CANCÃO POR ELE E POR OUTROS

segunda-feira, 9 de julho de 2012


Os poetas são iguais,
São todos de um só rebanho;
O que se julga incapaz
Não sabe do seu tamanho;
Têm o mesmo sentimento,
O mesmo deslumbramento,
Enxerga o mesmo horizonte,
Sente em si a mesma mágoa,
Que bebeu da mesma água,
Se banhou na mesma fonte

>> Cancão <<

Pelas trilhas dos versos divinais,
Percorreu mata rude, serrania;
Através do poder da poesia,
Transcendeu os poetas geniais.
Cachoeiras de rimas imortais
Inundaram baixada e grotilhão;
Pirilampos voando n’amplidão,
Foram lumes da sua realeza.
Cada rima, em favor da natureza,
Refletiu a grandeza de Cancão.

>> Marcos Passos <<

“Pra Cancão, esse gênio inigualável,
Era crime agredir a paz de um ninho.
Num jardim ou na orla do caminho,
Uma flor pequenina era intocável.
Do luar a pureza indecifrável.
Salpicava seus versos de beleza,
E o gorjeio infeliz de uma ave presa
Provocava-lhe a dor mais verdadeira.
Foi Cancão, João Batista de Siqueira,
Defensor imortal da natureza”.    

>> Dedé Monteiro <<

“A ave sublime do nosso sertão,
Deixou nosso bosque pra cantar no céu,
A sua doçura supera a do mel,
Nas suas estrofes, falou da amplidão.
O pássaro cativo chamado Cancão,
Foi gênio da serra que soube encantar;
Seus belos poemas parecem um pomar
De dúlcidos frutos da mãe natureza;
Nos seus paisagismos, refletiu grandeza
Da serra, do bosque, das vagas do mar”.     

>> Paulo Passos <<

Colaboração: Marcos Passos

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