quinta-feira, 16 de setembro de 2021

Filme de pernambucana é selecionado para 'IV Mostra Sesc de Cinema'

setembro 16, 2021 Por Alexandre Morais Sem comentários


Do G1 Caruaru 

  O Sesc anunciou a lista de filmes selecionados para a IV Mostra de Cinema após receber mais de 1.9 mil obras de cineastas de todas as regiões do Brasil. No total, 31 produções, sendo 8 longas e 23 curtas, serão exibidas na mostra nacional on-line, que será realizada em novembro. “O bem virá”, da pernambucana Uilma Queiroz, vai integrar a programação nacional do projeto.

   Nascida em Carnaíba e moradora de Afogados da Ingazeira, no Sertão de Pernambuco, ela foi a única selecionada no estado na grade da IV Mostra de Cinema, que vai acontecer de forma online em novembro. O filme dela, que é professora, pesquisadora, produtora cultural e realizadora audiovisual, também vai compor a programação do recorte estadual do projeto, que vai acontecer no mesmo mês com exibições presenciais em unidades do Sesc, juntamente com mais 20 obras locais.

  “É uma oportunidade de exibir levar para as telas de vários estados brasileiros as desigualdades territoriais. Eu fico muito feliz de saber que alguém vai poder ouvir o que as protagonistas têm a dizer e trazer reflexões”, comenta a produtora.

   No filme, que tem duração de 79 minutos e classificação etária livre, ela resgata a história da seca no sertão de Pajeú, na década de 1980, a partir da conversa com trezes mulheres que lutaram pelo direito à sobrevivência, em um contexto em que ser mulher era se limitar à função de administrar a miséria.


   Elas chegaram a Uilma por meio de uma fotografia de 1983 em que elas aparecem grávidas. Desta imagem para a tela, a construção do filme aconteceu em conversa com todas elas, tendo como pauta a vida.

Secretaria da Mulher abre inscrições para selecionar artesãs para a 21ª Fenearte

setembro 16, 2021 Por Alexandre Morais Sem comentários


   A Secretaria da Mulher de Pernambuco (SecMulher-PE) está com inscrições abertas para mulheres artesãs que tenham interesse em participar da maior feira de artesanato da América Latina – 21ª Feira Nacional de Negócios do Artesanato (Fenearte), que acontece de 10 a 19 de dezembro de 2021. O período de inscrições vai de 15 de setembro a 4 de outubro pelo site: secmulher.pe.gov.br. Podem concorrer ao edital que selecionará 20 grupos de artesãs para expor seus produtos no Estande Institucional SecMulher-PE, associações, cooperativas, redes de produção e comercialização e grupos produtivos de artesanatos formais ou informais, que residam em Pernambuco.

Outra atração da feira é o Desfile da Passarela Fenearte. Quem participar da concorrência também terá a oportunidade de ser selecionada entre dois grupos que participarão do desfile. O edital com todas as informações e instruções, bem como o formulário de inscrição, está disponibilizado no site: secmulher.pe.gov.br.

  Em caso de dificuldade para realizar a inscrição pela internet, uma representante do grupo ou a gestora do Organismo Municipal de Políticas para as Mulheres poderá dirigir-se à Coordenadoria de Trabalho e Renda na sede da SecMulher-PE. O atendimento será realizado, dentro do período da inscrição, no horário das 9h às 14h, de segunda à sexta-feira, na Rua Cais do Apolo, 222, 4º andar, Bairro do Recife – Recife/PE, sob agendamento através dos telefones (81) 3183.2960 ou 3183.2973.

  A coordenadora de Trabalho e Renda da SecMulher-PE, Lúcia Costa, lembra que é importante que as interessadas leiam com atenção o edital, antes de começar a preencher o formulário, para estarem cientes dos procedimentos para o certame e a dinâmica do estande e sua logística durante os 10 dias de feira. Após o término das inscrições, será realizada nos dias 13 a 14/10/21, a seleção dos produtos através de equipe de curadoria especializada. A divulgação dos grupos selecionados acontecerá em 18/10/2021, através do site e demais mídias da SecMulher-PE. Mais informações: (81) 99656-6948 (Lúcia Costa – Coordenadora de Trabalho e Renda da SecMulher-PE).

