domingo, 18 de agosto de 2019

agosto 18, 2019 Por Alexandre Morais Sem comentários
Por André Luis
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Com a participação das turmas do pré 1 e 2 do CEI Maria Genedi Magalhães, terminou na tarde desta sexta-feira (16), o projeto Nem Meu, Nem Seu: Museu, idealizado pelo poeta e produtor cultural Alexandre Morais e pela Fundação Cultural Senhor Bom Jesus dos Remédios, mantenedora do Museu do Rádio, do Cine Teatro São José e da Rádio Pajeú – primeira emissora de rádio do Sertão Pernambucano, inaugurada em 04 de outubro de 1959, com incentivo do Funcultura e apoio da Prefeitura de Afogados da Ingazeira, através da Secretaria Municipal de Educação.
   Turmas do ensino básico ao ensino médio, EJA, ensino técnico e universitários, de 28 instituições, entres escolas públicas e privadas, urbanas e rurais, IFPE, Fasp e centros comunitários, além de sócios contribuintes da Fundação Cultural Senhor Bom Jesus dos Remédios puderam conhecer a história do rádio no Brasil, o nascimento da Rádio Pajeú e o acervo de rádios antigos, peças e equipamentos usados pela emissora, como por exemplo os primeiros transmissores, a primeira mesa de som e o histórico microfone usado por autoridades e repórteres durante a inauguração da barragem de Brotas.

   Uma verdadeira aula de história, daquelas que não são contadas em livros escolares. Surpreendeu o número de pessoas que não tinham o conhecimento da existência do museu.
   Através do projeto, os visitantes puderam ver como a história da Rádio Pajeú se funde com a história de Afogados da Ingazeira. Ficaram sabendo, por exemplo, que os responsáveis pela criação do hino do município são dois nomes que fizeram parte dos desbravadores do rádio no Sertão: Waldecy Menezes e Dinamérico Lopes, nomes fundamentais na história da Rádio Pajeú.
   Os números do projeto são impressionantes. Foram 52 turmas nos horários da manhã, tarde e noite, do ensino básico ao ensino médio, seguindo pelo EJA, ensino técnico e universitário, de 28 instituições atendidas, entres escolas públicas e privadas, urbanas e rurais, IFPE, Fasp e centros comunitários, além de sócios contribuintes da Fundação Cultural Senhor Bom Jesus dos Remédios. Cerca de 2.500 visitantes, 52 palestras e apresentações.
   O projeto se dividia em dois momentos. No primeiro era feita uma visita monitorada, onde era contada a história da Rádio Pajeú e de seus personagens com a apresentação do acervo e explicação de como funcionavam algumas das peças antigas. Nessa parte se dividiram o diretor da Rádio Pajeú, jornalista e radialista, Nill Júnior, o poeta e produtor cultural, Alexandre Morais e o jornalista e radialista André Luis.

   Em outro momento os visitantes se encontravam com personalidades que fazem a história no município nos dias atuais. Pessoas que direta ou indiretamente em algum momento de suas vidas foram influenciadas pela radiodifusão. Psicólogos, poetas, escritores, radialistas, repentistas, ilustradores, artistas plásticos, músicos, poetisas, professores, cantores, recreadores, contadores de histórias, cantores, historiadores e cineastas, contaram um pouco de suas histórias e apresentaram os seus trabalhos.
   Participaram nomes como Alessandro Palmeira (psicólogo, poeta e escritor), Celso Brandão (radialista, poeta e escritor), Diomedes Mariano (poeta repentista), Edgley Brito (ilustrador e artista plástico), Edierck José (músico e artista plástico), Edinho Oliveira (músico), Elenilda Amaral (professora, radialista e poetisa), Gustavo Pinheiro (músico e cantor), João Thiago (pintor), Josimar Alves (músico), Jussara Rodrigues (recreadora infantil), Lindomar Souza (músico e cantor), Luciano Pires (artista plástico), Milsinho (músico), Milton Oliveira (Escritor e historiador), Ney Gomes (músico, cantor e radialista), Nill Júnior (radialista), Renan Gadelha (músico e cantor), Sandra Maria (contadora de histórias), Wellington Rocha (poeta e radialista) e William Tenório (cineasta e historiador).

