Roda de glosas

segunda-feira, 25 de julho de 2011

Dia desses, eu, Gonga Monteiro, Dudu Morais e Welington Rocha improvisamos uma Roda de Glosa, no Recanto da Poesia, aqui perto de Solidão, recepcionados por Roberta, Beta Pires e companhia. Os versos dos poetas, quando mandarem eu publico, mas os meus foram estes aí:

O dia se acorda cedo
Percorre longa jornada
Quando cansa da estrada
Se entrega à noite sem medo
Aí vem um novo enredo
Se ela for enluarada
Ou ao menos estrelada
Pra que algo lembre vida
A noite é luz falecida
Na cova da madrugada

Chega um e mim consola
Outro vem e me abraça
Mas na hora que ela passa
A saudade em mim se enrola
Boto um disco na vitrola
Pego uma água com gás
Boto uísque, boto mais
Bebo doses de rebanho
Só Deus sabe do tamanho
Da falta que ela me faz

Quando era novo e sem graça
Tinha medo de mulher
Ria de mim quem quiser
Todo homem isso passa
Mas um dia lá na praça
Apareceu minha bela
Que noite ruim foi aquela
Ir além não pude, mas
Deixei minhas digitais
Nas curvas do corpo dela

Ainda estão na parede
Meus mais fortes testemunhos
São dois tornos e dois punhos
Da minha cansada rede
Já bebi, mas tive sede
Tive fome, já comi
Fui inculto, mas já li
Fui ateu, mas tenho fé
E sinto saudade até
Das coisas que não vivi

Minha casa com Maria
Tinha tudo e mais um pouco
E agora só resta um louco
Recitando poesia
Foi embora a alegria
Em troca instalou-se a dor
Meu violão trovador
Desaprendeu toda clave
Agora só resta a chave
O rádio e o ventilador

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