Fonte: SecultPE

Missa do Poeta sem apoio da prefeitura de Tabira - É a primeira vez em 31 anos

setembro 16, 2021 Por Alexandre Morais Sem comentários



Por Júnior Alves/Rádio Cidade

Setembro chegou e como manda a tradição vem aí mais uma Missa do Poeta que lembra Zé Marcolino e esse ano, em sua 34ª edição, homenageia o padre e poeta Luizinho, grande incentivador da cultura no Pajeú. Em Tabira essa será a 31ª edição do evento. As outras três aconteceram em Serra Talhada, onde tudo começou.

Observando todos os protocolos de segurança relacionados à pandemia, este ano a Mesa de Glosas acontecerá novamente com a presença de público na sexta-feira, dia 17. Para isso, estão sendo disponibilizadas 200 senhas para as pessoas que queiram se fazer presentes no auditório da Escola Arnaldo Alves. Mesmo assim a transmissão será feita também pelo canal da APPTA no YouTube. Além dos poetas glosadores, o evento contará com a abertura do cantor Neto Sales.

Para o sábado, dia 18, a celebração poética acontecerá às 19h na Igreja Matriz Nossa Senhora dos Remédios e após a missa uma homenagem vai acontecer para o Padre Luizinho na calçada da igreja. Mais uma vez não haverá shows como tradicionalmente acontece.

Falando ao Programa Cidade Alerta, da Rádio Cidade FM, a presidente da APPTA – Associação dos Poetas e Prosadores de Tabira – Neide Nascimento, relatou as dificuldades financeiras que a entidade sempre encontrou ao longo dos anos com as gestões municipais. 

Somente este ano, cinco ofícios foram enviados ao governo municipal cobrando a subvenção, porém, nem uma simples resposta aos ofícios obtiveram.

Diante das negativas, a presidente disse que não procurou a gestão para falar sobre a Missa do Poeta já antevendo que não teriam sucesso no apoio. 

“É triste essa constatação que a Missa do Poeta é olhada com olhos tão pouco afetivos pelas gestões. É uma pena porque é uma festa tão bonita”, lamentou Mônica Mirtes, tesoureira da APPTA.

Em 31 anos de Missa do Poeta em Tabira esta será a primeira vez que o evento irá acontecer sem o apoio da prefeitura. “Enquanto as gestões não entenderem a importância que a cultura tem, muita coisa não será mudada”, destacou Neide Nascimento

quarta-feira, 15 de setembro de 2021

Caio Fernando Abreu - Ontem chorei

setembro 15, 2021 Por Alexandre Morais Sem comentários



Ontem chorei.

Por tudo que fomos.

Por tudo o que não conseguimos ser.

Por tudo que se perdeu.

Por termos nos perdido.

Pelo que queríamos que fosse 

e não foi.

Pela renúncia.

Por valores não dados. 

Por erros cometidos. Acertos não comemorados. 

Palavras  dissipadas. Versos brancos.

Chorei pela guerra cotidiana. Pelas tentativas de sobrevivência.

Pelos apelos de paz não atendidos.

Pelo amor derramado. Pelo amor ofendido e aprisionado. Pelo amor perdido. Pelo respeito empoeirado em cima da estante.

Pelo carinho esquecido junto das cartas envelhecidas no guarda-roupa.

Pelos sonhos desafinados, estremecidos e adiados.

Pela culpa. Toda a culpa. Minha. Sua. Nossa culpa.

Por tudo que foi e voou. E não volta mais, pois que hoje já é outro dia.

 Caio Fernando Abreu

terça-feira, 14 de setembro de 2021

Ronaldo Correia de Brito - O equívoco de Ariano Suassuna

setembro 14, 2021 Por Alexandre Morais Sem comentários

Ronaldo Correia de Brito

   Quando conheci Ariano Suassuna (foto abaixo), frequentando o Departamento de Extensão Cultural da UFPE, do qual ele era diretor, Ariano achava que a cultura norte-americana levaria a cultura brasileira ao colapso. Vivíamos o período mais sombrio da ditadura militar, as patrulhas esquerdistas censuravam até quem bebia Coca-Cola. Mesmo sendo de esquerda, eu não escondia meu gosto pelo blues e jazz, cinema e literatura dos Estados Unidos. Alguém já abrira meus ouvidos e eu identificava a matriz comum da música negra americana com o samba e o ritmo caribenho. Por cima, eu amava Caetano e Gil, o tropicalismo e a antropofagia, movimentos que Ariano nunca aceitou. Fiel ao canibalismo eu supunha que o colonizado terminava por assimilar o melhor da cultura dominante, transformando-a e dando a ela uma identidade própria. Não atinava por que Ariano defendia nossa formação ibérica e recusava qualquer expressão made in USA. Mal sabia ele que o “Inimigo” se gestava entre muros, crescia como um Golem.