sexta-feira, 2 de agosto de 2019

Literatura no cinema

agosto 02, 2019 Por Alexandre Morais Sem comentários


O poeta Alexandre Morais lança duas obras, hoje à noite, no Cine São José, em Afogados da Ingazeira. A primeira é uma reedição do cordel Afogados da Ingazeira, uma cidade que nasceu do amor, que foi ampliado e ganhou capa colorida em sua terceira edição. A outra é uma produção em conjunto com os poetas Genildo Santana e Zé Adalberto. Também em versos de cordel, o livro traz as biografias de Patativa do Assaré, Luiz Gonzaga e Catullo da Paixão Cearense. Ambos tem ilustrações de Edgley Brito.
Os lançamentos integram a programação de abertura do projeto de leitura da Escola Municipal Professora Gizelda Simões, que tem como tema Ler bem para escrever melhor: conhecendo nossa história, valorizando nossas raízes. As atividades começam às 18h30 e vão envolver apresentações dos alunos, da Banda Bernardo Delvanir e do Balé Expressart, com participações de Wellington Rocha, Elenilda Amaral, Lindomar Souza, Lucinha Amaral, Gustavo Pinheiro e Leandro do Acordeon.

Serviço:
Projeto Ler bem para escrever melhor: conhecendo nossa história, valorizando nossas raízes
Data: 02/08/19
Início: 18h30
Local: Cine São José, Af. da Ingazeira
Entrada franca

quarta-feira, 17 de julho de 2019

julho 17, 2019 Por Alexsandro Acioly Sem comentários
Imagem/Divulgação


PROGRAMAÇÃO:



18/07 - Quinta-feira


14h - Oficina de xilogravura sustentável com Felipe Jr. e oficina de estêncil com Mariane Alves

16h - Abertura da exposição "Pelos Sertões", do artista Marcos Pê

17h - Diálogo "Os Caminhos da Poesia na Região do Pajeú", com Antônio José de Lima e Antônio Marinho

18h - Mesa Literatura e educação: propostas, concepções e experiências, com Alessandra Ramalho, aparecida Izídio e Eduarda Simone.

19h - Recital Infantil da Ingazeira, com Ingrid Laís, Islany Maria e Jayne Marília

19h15 - Recital Infância Rimada

19h45 - Aboio com Paulo Barba e Jairinho aboiador

20h - Mesa de Glosas com Alexandre Morais (Afogados da Ingazeira), Gislândio Araújo (Brejinho), Lima Jr. (Tuparetama), Lucas Rafael (São José do Egito), Milene Augusto (Solidão), Zé Carlos do Pajeú (Tabira)



19/07 - Sexta-feira


14h - Oficina de xilogravura com Jefferson Campos e oficina estêncil com Mariane Alves

16h - Contação de histórias sobre o livro "Dianimal" (Cepe Editora) com Alexandre Revoredo  

17h - Roda de diálogos com o conselho editorial da Cepe

18h - Mesa da revista Continente (Cepe) sobre mulheres poetas do Pajeú com Isabelly Moreira, representantes do Coletivo Pantim, Sara Cristóvão e Simone Passos

19h - Apresentação da dupla de violeiros Adelmo Aguiar e Denilson Nunes

20h - Mesa de Glosas com Anderson Brito (Tabira), Francisca Araújo (Iguaracy), Genildo Santana (Tabira), Lenelson Piancó (Itapetim), Wellington Rocha (Afogados da Ingazeira), Thiago Gomes (Afogados da Ingazeira)



20/07 - Sábado


16h - Contação de histórias do livro "Uma Festa na Floresta" (Cepe Editora), com Suzana Moraes

