A última dessa sessão sobre Pinto

terça-feira, 18 de agosto de 2009

Pinto do Monteiro morreu com quase 100 anos. A citação é incerta porque o próprio Pinto contribuiu para tal. Os registros são de que ora dizia ter nascido em 1895, ora em 1896. Há também que o comparasse na idade com o parceiro Antonio Marinho, este nascido em 1887. O certo é que a Cascavel do Monteiro desencarnou em 1990. No dia 28 de novembro mais precisamente. No túmulo do poeta (foto) não há datas.

Ao fim das forças passou a conduzir um pandeiro. De tanto questionado, respondeu com versos. Um deles:

Ninguém deve ignorar
Porque Pinto do Monteiro
Largou de mão a viola
E passou a usar pandeiro
O volume é mais menor
E o pacote mais maneiro

Sobre outros cantadores, disse:

Com Saturnino Mandu
Eu não pude me sair
O velho meuteu-me a peia
Deu até o nó cair

Sobre Antonio Marinho: bom baião, boa toada, mas comigo ele encontrou tampa pro tabaqueiro.
Sobre Dimas Batista: nesse eu bati como quem bate em massa pra pão de ló.
Rogaciano Leite: um monstro.
Sobre quem foram os maiores cantadores: foi o sogro e foi o genro (AntonioMarinho e Lourival Batista). Mas não deixou de graça:

Já apanhei de Marinho
Porém foi só uma vez
Aqui mesmo em Umburana
No ano de vinte e seis
Mas agora dou no genro
Desconto o que o sogro fez

Sobre Jó Patriota: do meu tamanho mesmo só Marinho e Louro, o resto foi do tamanho desse aí.
Sobre João Furiba: nunca teve medo de apanhar.

E profetizou:

Quando os velhos morrerem
Os que ficam cantam bem
Duda passou de Marinho
Por mim não passa ninguém
Vou ficar para semente
Pra séculos sem fim, amém

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