   Já na década de 1970, eu ia aos candomblés do Recife, por curiosidade e porque gostava dos toques e do ambiente religioso. Tinha vários pacientes e amigos de trabalho que frequentavam os terreiros, até acompanhei a pesquisa de dois antropólogos. Tornei-me assíduo ao candomblé e observei o número cada vez menor de praticantes da religião, enquanto cresciam os cultos evangélicos. Nos hospitais, onde identificava filhos e filhas de santo, eles se tornavam raros, ou porque trocavam de culto ou porque tinham medo e vergonha de confessar que eram xangozeiros, como os designavam com preconceito. Passei a escrever minhas observações. A crônica “Sob camadas de esquecimento” relata uma ocorrência de enfermaria, a história da mulher negra, idosa, filha de Nanã Buruku, que pressente a morte próxima e canta um ponto, apelando à orixá que venha buscá-la. Eu escuto e reconheço. Chego perto, finjo não saber de nada, peço que me revele que canção dolorosa é aquela. Ela insiste tratar-se de um hino evangélico. Percebo o medo e a vergonha. Volto a essa história no romance Dora sem véu, tanto me impressionou.

   O mesmo fenômeno aconteceu nas brincadeiras populares, caboclinho, maracatu de baque solto e virado, la ursa, boi, uma deserção alarmante. Perguntava por um brincante e respondiam que não brincava mais, entrara para a “lei de crente”. Temi pelo nosso futuro. Até que uma geração mais nova reagiu, assumiu-se como negro e afrodescendente, sentiu orgulho da cultura ancestral e já é visível o resultado aqui em Pernambuco e em todo o Brasil. Os brincantes crescem em número, mas os evangélicos crescem mais, em escala geométrica. Preocupa-me a interpretação que fazem da Bíblia, um caminho que não se abre a novas experiências, nem na literatura, nem no cinema, nem na música. Me pergunto se o gospel e os hinos por eles entoados irão alcançar a expressão da música negra americana. O processo de evangelização foi diferente nos dois países, ainda não é possível avaliar o que os evangélicos brasileiros almejam, além da ascensão social.

   Só existe um livro para eles: a Bíblia. Assemelha-se à ortodoxia judaica com a Torá, e ao islamismo com o Alcorão. Pregando em todos os lugares, sem nunca cansarem, os evangélicos demonizaram a cultura brasileira com a tirania do pecado, a ameaça do Inimigo e do fogo da Geena. Os mais atacados por eles são os candomblés, de maioria negra, afrodescendentes que não escondem sua origem, não se disfarçam em brancos. Os templos evangélicos também são frequentados por fieis de ascendência negra, mas que negam a cultura de matriz africana e a demonizam.

   Porém, o que me preocupa mais é a escalada dos evangélicos na política, a ponto de constituírem blocos na câmara federal, em assembleias estaduais e câmaras municipais. Há bons políticos e pastores entre eles, mas a maioria se alinha com discursos homofóbicos, conservadores, a favor da censura de livros e repressão militar, tendendo à direita extrema.

  Nesse cenário, a literatura sofre e se fragiliza. Temos uma população de analfabetos funcionais, que não leem, e uma população crescente de leitores que reconhecem um único livro, recusa o legado da poesia, do romance, de contos, novelas e peças teatrais. A Bíblia é lida como verdade absoluta, dogma, Palavra de Deus, e não como um livro de narrativas, escrito por diversos autores, conforme sempre imaginei e defende o professor Robert Alter, no seu livro A arte da narrativa bíblica.