17h - Palestra Xucurú: a raiz-forte da poesia do Vale do Pajeú, com Lindoaldo Campos

18h - Mesa Manoel Filó: o poeta de todos os lugares, com Ciro Filó, Ricardo Moura e Jorge Filó

19h - Lançamento do livro Concurso de Poesia Popular de São José do Egito - Poesias Premiadas - Volume 1 - Vinícius Gregório e Lindoaldo Campos

20h - Mesa de Glosas com Aldo Neves (Tuparetama), Elenilda Amaral (Afogados da Ingazeira), Erivoneide Amaral (Afogados da Ingazeira), Henrique Brandão (Serra Talhada), Zé Adalberto (Itapetim), Zezé Neto (São José do Egito)
 








quinta-feira, 11 de julho de 2019

julho 11, 2019 Por Alexsandro Acioly Sem comentários
Imagem/Divulgação


Imagem/Divulgação

quarta-feira, 10 de julho de 2019

Missa do Vaqueiro 2019

julho 10, 2019 Por Alexandre Morais Sem comentários
   E vai ter missa, sim! Será a 49ª edição da Missa do Vaqueiro de Serrita - PE. O evento ainda marca os 30 anos de morte de Luiz Gonzaga e Padre João Câncio, idealizadores da missa. Outro pioneiro foi o poeta Pedro Bandeira, que vai estar na missa, no dia 28.

Cepe Editora anuncia primeira edição da Feira da Poesia Popular do Pajeú

julho 10, 2019 Por Alexandre Morais Sem comentários

O poeta Dedé Monteiro, um dos homenageados pela programação / Foto: Jan Ribeiro/Secult-PE/Divulgação
O poeta Dedé Monteiro, um dos homenageados pela programação

Foto: Jan Ribeiro/Secult-PE/Divulgação



   Quem conhece um pouco sobre a poesia popular nordestina sabe da fama da região do Pajeú como berço de poetas. Para dar visibilidade a essa tradição, a Cepe Editora anunciou na terça (9), em coletiva de imprensa, a criação a Feira da Poesia Popular do Pajeú, que vai acontecer no centro de São José do Egito entre os dias 18 e 20 de julho. Na programação, a ideia é trazer lançamentos, debates, mesas de glosa e atrações musicais.
   O evento vai acontecer no mesmo período da Festa Universitária de São José do Egito. A primeira edição da feira literária vai homenagear dois nomes fundamentais da região: os poetas Manoel Filó (1959-2015) e Dedé Monteiro, Patrimônio Vivo de Pernambuco. Todas as atividades são gratuitas.
   Segundo Ricardo Leitão, presidente da Cepe Editora, a empresa vem trabalhando com a produção de feiras segmentadas, de olho em diversos público. A primeira delas, lançada no ano passado, foi a Feira da Literatura Infantil (Flitin). “ A poesia popular e o cordel são expressões muito fortes no Nordeste, e o Sertão do Pajeú é um centro disso”, comenta o gestor. O orçamento da feira é de R$ 150 mil.
   O evento prevê debates sobre a tradição da poesia do Pajeú, pensando a história da poesia popular na região, a relação com a educação e a participação feminina, entre outros assuntos. Todos os dias da feira são marcados também por mesas de glosas, desafios em que vários convidados improvisam a partir de motes. Além do lançamento do livro Concurso de Poesia Popular de São José do Egito – Poesia Premiadas, a programação traz contação de histórias, estandes e recitais.
   Um dos destaques é oficina de xilogravura, uma forma de incentivar o ofício, que tem se tornado mais raro mesmo em uma região de forte tradição cordelista. “Com a diminuição de publicações, os xilogravuristas foram sumindo por lá. Hoje só tem um”, explica Leitão. Outro projeto é o de publicar o resultado das mesas de glosa em livro. A Cepe também está incentivando a criação de um conselho editorial da região que vai poder escolher anualmente três livros a serem lançados, sempre dentro da Festa de Louro, que acontece em janeiro em homenagem a Lourival Batista, o Louro do Pajeú.
   Para o secretário de Cultura de São José do Egito, Henrique Marinho, o momento é importante para tentar eternizar as tradições da região. “A poesia popular de Pajeú é estudada fora daqui, na França. Essa feira vai ser o pontapé para que a gente consiga mostrar a produção da região em todas as suas formas, com glosa, cordel, aboio e mais”, comenta.

