Um soneto de Diniz Vitorino

quinta-feira, 31 de março de 2011


O Pobre

Não há pobre tão mísero como o pobre
Muito rico, avarento e desalmado.
Que faz do peito um baú, esconde o cobre,
Nada em ouro, mas vive flagelado.

Subtrai dos vizinhos e não descobre
Que o tesouro quando é mal arranjado,
Gera status, porém não torna nobre
O espírito insensato e desonrado.

Velho enfermo, chegando ao fim da vida,
Chora vendo que a fortuna adquirida,
Não lhe pertence nem vai ao ataúde...

Deixa todos os bens materiais,
Cofres cheios de jóias, cabedais
E não leva um centavo de virtude.

* O poeta Diniz Vitorino nasceu em Monteiro, na Paraíba, em 1940. Faleceu em Caruaru, Pernambuco, em 2010.

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