De Afrodite ao Artesão

segunda-feira, 11 de abril de 2011

  Por Josi Nascimento
 
   Data da Grécia antiga os cuidados com a imagem, com o culto ao corpo, com o que se convencionou chamar de beleza estética.
   Nos tempos de antes, os meios eram primitivos, nada de bisturi, botox ou carboxiterapia, mas já se cultuava um corpo perfeito, de formas bem definidas, nem que para isto fosse preciso nascer da espuma gozosa amparada numa grande concha de madrepérola e assim, ter-se-ia muitas Afrodites.
   Na era de agora, temos exímios artesãos da beleza, pintores da alma personificada e artistas-plásticos da estética humana aperfeiçoada. Não são apenas médicos cirurgiões, especialistas em enfeitiçar os olhos de quem se depara com uma de suas muitas criações, são um resumo de todos esses outros artífices.
   Ontem, como hoje, o processo de lapidação da imagem estética, das correções useiras, de perfeição e uniformização das formas dada pelo artista à sua obra, faz a diferença em seu meio; dá vida a quem achava que já não mais tinha luz e devolve à sociedade uma jóia rara, devidamente esmerada.
   E você, que ainda não se sente parte do meio, que se esconde atrás de pudores plantados, medos impostos e valores obsoletos, saiba que, parafraseando o filósofo Samuel Butler, qualquer artista pode pintar um quadro, mas só o melhor arteiro fará dele um sucesso.
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