PROGRAMAÇÃO

18/07 - Quinta-feira
14h - Oficina de xilogravura sustentável e oficina de estêncil
16h - Abertura da exposição Pelos Sertões, do artista Marcos Pê
17h - Diálogo Os caminhos da poesia na região do Pajeú, com Antônio José de Lima e Antônio Marinho 
18h - Mesa Literatura e Educação: propostas, concepções e experiências, com Alessandra Ramalho, Aparecida Izídio e Eduarda Simone
19h - Recital infantil da Ingazeira, com Ingrid Laís, Islany Maria e Jayne Marília
19h15 - Recital Infância Rimada
19h45 - Aboio com Paulo Barba e Jairinho Aboiador
20h - Mesa de Glosas com Alexandre Morais (Afogados da Ingazeira), Gislândio Araújo (Brejinho), Lima Jr. (Tuparetama), Lucas Rafael (São José do Egito), Milene Augusto (Solidão), Zé Carlos do Pajeú (Tabira)
21h30 - Forró Rimado

19/07 - Sexta-feira
8h - Oficina de xilogravura e oficina de estêncil 
16h - Contação de histórias sobre o livro Dianimal (Cepe Editora) com Alexandre Revoredo
17h - Roda de diálogos com o conselho editorial da Cepe
18h - Mesa da Revista Continente (Cepe) sobre Mulheres poetas do Pajeú 
19h - Apresentação da dupla de violeiros Adelmo Aguiar e Denilson Nunes
20h - Mesa de Glosas com Anderson Brito (Tabira), Francisca Araújo (Iguaracy), Genildo Santana (Tabira), Lenelson Piocó (Itapetim), Wellington Rocha (Afogados da Ingazeira)

20/07 - Sábado
8h - Oficina de estêncil
16h - Contação de histórias do livro Uma festa na floresta (Cepe Editora), com Suzana Moraes 
17h - Palestra Xucuru: a raiz-forte da poesia do Vale do Pajeú, com Lindoaldo Campos
18h - Mesa Manoel Filó: o poeta de todos os lugares, com Ciro Filó, Ricardo Moura e Jorge Filó
19h - Lançamento do livro Concurso de Poesia Popular de São José do Egito - Poesias Premiadas - Volume 1 
20h - Mesa de Glosas com Aldo Neves (Tuparetama), Elenilda Amaral (Afogados da Ingazeira), Erivoneide Amaral (Afogados da Ingazeira), Henrique Brandão (Serra Talhada), Zé Adalberto (Itapetim), Zezé Neto (São José do Egito)

Texto e foto copiadas de: www.jc.com.br

julho 10, 2019 Por Alexandre Morais Sem comentários

segunda-feira, 10 de junho de 2019

junho 10, 2019 Por Alexandre Morais Sem comentários

terça-feira, 4 de junho de 2019

Evento discute comunicação pública no Nordeste

junho 04, 2019 Por Alexandre Morais Sem comentários

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Laurindo Lalo Leal (USP/SP) é um dos convidados do Diálogos EPC/TVPE e fará parte da mesa com Cristina Cavalcante (TVC/CE) e Gustavo Almeida (EPC/TVPE)

