Diniz Vitorino saiu de nossas vistas

domingo, 6 de junho de 2010

Fátima Marcolino veio me dizer que o poeta de voz e versos fortes, de vocabulário arrojado, de extrema sensibilidade poética e social, sonetista gigante, Diniz Vitorino, mudou-se para o oriente eterno ontem pela manhã. Nascido em Monteiro (PB) viveu por muitos anos em Caruaru, onde tive o prazer de conhecê-lo. Foi, mas fica em obras como esta:
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A próxima viagem
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Aonde irei? Qual será o novo porto
Que terei para minhas aventuras?
Os abismos profundos do mar morto
Ou as rubras galáxias das alturas?
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O meu destino eu não sei, sei que, absorto
Rogo a Deus que perdoe minhas loucuras
E, com os dedos em riste, indique o horto
Para minhas passadas inseguras
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Seja ele como for subi-lo-ei
Se garranchos houver, os pisarei
Mesmo abrindo nos pés profundas chagas
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Vendo o sangue cair das faces lívidas
Me proponho a quitar todas as dívidas
Que na terra por mim não foram pagas

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