Próxima parada: Brejinho

terça-feira, 26 de julho de 2016

Olha a programação! Tá legal, não tá?
Pois é, a gente assiste filme, debate cinema e cineclubismo, escuta e recita poesia.
E olha quem vai tá na festa: o Padre Brás Costa, lançando seu livro No Altar da Poesia.
Perde não, heim!

Deu vontade de sorrir

domingo, 10 de julho de 2016

Charge: Chora Cunha (Foto: Renato Peters)
Charge copiada de: http://g1.globo.com/politica/noticia/2016/07/charge-chora-cunha.html
Um dia após a renúncia de Eduardo Cunha da presidência da Câmara, nos encontramos eu, Genildo Santana e Dudu Morais. Dudu pediu um mote e Genildo atendeu: “Deu vontade de sorrir / Quando vi Cuinha chorar”. As glosas foram estas:

O castelo do Congresso
Não tem rei, só tem palhaço
E eu não sei o que eu faço
Pra parar esse regresso
Vi a ordem e progresso
Na bandeira tremular
E Temer tremendo orar
Para Cunha não sair
Deu vontade de sorrir
Quando vi Cunha chorar

(Alexandre Morais)

Antes da flor, da semente
Cortaram tronco e raiz
D’uma pátria que se diz
Sobre tudo independente
A política, atualmente
Não dá pra frutificar
Que há uma praga no pomar
Matando a flor do porvir
Deu vontade de sorrir
Quando vi Cunha chorar

(Dudu Morais)

Dizer a vocês preciso
E escrevo na minha alcunha
Ao ver o choro de Cunha
Eu esbocei um sorriso
Nesse gesto eu diviso
A contradição sem par
Cunha quis renunciar
Só para preso não ir
Deu vontade de sorrir
Quando vi Cunha chorar

(Genildo Santana)

Vi a miséria do Cunha
Abrir mão da presidência
E o Brasil de consciência
Assinar por testemunha
Quem já nos matou na unha
Foi a si mesmo matar
E na hora de assinar
Inda quis perdão pedir
Deu vontade de sorrir
Quando vi Cunha chorar


(Alexandre Morais)

Cinema e poesia no São João de Iguaracy

sexta-feira, 24 de junho de 2016



Além de forró, as festividades juninas em Iguaracy – PE neste sábado (25/06) contarão com sessão de cinema e apresentações poéticas. É o CineClube do Verso que se instala na cidade, na Praça Antonio Rabelo, centro, a partir das 19 horas.
O público poderá escolher os filmes que serão exibidos a partir de uma lista contendo três curtas e três longas metragem (ver arte). A sessão conta ainda com debates sobre cinema e cineclubismo e com apresentações dos repentistas Diomedes Mariano e Adelmo Aguiar mais convidados. Também estão confirmadas as participações dos poetas Wellington Rocha e Alexandre Morais, que também é produtor do Cineclube.

Amélia

quarta-feira, 15 de junho de 2016

Imagem copiada de: https://dedindeproza.wordpress.com/2012/05/28/as-mulheres-de-30/

            Não sei se Amélia é mulher de verdade. Verdade só se conhece de perto. E Amélia só passa longe. Como ela passa longe, mesmo quando perto. Não olha, não faz que olha e faz que não sabe que tá sendo olhada.
            Mas mulher eu sei que é. Porque é muito mulher. Com ela é mulher! Em passos, em gestos, em corpo, em cabelo, em cheiro (cheiro se sente de longe, né?), em roupas... Ah, em roupas ela é muito mulher. Talvez as roupas são o que a fazem tão mulher. Tenho quase certeza que são as roupas.
            É que são roupas, tipo, segunda pele. Ou tipo, melhor pele. Porque as roupas de Amélia desenham ela melhor que sua própria pele. Desenham, sim. Nunca vi Amélia em pele, mas sei que a roupa lhe faz melhor. Roupa de mulher não é assim?
            E se são aquelas roupas de academia? Aí é que o desenho vai além do real. Pois é assim que Amélia passa sempre. Sempre mesmo. Porque ela passa e fica. Fica em passos, em gestos, em corpo, em cabelo, em cheiro... principalmente em cheiro. Mas principalmente em roupas. Porque as roupas é que despertam todas as outras sensações.
            Amélia é assim. Tem jeito de sempre. Amélia é a representante das moças das academias de toda a cidade. E como tem academia na cidade por esses tempos, já percebeu? E como tem clientes para tantas academias. Fico me perguntando: será que todas vão mesmo às academias? Acho que não.
            Tiro isso por Amélia. Não que ela não vá. Ela vai, eu sei. Mas Amélia faz uma hora de academia e passa o resto do dia desfilando pelas ruas. Amélia não vai à academia mais perto de casa. Nem à mais barata. Nem à mais equipada e acompanhada pelos melhores profissionais. Ela vai à mais distante de casa porque só assim ela pode atravessar toda a cidade, indo e voltando, indo e voltando... assim, sempre indo e voltando. Sempre Amélia.

            A cidade fica cheia de Amélias. De todas as idades. De todos os corpos. De todas as roupas... Mas Amélia não é mulher de verdade. Agora eu sei. Amélia tem muita vaidade.

Novo Conselho de Cultura de Pernambuco toma posse dia 03/06

terça-feira, 31 de maio de 2016


quinta-feira, 7 de abril de 2016

 
 
 
 
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