   Com a proposta de discutir mídia, inovação, cultura, tecnologia, educação e direitos, em alinhamento com a Comunicação Pública, a Empresa Pernambuco de Comunicação (EPC) lança o evento Diálogos EPC/TVPE, cuja primeira edição acontece nos dias 10 e 11 de junho, nos auditórios da Secretaria de Ciência, Tecnologia e Inovação de Pernambuco (Secti) e do Portomídia, no Bairro do Recife. O jornalista, sociólogo e escritor Laurindo Lalo Leal Filho (USP/SP),  a jornalista Ana Cristina Cavalcante (TVC/CE), presidenta da TV Ceará, e o radialista Gustavo Almeida, diretor-presidente da EPC/TVPE, são alguns dos convidados palestrantes. O evento é gratuito, aberto ao público e acontece nos dias 10 de junho, a partir das 18h, e 11 de junho, das 9h às 17h.
  A primeira edição do Diálogos EPC/TVPE vai contar com painel sobre desafios da comunicação pública, lançamento de livro, audiência pública da EPC/TVPE e com o 5º Seminário de Comunicação Pública Fazendo Rádio, da Frei Caneca FM 101,5. A mesa do seminário, que terá como tema "Fortalecendo a rede pública de comunicação", será formada por Robson Paz, radialista, diretor-geral da Nova 1290 Timbira AM (Maranhão); Naná Garcez, jornalista, diretora-presidenta da Empresa Paraibana de Comunicação (EPC/PB); e Maíra Brandão, jornalista, coordenadora de gestão da Frei Caneca FM. O seminário será transmitido ao vivo pela rádio e mídias digitais da Frei Caneca, a partir das 18h da segunda-feira (10).
   No segundo dia, Laurindo Lalo Leal, Cristina Cavalcante e Gustavo Almeida provocam reflexões sobre os desafios e perspectivas da Comunicação Pública no Nordeste. “O Brasil vive um momento delicado de sua história, em que o próprio estado democrático de direito está em xeque. Em conjunturas como essa, a missão da comunicação pública ganha ainda mais relevância”, defende Cristina. “Não por acaso sempre que o autoritarismo se instala num país a comunicação pública é uma de suas primeiras vítimas. Dai a importância sempre presente de discuti-la, divulgá-la e defendê-la”, complementa Lalo Leal. Além da palestra, o escritor também lança, no evento, seu livro mais recente, “A Mídia Descontrolada”.
   Para o diretor-presidente da EPC, Gustavo Almeida, a missão institucional da Empresa é oferecer conteúdo que contribua para a inclusão social, a democracia e a formação crítica do povo pernambucano. “O Diálogos EPC/TVPE surge como mais uma plataforma de troca de informação e conhecimento, sempre tratando a comunicação como direito humano", aponta.

quinta-feira, 23 de maio de 2019

maio 23, 2019 Por Alexsandro Acioly Sem comentários
Imagem/Divulgação

terça-feira, 21 de maio de 2019

Fazendo arte

maio 21, 2019 Por Alexandre Morais Sem comentários
Poeta Gislândio Araújo, Brejinho -PE


Crônica de Ademar Rafael
Publicada no Blog do Finfa 
 
   Os poetas Dedé Monteiro, Alexandre Morais, Vinicius Gregório e Ayrton Queiróz e a poetisa Izabela Ferreira não exageraram ao comentar e prefaciar, no caso de Vinicius, o livro “Fazendo Arte”, do jovem poeta Gislândio Araújo.
   Dedé destaca a sensibilidade e a leveza da alma do poeta de Brejinho; Alexandre dar relevo ao surgimento de novos e bons poetas em nossa região; Ayrton e Izabela focam seus comentários na precocidade de Gislândio na produção de poesias e Vinícius com extrema maestria aborda o fenômeno do ídolo virar fã, cita o que ocorreu com Dedé em relação a ele e dele em relação ao autor de “Fazendo Arte”. Isto é, o ídolo do jovem poeta passa a ser fã.
  Quando mergulhamos nas poesias inseridas no livro descobrimos muita coisa boa. Para este cronista o maior destaque fica por conta da rica produção conter o jeito e o cheiro das poesias do nosso Pajeú.
   Para não antecipar o conteúdo do livro irei citar pontos relevantes sob meu olhar de admirador da poesia. Para apreciação, do poema “Cego de Alma”, transcrevo a seguinte quadra: “De dose em dose ele ia,/Por conta
própria tomava./Quando não tinha, pedia/E tendo, continuava…” Amigos e amigas, arranjos como estes, mesmo reconhecendo minhas limitações, só identifico em poesias geradas nas margens do Pajeú.
   O livro fala de amor, roedeira, problemas sociais, natureza e muito mais, os estilos são diversos. O registro de estrofes produzidas em “Mesa de Glosa” merece um comentário especial. Considero o modelo como o maior laboratório para testar a capacidade de improviso de um poeta. Ali sem a viola o poeta apresenta seu potencial, sua munição e despeja sua cachoeira de rimas sobre a platéia e os oponentes. Obrigado Gislândio, por contribuir com a missão de eternizarmos o sertão do Pajeú, nossa rica poesia tem passado, presente e futuro.

