Moendo a cana e o verso

quinta-feira, 12 de janeiro de 2012

     Dia desses o amigo Batatinha convidou para inaugurarmos um tradicional engenho de madeira construído no Sítio Curral Velho ds Pedros, aqui em Afogados da Ingazeira. Como a idéia e o convite eram irrecusáveis, mesmo numa quarta-feira pela manhã, lá fomos eu, o poeta Diomedes Mariano, o blogueiro Mário Martins e o comerciante Geraldo Umbelino. 
     Acontece que o engenho não estava pronto ainda e seu César Azevedo, proprietário construtor do bendito, fez de tudo para tomarmos um copo de garapa. Na falta de burros mais burros, eu e Diomedes giramos a almanjarra, enquanto seu César, Batatinha e Geraldo passavam a cana na moenda e aparavam a garapa embaixo. Mário foi escalado pra rir da gente e bater as fotos.
      Por lá, na ida e na vinda, saíram outros versos, mas deixo esse aí:


Seu César teve a idéia

De fazer a grande obra

E agora cana não sobra

Nem vai lhe faltar platéia.

A abelha faz a colméia,

Tirando da natureza.

E seu César, com destreza,

Também tira da natura

Pra ver cana e rapadura

Adoçando a nossa mesa.

Seu César e sua obra

Diomedes Mariano girando e fazendo verso

E eu fazendo o inverso

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