Minha coluna no Jornal O Movimento - Edição de dezembro

sexta-feira, 25 de dezembro de 2009

Um soneto de Dedé Monteiro
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As Quatro Velas
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Quatro velas ardiam sobre a mesa

E falavam da vida e tudo mais.

A primeira, tristonha: - Eu sou a PAZ,

Mas o mundo não quer me ver acesa.
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A segunda em soluções desiguais:

- Sou a FÉ, mas é triste a minha empresa,

Nem de Deus se respeita a realeza.

Sou supérflua, meu fogo se desfaz.
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A terceira sussurra, já sem cor:

- Estou triste também, eu sou o AMOR,

Mas perdi o fulgor como vocês.
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Foi a vez da ESPERANÇA, a quarta vela:

- Não desiste ninguém, a vida é bela!

E acendeu novamente as outras três.
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Que tarde!

Excelente! Enchi os ouvidos e a alma ouvindo isto de não sei quantos iluminados que fizeram comigo o 2º Pajeú em Poesia, dia 06 passado. Alegria e emoção - não sei se mais um do que outro – povoaram o salão do começo ao fim. Os poetas tavam dum jeito que quem viu pela primeira vez disse que aquilo não era coisa de gente, não. E eu concordo. Concordo porque concordo com Chico Pedrosa, que diz que “pra ser poeta tem que ser doido e pro cabra ser doido tem que ter muito juízo”. A benção, mestre Chico!
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E Dedé Monteiro?

Esse aí passou da conta. Quando todo mundo pensa que é ele, aí ele deixa de ser ele e fica mais do que ele mesmo. Quem acredita que a inspiração é Divina quase que viu Deus pessoalmente ao lado de Dedé naquele dia. Se é possível destacar algo entre tudo o que ele fez, destaco o recital encenado do gigante soneto aí de cima. Minha reverência, poeta!
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Meu agradecimento a Zé Adalberto, Zé de Mariano, Genildo Santana, Gonga Monteiro, Dedé Monteiro, Chico Pedrosa, Diomedes Mariano, Sebastião Dias, ao público, aos apoiadores e aos que pegaram na rodilha pra fazermos o 2º Pajeú em Poesia.
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Pra ouvir

Renato Teixeira (Ao vivo no Auditório Ibirapuera) >>> Ney Gomes (Mundo batalhado) >>> Paulo Diniz (O talento) >>> Geraldo Amâncio (Humor na prosa e no verso) >>> Duas Leis (Os trabalhos e os dias).
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Pra ler

Uns sonetos e outros versos, de Genildo Santana, de Tabira, tão puro quanto poético. >>> Dom Francisco - O Profeta do Sertão, de Alessandro Palmeira, obra em que o título e o autor falam por si. >>> O Pequeno Príncipe, de Saint-Exupéry, antigo, mas necessário.
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Pra acessar
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Pra refletir

“Há homens tão obcecados pela prudência que, no afã de evitar pequenos erros, fazem de sua vida um erro permanente.” Arturo Graf, poeta italiano
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O abraço da coluna para toda equipe do Programa Matutando, levado ao ar pela Rádio Pajeú aos sábados, das 11h30 às 12h30. Bom que só danado, como a gente dizia pra evitar palavrão.
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Antes de terminar tem a de seu Lunga que chegou na bodega e perguntou: - Tem veneno pra rato? O cabra do balcão: - Tem. Vai levar? E seu Lunga: Não, vou trazer os ratos pra comer aqui!!!
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Recomeço
Que o Natal seja bom que só cheiro de chuva e que o ano novo seja rendoso que só leilão de igreja. E muita cultura e coisa e tal pra nós, né não?!?

1 comentários:

Anônimo disse...

Grande Soneto gostei muito, Dedé é um Genio, outra vez um grande jogador de Basquete disse Deus joga disfarçado de Michael Jordan, eu digo agora Deus é um poeta disfarçado de Dedé Monteiro.

Eryck Deynison

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