domingo, 19 de maio de 2019

Menino paulista realiza sonho de construir uma 'cordelteca'

maio 19, 2019 Por Alexandre Morais Sem comentários
Pedro PopoffPedro Popoff
   Quando um pequeno morador do interior paulista começou a se interessar por expressões artísticas que remetem aos rincões brasileiros, as frases ainda eram pueris. "Aos três anos, já gostava muito de sertanejo de raiz; com cinco anos assisti ao filme 'Lampião - o Rei do Cangaço', me apaixonei. Depois, descobri o cordel e assim foi fluindo naturalmente", conta Pedro Popoff, que hoje está com 13 anos.

  O amor pela literatura nordestina o fez adotar informalmente o sobrenome "Cordel" e disseminar para outras crianças o conhecimento que acumulou ao longo da pouca idade. O projeto educativo em escolas apresenta o livreto de poesias que carrega a tradição do interior brasileiro em versos e prosas.

  A iniciativa ganhou projeção nacional e o menino descendente de russos e apaixonado pelo Nordeste sentiu que estava na hora de dar um passo maior: fundar uma cordelteca na cidade onde mora, Bauru, localizada no interior de São Paulo. "Há uns dois anos, eu já vinha pedindo por um espaço na loja da minha mãe, em uma salinha que estava isolada. Ela cedeu a sala, depois viu que era muito pequena e me deu o escritório, que tá também no mesmo terreno", conta Pedro do Cordel.

   União de poetas

  Para o sonho ganhar formas concretas, alguns entraves tiveram que ser vencidos. O teto carecia de reparos contra a chuva e o ambiente precisava de móveis. A saída encontrada pela família foi iniciar uma vaquinha online para arrecadar R$ 6,3 mil, mas só pouco mais de 40% da meta foi alcançada.

  "A gente teve que lutar muito para conseguir renda, não tivemos apoio de políticas públicas. Mas conseguimos, graças a Deus", diz Pedro. O dinheiro para a reforma saiu das reservas financeiras dos próprios pais, Marcelo e Carla.

Se o auxílio financeiro teve pouca adesão, o cultural se avolumou e materializou-se em centenas de exemplares de cordel. "A Academia Brasileira de Literatura de Cordel nos enviou 800 títulos", comemora Pedro. Poetas de diversos lugares também atenderam ao chamado do pequeno entusiasta. "Recebemos da Isabel Nascimento, Academia Alagoana de Cordel, Cleusa Santos, Joab Nascimento, Ednaldo Alves de Oliveira, Francisco de Assis, Tião Simpatia, Kydelmir Dantas, Pedro Queiroz e do Chico Vaqueiro, que inclusive mandou um gibão do acervo pessoal", cita, a mãe, alguns nomes que estampavam as entregas dos Correios. Atualmente, a quantidade de folhetos no acervo já ultrapassou duas mil obras.

