O ébrio

segunda-feira, 14 de setembro de 2009

Há um ébrio aqui, parede-e-meia
Que o infortúnio lhe fez um sorteado
Descalço, sem pão, esfarrapado
Sendo o mais conhecido na cadeia
Chora, canta, soluça, palavreia
Pela voragem do vício deformado
Ninguém sente nem olha o desgraçado
Que por sorte desdita cambaleia
Vive fora de toda a humanidade
Caído às vezes nos bancos da cidade
Exposto à chuva, à frieza e ao mormaço
Enquanto tomba e tropeça sem alento
Este povo, de menos sentimento
Zomba e ri o tomando por palhaço
João Batista Siqueira - Cancão

0 comentários:

Postar um comentário

 
 
 
 
Template modificado por WMF-Mídia Design | (87) 9918-2640 / 9620-2552