Conversa de Escritor

segunda-feira, 28 de novembro de 2011

     Passei o sábado (27) em Serra Talhada. Participamos do Conversa de Escritor - Do Pajeú para o mundo, uma idéia brotada na Jornada Literária Portal do Sertão, lá em Arcoverde, e encampanada na Capital do Xaxado pela Academia Serra-Talhadense de Letras, Fundação Casa da Cultura de Serra Talhada e Fundação Cultural Cabras de Lampião.
     Welington de Melo e Adriano Mascena falaram pra nós e depois ouviram de nós. À noite, lançamentos, música e recital na Concha Acústica.
      Coisa boa. Presenças de Itapetim, São José do Egito, Tuparetama, Tabira, Afogados da Ingazeira e Triunfo, além da anfitriã. Tirando o calor além da conta do lugar, trouxemos muito de positivo e já deixamos um segundo encontro marcado para o final de janeiro, em Tabira.
      Pra sentirem um pouco do que foi o encontro, deixo aí abaixo um verso de Lima Júnior, poeta radicado em Tuparetama, que está brindando o mercado com o livro Uma Cara de Poesia & Uma Coroa de Sonetos ou Cara & Coroa, pra simplificar, como ele diz.

Sonhando com amores na beira do mar

Nos mares da vida navego sem norte
Buscando o encanto dos sonhos que tive,
A certa esperança que em mim sobrevive
Põe-me à deriva, qual nauta da sorte.
Herói suicida da vida e da morte
Procurando um porto para ancorar,
E o mar caprichoso tentando afogar
As mágoas em mim, e meus sentimentos
Matéria intacta, alma em ferimentos
Em prantos de amores na beira do mar.

Não há quem de ruim não tenha bondade,
Não há quem de bom não tenha defeito,
Amor, que de tanto não caiba num peito
Ódio, que de pouco não gere maldade.
Não há como o cão, leal a amizade,
Nem como a mamãe para nos amar.
Mas há mais mistérios que eu possa afirmar,
Entre céu e terra, presente e futuro,
Instante que liga claro com escuro
Entre a flor da água e o fundo do mar.

Não há quem consiga medir a distância
Entre vida e morte, o céu e o inferno,
Nem mesmo a face do Deus que é Eterno
Já foi contemplada em qualquer circunstância.
Não há quem consiga guardar a fragrância
Que a planta do amor consegue exalar.
Mas há uma tribuna, que irá nos julgar
Dando ao bom o céu, e ao ruim o castigo,
É Deus separando o joio do trigo
Pra o banho da gloria nas águas do mar.

2 comentários:

Dalinha Catunda disse...

Olá Alexandre,
Passei no Besta-JBF- e vi sua postagem resolvi passar por aqui.
Parabéns pelas andanças culturais e pela postagem.
Vou pôr um link do seu blog no cordel de saia.
Meu abraço,
Dalinha

Anônimo disse...

Três parabéns, três abraços
Pras três menestréis da rima:
Alexandre, Irmã Clarice,
Que também entrou no clima,
E o poeta Lima Júnior
Cuja nota é lá em cima!

Dedé Monteiro

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