   Homenagem a cearense

   Inaugurada no fim do mês passado, a cordelteca recebeu o nome de Gonçalo Ferreira da Silva, poeta nascido no município de Ipu, no Ceará, atual presidente e um dos fundadores da Academia Brasileira de Literatura de Cordel (ABLC).
  A homenagem foi indicação do cantor Moraes Moreira, ocupante da cadeira 38 da ABLC. "Fui a um show dele e minha mãe conseguiu que a gente entrasse no camarim. Mostramos pra ele tudo; o meu trabalho e falamos da cordelteca. Daí ele deu a ideia de colocarmos o nome do Gonçalo Ferreira", detalha o garoto.

  No dia da abertura do espaço ao público, o notável cearense foi um dos convidados presentes e discursou sobre o momento especial. "Uma iniciativa espetacular do Pedrinho, que já não é fora de tempo. Na verdade, ele tem se dedicado de corpo e alma à difusão da literatura de cordel por onde anda e deixa um rastro de luz na história da cultura nacional", reconheceu o presidente da ABLC.

   O poeta cearense Klevisson Viana festeja a pertinência da implantação. "É uma prova da vitalidade e vigor dessa nossa literatura de cordel, que hoje deixou de ser um fenômeno genuinamente regional, passou a ser nacional e muitas vezes até internacional", pontua.

   Andanças pelo Nordeste

  No ano passado, Pedro do Cordel esteve no Ceará para aprofundar o conhecimento na cultura nordestina. Ele veio a convite do seminário Cariri Cangaço, evento com 10 anos de existência que se debruça sobre a historiografia cangaceira da região. O encontro já reuniu mais de 700 pesquisadores e 50 mil pessoas somadas todas as edições.

   "Pedro esteve conosco em duas edições, uma em Exu, em Pernambuco, e outra aqui em Fortaleza. Pedro encantou a todos pelo profundo amor à cultura do sertão e pelo pleno conhecimento, apesar de bem jovem", recorda Manoel Severo, organizador do seminário.

   Ele aponta ainda a relevância da cordelteca como memória para os imigrantes nordestinos. "É importante a criação de um equipamento como esse para Bauru, no estado de São Paulo. A própria capital paulista foi construída e é mantida, em boa parte, pela força de trabalho do nordestino, e uma iniciativa ousada e inédita de um garoto perpetua a força dessa cultura. Nada mais forte do que representar a cultura do Nordeste com o cordel".

    Intercâmbio de cultura

   Da vivência, Pedro guarda com afeto. "Aprendi bastante coisa sobre literatura de cordel e voltei com um pouquinho mais de bagagem na mala. Conheci muitas pessoas", conta ele, que encantou-se também por Fortaleza. "É uma cidade muito grande e linda, me diverti bastante. Foi um marco na minha vida. Nunca esquecerei esses dias que vivi". Anteriormente, ele já havia viajado a Juazeiro do Norte, Nova Olinda, onde conheceu o mestre Espedito Seleiro e a Fundação Casa Grande, e ao Crato.

   Foi nessa última cidade que visitou o Museu de Luiz Gonzaga, fundado por Pedro Lucas, 14 anos. O cratense elogia a ação do xará, com quem soma saberes desde 2016 e já se encontrou algumas vezes. "O Nordeste por muito tempo foi tão sofrido por causa do preconceito. Ele, assim como eu, começou a gostar muito novo e um sulista, como a gente dizia antigamente, ser tão interessado por uma cultura tão linda como a nordestina é imensamente importante. Então, isso só vem a melhorar, expandir e divulgar a cultura nordestina".

   As experiências acumuladas ajudam a basilar um sonho grandioso de Pedro Popoff para o futuro. "Quero continuar com a questão do cordel e um dia me tornar presidente do Brasil. E não é brincadeira isso", diz com seriedade e emenda sobre quais temas seriam prioridade para ser bem-sucedido no Palácio do Planalto. "Iria valorizar primeiro a cultura e a educação".
 .
Matéria e fotos copiadas de: https://diariodonordeste.verdesmares.com.br
Colaboração: Elaine Rodrigues