NÓS DESTINOS

quinta-feira, 18 de agosto de 2011


Um soneto de Toinho de Triunfo.
Bonito, poeta!

Sou feliz por ser este nordestino
Hora gente, hora bicho na bravura,
Cada canto desse chão é meu destino,
Meu torrão e meu ninho de cultura.

Digo “oxente” e daí o que é que tem?
Meu “pru mode” é igual ao seu “porque”,
Quando indago “tá adonde?” isso é também
Irmão gêmeo, a cara do seu “cadê?”.

Meu cordão umbilical eu não aparto
Da placenta desta Terra feito um parto
Pra viver numa outra região...

Hoje digo com orgulho e com certeza
Que seria para mim grande tristeza
Se eu dissesse ao meu eu SOU DAQUI NÃO.

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