   Torna-se difícil ou quase impossível chegar aos potenciais leitores, cerca de um terço da população do Brasil, tentando conquistá-los para a literatura e as artes em geral. Nesse ano e meio de governo “evangélico” conservador, houve investidas para desmontar o que foi construído na educação e na cultura, censura e obscurantismo semelhantes aos dos regimes totalitários da Alemanha nazista, Rússia comunista, China maoísta e países islâmicos radicais.


Publicado originalmente em https://www.ronaldocorreiadebrito.com.br/site2/2021/09/o-equivoco-de-ariano-suassuna/

Forró e Poesia pajeuzeiras na tela da TV

setembro 14, 2021 Por Alexandre Morais Sem comentários

   Mais uma vez o Pajeú desaguou em João Pessoa - PB. E de novo foi no Programa Cantos & Contos, da TV Correio/Rede Record.

  No palco do programa, que é o mesmo do Bar e Restaurante Bessa Grill, brilharam Genailson do Acordeon, Nego Adelmo, Valmir Zabumbada e Marquinhos da Serrinha. Foi forró e poesia do tanto que o Pajeú sabe fazer.

   É só clicar aí abaixo e assistir o programa inteirinho. Acunha!

domingo, 12 de setembro de 2021

José Lins do Rego

setembro 12, 2021 Por Alexandre Morais Sem comentários



   Em 12 de Setembro de 1957 Morre o escritor José Lins do Rego

   Considerado um dos inventores do novo romance moderno brasileiro, o escritor José Lins do Rego Cavalcanti morria em um dia como hoje, no ano de 1957, no Rio de Janeiro. Nascido em Pilar, na Paraíba, em 3 de junho de 1901, seu romance de estreia foi Menino de Engenho (1932), obra  elogiada pela crítica. 

 Seus livros consistem em um marco à literatura regionalista por retratar o declínio do ciclo da cana-de-açúcar no nordeste brasileiro. Para isso, na visão de alguns críticos, o escritor empregou uma forma inovadora de contar histórias pelo uso de "um ritmo oral".

  Em 1926, ele se mudou para Maceió, onde se reunia com Graciliano Ramos, Rachel de Queiroz e Aurélio Buarque de Holanda. Depois, em 1935, já no Rio de Janeiro, escreveu para os Diários Associados e O Globo.

 Seus romances publicados são: Menino de engenho (1932), Doidinho (1933), Bangüê (1934), O Moleque Ricardo (1935), Usina (1936), Pureza (1937), Pedra bonita (1938), Riacho doce (1939), Água-mãe (1941), Fogo morto (1943), Eurídice (1947), Cangaceiros (1953), Histórias da velha Totonha (1936) e Meus Verdes Anos, de memórias (1956).

Fonte: History

Colaboração: Jair Som

quinta-feira, 9 de setembro de 2021

Maciel Melo - Crônicas de um Cantador

setembro 09, 2021 Por Alexandre Morais Sem comentários

 


O regresso de uma juventude equivocada


      Quando as velhas formas de destruição renascem, é porque o chão da esperança está ficando cansado. É preciso renovar o solo, amolar o arado, preparar a terra, e rejuvenescer a força da liberdade para poder retomar o direito à vida, a paz, a igualdade, a cidadania, ao direito de ir e vir, de falar, de pensar, enfim... ao verdadeiro sentido da palavra amor.

      Quando me deparo com o semblante de uma juventude, envelhecido, me dá pena, e pena não é um sentimento bom. Não falo envelhecido no sentido de idade, mas de pensamento, de ideias, de futuro, de coletividade, de um por todos e todos por um. 

      Um dia, também me vesti de verde e amarelo; pendurei uma bandeira no braço do violão, e saí “Caminhando, cantando, e seguindo a canção...” Muitos anos de espera até o momento de libertar meu canto e poder escolher o mote para a próxima canção; de poder dizer “sim e não a reis e rainhas”, e “de peito aberto” gritar a minha liberdade, podendo escolher o chefe da nação onde eu nasci.

