De gigante pra gigante

terça-feira, 17 de julho de 2012


A POESIA SOLUÇA DE SAUDADE
SEM A VOZ DE RONALDO CUNHA LIMA
                               (ao poeta e professor Saulo Gomes)

Paraíba foi sempre o chão do brilho!
Mas perdeu, foi perdendo e ainda chora
Por “Augusto”, por “Pinto”, por “Asfora”,
“Dois Canhotos”, “Xudu” e “Jansen Filho”.
“Marcolino” a deixou fora do trilho:
Menos som, menos verso, menos rima...
Mas agora outra dor piora o clima,
Lança a gente nos braços da orfandade
E a poesia soluça de saudade
Sem a voz de Ronaldo Cunha Lima.

Ele foi tão completo e tão sem par
Que a tristeza da perda só se expande...
Chora Patos, Pombal, Campina Grande,
João Pessoa não para de chorar.
O retrato da dor que está no ar
Fere a alma do povo e o desanima...
Quem, no chão, sempre esteve lá em cima,
Hoje está lá em cima de verdade!
E a poesia soluça de saudade
Sem a voz de Ronaldo Cunha Lima.

Sua voz inda ecoa nos coretos,
Nas tribunas, nos palcos, no senado...
Defendendo o pequeno desprezado
Que estraçalha o viver na dor dos guetos...
Seus poemas, seus livros, seus sonetos,
Cuja força do amor nos aproxima,
São emblemas reais de uma obra-prima
Que ele deixa pra toda eternidade!
E a poesia soluça de saudade
Sem a voz de Ronaldo Cunha Lima.

Dedé Monteiro - Tabira, 16/07/2012

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