O caçote lambe o chão...

terça-feira, 10 de novembro de 2009

Dia desses recebi de Verônica Sobral, de Tabira (PE), o mote “O caçote lambe o chão / Da cacimba que secou. O tema fora lançado numa comunidade do Orkut e pediam novos versos. Fiz um, mandei, depois outro, mandei... acabei fazendo seis. Deixo três aqui:


-


Quando a seca se espalha

Na paisagem sertaneja

Um bode triste bodeja

Pois o berro é sua fala

Quem pudesse transformá-la

Nos dizia: - ele berrou

Dizendo a vida mostrou

Que quando as águas se vão

O caçote lambe o chão

Da cacimba que secou


-


A campesina serena

Volta cedo do roçado

Expondo o corpo suado

Que o sol ressecou sem pena

Nasceu branca, tá morena

E com jeito que gostou

Diz o que alguém ensinou

- Aqui no nosso torrão

O caçote lambe o chão

Da cacimba que secou


-


Uma abelha voa perdida

Em busca de água e flor

Toda folha perde a cor

Gafanhoto perde a vida

Uma vaca recém parida

Do vivente que gerou

Lambe o beiço, diz eu dou

Com saliva a salvação

E o caçote lambe o chão

Da cacimba que secou

1 comentários:

Anônimo disse...

esse é nosso morais,inteligente,atencioso,competente e miuto educado.

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