virgílio Siqueira, musicado por Maciel Melo >

quinta-feira, 21 de novembro de 2019

novembro 21, 2019 Por Alexandre Morais Sem comentários

Xico Bizerra lamenta a falta de renovação do pé-de-serra

novembro 21, 2019 Por Alexandre Morais Sem comentários
Xico Bizerra, celebrando os sanfoneiros / Foto: Felipe Ribeiro/JC Imagem
Por José Teles
Foto: Felipe Ribeiro/JC imagem
Matéria copiada de www.jc.com.br

    Xico Bizerra, nascido no Crato (CE), morando desde final dos anos 60 no Recife, foi durante 28 anos funcionário do Banco Central do Brasil. Em 1999, saiu por uma porta, a do BC, e entrou por outra, a da música. Claro, não foi a aposentadoria que trouxe a inspiração. Ele já rabiscava umas letras, já assoviava umas músicas:
    “Mas achava que não dava pra conciliar, fazer bem as duas coisas. “Quando saí do banco, fiz umas coisinhas, gravei uma fita demo e mandei pra 12 artistas. Só Irah Caldeira me respondeu. Sugeriu que fizesse um disco. Convidei alguns intérpretes, o disco foi feito, e deu certo. Vendeu bem, foi bem de crítica e me incentivou a fazer outro”, conta Xico Bizerra sobre o início do projeto, Forroboxote que completa 20 anos com mais um disco: Cantigas de Sanfoneiro. O lançamento acontece hoje, na Passa Disco, no Espinheiro, às 19h, com canjas do guitarrista João Neto e Luizinho da Serra.

Veja a matéria completa em: https://jconline.ne10.uol.com.br/canal/cultura/musica/noticia/2019/11/20/xico-bizerra-lamenta-a-falta-de-renovacao-do-pe-de-serra-393231.php

terça-feira, 12 de novembro de 2019

novembro 12, 2019 Por Alexandre Morais Sem comentários

domingo, 10 de novembro de 2019

Mancha negra

novembro 10, 2019 Por Alexandre Morais Sem comentários

Por Maciel Melo
 

    Eu preciso dizer algo sobre tudo que mata, sobre tudo que maltrata a vida e alimenta a morte.
    Eu preciso dizer qualquer coisa que desengasgue o meu repúdio e tire de mim a repugnância do vil-metal.
    Mas quando abri os olhos, hoje, um poeta, parceiro, e amigo já havia dito; e preferi fazer minhas a suas palavras.
    Então leiam o que o poeta Virgílio Siqueira disse:
 

NÓDOAS AO MAR

Manchas que se esgueiram pelo mar
Sem se anunciarem de onde vêm
De quem são; pra onde iriam
Regurgitadas; se alastram e vêm pelas águas
Em compostos de estranha matéria
De pervertidas entranhas
Falso canto de sereia
Envasados em tonéis de engodo
Que, em contato com a vida, mata ou definha
Essa nódoa é do que vem do âmago da Terra
O que seria pra mover os sonhos
Vira mancha e os ferra
Com fórmulas químicas letais
Espalham nódulos na fímbria da praia
Depois do sufocamento das algas e dos corais
As manchas são o que vem do âmago da Terra
É o que abjeta os desejos dos homens
(É o combustível das guerras)
Cerne dos martírios do mundo
O que enriquece uns tais e mata vários
Bendito e maldito magma; morte dos aquários
Desde o fundo mar, puindo a malha das ondas
Até aqui, onde o quebra-mar estronda
Contra a ignomínia dos boçais
Quem chorará sobre o óleo derramado
A matéria-prima do que move o mundo
E gira a infâmia desse vil mercado?
De onde vem o óleo
Que alimenta o ódio
Substrato insidioso e desejado?

quinta-feira, 17 de outubro de 2019

Lançado edital para autores do Pajeú

outubro 17, 2019 Por Alexandre Morais Sem comentários



            Foi lançado hoje (16) o 1º Edital de Publicação do Conselho Editorial do Pajeú. Em parceria com a Companhia Editora de Pernambuco – Cepe, o objetivo é a publicação de dois livros e dez cordéis. O prazo, no entanto, é curto. As inscrições devem ser feitas até o dia 24 de outubro próximo, presencialmente na Secretaria de Cultura de São José do Egito ou através do email conselhoeditorialdopajeu@gmail.com.
               "Estamos contatando as secretarias e órgãos de cultura dos municípios do Pajeú para que possam auxiliar na divulgação e inscrição das obras. A previsão é lançar os livros e cordéis em janeiro", diz Isabelly Moreira (foto), presidente do Conselho.
            A Cepe assegurou a doação de 500 exemplares das obras selecionadas aos autores e a distribuição em toda rede de bibliotecas públicas estaduais de Pernambuco. Podem concorrer escritores naturais do Sertão do Pajeú ou que residam na região há pelo menos cinco anos. Mais detalhes no próprio edital ou no fone/whatsapp 87 9 9955 3445.