Santa mesa de glosa

segunda-feira, 21 de setembro de 2009

De tão encantado com a Mesa de Glosas, aliás a primeira que eu fui de 13 já realizadas, fiz esses versos aí debaixo. Participaram os poetas Genildo Almeida (Pitu), Clécio Rimas, Adeval Soares, Genildo Santana, Felipe Amaral, Sebastião Dias, George Alves, Osvanildo Almeida, Albino Pereira, Josivaldo Rodrigues e Gonga Monteiro. Dedé intermediou. A APPTA realizou. Que os deuses de todas as crenças orquestrados pelo Deus da Poesia continue abençoando a todos.

Não lembro do que fazia
Pra perder por doze anos
Um dos mais sobre humanos

Banquetes da poesia
Postos à mesa se via
Onze apóstolos poetas
Servidos como profetas
Com pãos em forma de mote
Pra com o vinho do dote
Fazerem ceias completas
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Apóstolo em defesa
Dedé, fogo que não arde
Entitulou-se covarde
Por não sentar-se à mesa
Foi um gesto de nobreza
Onde a inspiração vadeia
Como o farol da lua cheia
Descendo em focos de luz
Era a presença de Jesus
Completando a santa ceia
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A cena maravilhosa
De minh’alma tomou conta
Pensei de cabeça tonta
É santa a mesa de glosa
O que poucos fazem na prosa
Sem que ninguém interfira
Cada escolhido tira
De arquivos celestiais
Fazendo-se imortais
Da cidade de Tabira
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Quem ver Sebastião Dias
Sem cantar e sem o pinho
Enxerga ali um adivinho
Pois são gênias as suas crias
Ele faz alegorias
Um Deus com ele conspira
Não há tema que lhe fira
Toda fala é glamorosa
É santa a mesa de glosa
Da cidade de Tabira
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Tiram lágrimas e risos
Os versos ricos de Gonga
Como um canto de araponga
Sobre a vida faz juízos
Com seus torpedos precisos
George Alves faz a mira
Aperta o dedo e atira
Mas a bala é carinhosa
É santa a mesa de glosa
Da cidade de Tabira
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De Genildo tinham dois
Um Almeida, outro Santana
Um tem alcunha de cana
Outro é além de depois
Entre porquês e apois
Todo mote os inspira
Quem não ver diz ser mentira
Quem ver diz: ôh noite honrosa
É santa a mesa de glosa
Da cidade de Tabira
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O Felipe abana a mão
Como tá cortando palma
Mas o verso sai da alma
Invade a imensidão
Albino do bigodão
Rima como quem se vira
No cão ou numa catira
Mas seu verso cheira a rosa
É santa a mesa de glosa
Da cidade de Tabira
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O poeta Clécio Rimas
Com bravura de herói
Pedra por pedra constrói
Um canteiro de obras primas
Nas fissuras passa limas
Toda aspereza tira
Se aperreia, mas não pira
Pra pintar, a tinta dosa
É santa a mesa de glosa
Da cidade de Tabira
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Josivaldo fala manso
Mas dá conta do recado
Tem um versejar pausado
Como curva de remanso
Osvanildo faz descanso
Enquanto o mote gira
Chegada sua vez suspira
Cruza a rima, o verso entrosa
É santa a mesa de glosa
Da cidade de Tabira
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Recrê em astros lunares
Ou começa a acreditar
Quem vê gente versejar
Igual Adeval Soares
Vai nas serras, vai nos mares
Vai no barro, na safira
No amor, na dor, na ira
Grita, chora, sofre e goza
É santa a mesa de glosa
Da cidade de Tabira

1 comentários:

Taiza Maria!! disse...

Já mandei esses versos pros meus amigos tudinho....
E esse que fala em Dedé eu to com vontade de mandar até pros intrigados!

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