O Brasil é o chão que eu piso, e eu preciso dele plano, pleno, firme e forte, para que eu possa continuar minha jornada, “sem medo de ser feliz”. Já cheguei quase perto, já fui muito longe, andei léguas além. Sempre houve pedras no meio do caminho; tirei todas, e vou tirar tantas quanto preciso for. As mais leves, eu chutava; as mais pesadas, eu esperava chegar um camarada e pedia ajuda. Às vezes, pegávamos uma vara de marmeleiro para facilitar a remoção; ela se quebrava; pegávamos duas; elas quebravam-se, pegávamos três; elas envergavam, pegávamos quatro, formávamos um feixe, e fazíamos a força. Mais adiante, no mesmo caminho, outra pedra, dessa vez ainda maior. Aí, já não estava só, éramos dois; esperávamos mais alguém que viesse em nossa trilha, e somávamos três, e depois quatro, e depois cinco... e não deixávamos que as pedras criassem limos no meio do caminho. Já éramos multidão.

      Semeei amores, germinei afetos, escoei a chuva para não ser tempestade. Nunca tive tanto, mas o pouco que tive  dividia para ser muito mais. Talvez seja por isso que nunca me iludi com a ganância do vil metal.

Concurso Nordestino de Frevo premia compositores e apresenta canções vencedoras

setembro 09, 2021 Por Alexandre Morais Sem comentários

Foto: Arthur de Souza/Folha de Pernambuco

Da Folha de Pernambuco

   Na próxima terça-feira (14) é celebrado o Dia Nacional do Frevo, data em que a Fundação Joaquim Nabuco (Fundaj) promove festa para enaltecer a cultura popular do ritmo que arrasta multidões em Pernambuco, com a entrega dos prêmios aos vencedores do Concurso Nordestino do Frevo – ritmo revalidado como Patrimônio Cultural Imaterial pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan), no último 31 de agosto.
  A cerimônia está marcada para as 17h no Complexo Cultural Gilberto Freyre, em Casa Forte, Zona Norte do Recife. Canções inéditas premiadas pelo festival serão executadas pela orquestra do Maestro Duda, homenageado e diretor musical do certame, e pelo Coral Edgard Moraes. A transmissão da festa pode ser acompanhada pelo YouTube da Fundaj. 
  Pernambuco liderou o número de inscrições, com 256. A categoria que recebeu mais composições foi Frevo Canção (92), seguida por Frevo de Bloco de Frevo de Rua, com 79 cada, e o novo hino da Turma da Jaqueira Segurando o Talo, com 19 obras. Além das premiações em dinheiro, um álbum será produzido. Trechos das composições estão sendo publicados nas redes sociais da Fundaj.
  O evento vai revelar também os vencedores nas categorias “Melhor Arranjo” e “Melhor Intérprete”. Para Antonio Campos, presidente da Fundação, o dia será de homenagens ao “monumento imaterial que é o frevo”. 
  “Que forma melhor, senão prestigiando e fomentando o trabalho daqueles que, apaixonados, garantem sua existência? É compromisso da Fundaj a preservação do patrimônio do homem do Nordeste”, afirmou.

   Concurso Nordestino do Frevo 
  O Concurso Nordestino do Frevo foi lançado pela Diretoria de Memória, Educação Cultura e Arte (Dimeca) em fevereiro de 2021. Mais de 270 candidatos de sete estados do Nordeste inscreveram composições na disputa.

   Serviço
   Premiação do Concurso Nordestino do Frevo + Dia Nacional do Frevo
  Terça (14), 17h,   com transmissão no canal oficial da Fundaj, no YouTube

Ademar Rafael - Crônicas de Bem Viver

setembro 09, 2021 Por Alexandre Morais Sem comentários

 MALDADE EXTREMA

Ademar Rafael

   Cada dia que passa tenho clareza que é necessário nos apegarmos ao ser superior que devotamos nossa fé, no meu caso a Deus, para não cairmos na tentação de abrirmos nossa “caixa de maldades”. Somente com essa ajuda usaremos a magia do lado bom e justo dos seres humanos, a estrada do bem é feita sobre terreno acidentado.

  Fomos criados para praticar o bem, contudo, com nossas escolhas muitas vezes praticamos atos que envergonham qualquer pessoa de bom senso. Esta constatação ganha musculatura ao observamos o comportamento de alguns no decorrer de história. Atrocidades em tempos de guerra são jogadas debaixo do tapete do admissível em época de conflitos, mesmo que tais alegações não justifiquem tais práticas.

