Glosando na estrada

domingo, 15 de janeiro de 2012

Dia 06 passado, a caminho de Tuparetama para participarmos da 12ª edição do Balaio Cultural, o poeta tabirense Eniel Alves apresentou este mote e eu fiz estes versos:



Quando o vaqueiro mudou-se
Para a casa do Senhor,
A hora do sol se por
Ficou feia, acinzentou-se.
O nó da corda afrouxou-se,
Ficou manso o marroeiro
E o cachorro companheiro
Junto da cova morreu
E o cavalo entristeceu
Com saudade do vaqueiro.

O rei da dor no seu trono
Não respeita bicho bruto,
Faz cavalo vestir luto
Com saudade do seu dono.
Vaqueiro, pobre colono,
Não deixa nada ao herdeiro,
Que seu cavalo primeiro
Lhe serviu, mas não foi seu
E o cavalo entristeceu
Com saudade do vaqueiro.

Imagem: http://cartuntivismo.blogspot.com/2010/08/carrocas.html

3 comentários:

Dalinha Catunda disse...

Sem glosar, mas com saudades.
Um abraço,
Dalinha
*
Quando o vaqueiro partiu
Minha dor doeu no peito
Com saudades do sujeito
Que minha vida floriu
Minha alegria sumiu,
E nesta situação
Olhando pro seu gibão
Eu renego meu destino
Pois meu maior desatino
Foi perder minha paixão.

Anônimo disse...

Caros poetas, Alexandre,Eniel e Dalinha,
Vocês escrevem como um pai que embala seu filho. Estou encantada com tão belos versos.
Que coisa mais linda!!

Abraços poéticos aqui de São Paulo.
Rosa Cleide Marques

Dalinha Catunda disse...

Rosa Cleide,
São palavras como as suas que nos incentivam a versejar com mais gosto a cada novo dia.
Beeeeijos

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