  Quero, no entanto, dedicar este texto para remeter nossa atenção e fazermos uma reflexão sobre os horrores narrados por Laurentino Gomes, nos volumes I e II da trilogia “Escravidão”, lançados em plena pandemia. O escritor paranaense, de forma lúdica havia publicado três livros sobre os fatos históricos de 1808, vinda da família real portuguesa para o Brasil; 1822, Independência do Brasil e 1889, Proclamação da República, deixa a leveza que caracteriza as obras anteriores para narrar atos e fatos, comprovados em suas pesquisas, que deslocam as pessoas que os praticam da categoria de “seres humanos”, para de animais com irracionalidade em excesso.

  Sem descer para escala de valor da individualização dos atos, as pessoas que tiverem acesso as obras terão contato com extenso leque de aberrações praticadas na captura, no transporte nos navios negreiros e na compra e venda de escravos. Tudo sob o olhar conivente de autoridades da época, inclusive vinculadas as religiões. As ideias do iluminismo, a mudança de lado dos ingleses – estritamente por interesse econômicos -, em nada reduzem o tamanho dos crimes praticados pelos países centrais e absorvidos pelos países do novo mundo.

Crônica publicada originalmente no Blog do Finfa

quarta-feira, 8 de setembro de 2021

setembro 08, 2021 Por Alexandre Morais Sem comentários


 

Cine São José agora conta com novos equipamentos digitais de áudio e som

setembro 08, 2021 Por Alexandre Morais Sem comentários


   Neste último final de semana foi concluída a instalação dos equipamentos adquiridos para o Cine São José, em Afogados da Ingazeira, pelo Governo de Pernambuco, por meio da Secretaria Estadual de Cultura (Secult-PE) e Fundação do Patrimônio Histórico e Artístico de Pernambuco (Fundarpe). A instalação foi feita por técnicos contratados pela Secult-PE/Fundarpe que instalaram equipamentos de projeção de cinema digital Full HD, associado à reprodução sonora digital 5.1. Com a iniciativa, a volta da programação permanente do equipamento cultural, agora completamente digital, está prevista para o dia 2 de outubro deste ano.

  Além da instalação dos equipamentos comprados pela Secult-PE, houve uma parceria entre a Fundação Cultural Senhor Bom Jesus dos Remédios, a Prefeitura de Afogados da Ingazeira e a Secretaria Estadual de Turismo e Lazer (Setur-PE) para a aquisição de um projetor 2k, que também foi instalado.

  A ação integra o Programa Cine de Rua, promovido pela Secult-PE, e é realizada numa parceria com a Prefeitura de Afogados da Ingazeira e a Fundação Cultural Senhor do Bom Jesus dos Remédios, responsável pelo cinema.

  “Por meio do Cine de Rua pretende-se criar as condições para a recuperação dos cinemas de rua remanescentes do estado, adaptando-os às novas tecnologias de projeção e promovendo a difusão e a circulação de obras audiovisuais contemporâneas, em sua programação”, detalha Silvana Meireles, secretária Executiva de Cultura de Pernambuco e coordenadora do Programa Cine de Rua.

  “Queremos que a Mostra Cinematográfica de Curtas Bora Pajeúzar, seja o evento de reabertura do Cine São José”, revela Nill Júnior, De acordo com Nill Júnior, diretor administrativo da Fundação Cultural Senhor Bom Jesus dos Remédios.

  CINE SÃO JOSÉ – O Cine São José é um patrimônio do município inaugurado em 1942, fechado em 1994 e reinaugurado no final de 2003. Pertence a Diocese de Afogados da Ingazeira, a quem a Fundação Cultural Senhor Bom Jesus dos Remédios é ligada, que possui um comodato com a Associação São José e conta com a parceria da prefeitura local.

  A existência dessa sala de cinema, uma das mais antigas no interior de Pernambuco, reflete a importância da cena audiovisual na região, com vários profissionais envolvidos na produção de obras e realização de mostras e festivais independentes, como a Mostra do Pajeú, já na sua 4ª edição. Em 2018 e 2019, a Secult-PE e a Fundarpe promoveram uma mostra do Festival Varilux de Cinema Francês.

  Em 2019, o cinema voltou a parar de funcionar porque os projetores de 35mm não tinham como operar, em virtude da falta dos filmes de película no mercado.

  PROGRAMA CINE DE RUA – Com os novos equipamentos, o Cine São José poderá ofertar diariamente, à população, uma grade que refletirá a nova produção dos cinemas pernambucano, nacional e estrangeiro. Entrará no grupo de salas de cinema que fazem parte hoje do Programa Cine de Rua, uma política estratégica de difusão do audiovisual pernambucano, coordenado pela Secult-PE.

  O programa prevê uma ação estruturada entre agentes culturais públicos coordenados com a sociedade civil. Uma intervenção que se dá em quatro frentes: a criação de uma rede de salas independentes, a formação de profissionais, o desenvolvimento de uma programação diversificada e a requalificação técnica dos cinemas.

Escutai, Mãe de Deus, minha oração

setembro 08, 2021 Por Alexandre Morais Sem comentários


Poema: Alexandre Morais
Indicação: Horácio Filho

Artes: Edgley Brito - veja mais clicando aqui
 
Protegei, Mãe de Deus, minha família,
Rende graças a cada um dos meus,
Te mantenhas, oh Mãe, sempre em vigília,
Intercedas por eles junto a Deus.
Peço muito e, assim, até abuso,
Mas preciso de luz quando conduzo,
De saber pra seguir meus condutores
E de ti pra manter nossa união.
Escutai, Mãe de Deus, minha oração.
Toquem fundo em teu peito os meus clamores.



Protegei, Mãe de Deus, os meus amigos
Os de fé, de trabalho e os de vida
Os que já te contêm em seus abrigos
E os que ainda te negam acolhida
Talvez estes nem tenham te negado
Talvez só não a tenham enxergado
Afinal, somos todos pecadores
Cedo ou tarde pedimos remissão
Escutai, Mãe de Deus, minha oração
Toquem fundo em teu peito os meus clamores



Protegei, Mãe de Deus, a humanidade
Tão carente do amor que gera a paz
Dai ao homem mais senso de humildade
Pra que o bem mostre ao mundo o bem que faz
Nossa terra, qual terra, é um jardim
Se alguns não o regam, mesmo assim
Do florir todos são merecedores
E ao dar flores também dás o perdão
Escutai, Mãe de Deus, minha oração
Toquem fundo em teu peito os meus clamores


Protegei, Mãe de Deus, também a mim
Que não sei caminhar sem companhia
Se de muitas andadas fui ao fim
Foi porque tu estavas como guia
Vinde sempre comigo aonde eu for
Tenho muitos caminhos a transpor
Pra que eu possa unir-me aos vencedores
Peço, oh Nossa Senhora, a tua mão
Escutai, Mãe de Deus, minha oração
Toquem fundo em teu peito os meus clamores

setembro 08, 2021 Por Alexandre Morais Sem comentários


 

segunda-feira, 6 de setembro de 2021

Programa Cantos & Contos na íntegra, com Alexandre Morais, Lindomar, Lucas e Marquinhos da Serrinha

setembro 06, 2021 Por Alexandre Morais Sem comentários

   O program Cantos & Contos, gravado em João Pessoa - PB e levado ao ar pela TV Correio / Rede Record, deste domingo (05/09/21) contou com as participações de Alexandre Morais, Lindomar Souza, Lucas Souza e Marquinhos da Serrinha. Pra quem não pode assistir ou quer assistir de novo, é só clicar aí abaixo. Foi lindo!



setembro 06, 2021 Por Alexsandro Acioly Sem comentários

Imagem/Divulgação

Vem aí o Concurso de Poesia Popular de São José do Egito – 2021.

Pode participar quem tenha nascido ou resida no Município de São José do Egito.

Cada participante pode inscrever até três poesias nos seguintes estilos:

 

Quadra

Sextilha

Setilha

Décima

Décima com o mote:  Valorizando a vida

                                Com amor e amizade

Soneto

 

Cada poesia concorre em duas categorias separadas: de 0 a 16 anos e de 16 anos sem limite de idade.

O julgamento é feito sem os julgadores saberem o nome do autor das poesias.

A premiação tem Certificados de Mérito, Troféus, prêmios em dinheiro, Placas comemorativas e a publicação de livro com as poesias mais bem classificadas.

Vamos lá, poetas: tirem suas poesias do juízo e da gaveta!

Inscrições: de 6 a 26 de setembro, exclusivamente pelo e-mail concursodepoesiasje@gmail.com