Um pouco sobre Theotonio

sábado, 6 de julho de 2013



Theotonio Freire, homem dedicado às letras, é um dos mais atuantes intelectuais do seu tempo no Recife. Era a capital de Pernambuco então uma cidade efervescente. A  Faculdade de Direito, a presença de vários e diversificados jornais, o movimento Abolicionista que toma corpo, os espetáculos musicais e festas cívicas realizados no Teatro de Santa Isabel, o encaminhamento da Nação em direção da República, criam um ambiente propício à agitação intelectual e política.

Neste cenário, Theotonio Freire se mostra um espírito participante e corajoso, sempre atento aos acontecimentos literários e políticos: foi crítico, jornalista, enquanto exercia, segundo dizem, a função de funcionário do Hospital Militar de Pernambuco. De sua atenção aos acontecimentos da cidade dão testemunho suas Cartas a Pollux, correspondência imaginária de Castor, seu pseudônimo, a um amigo também inventado, estes pseudônimos remetendo aos gêmeos da mitologia, filhos de Júpiter e de Leda. Essas Cartas são um documento interessante, vivo, muitas vezes irônicos, satíricos, engraçados, sobre acontecimentos referentes à vida e sobretudo à política na cidade do Recife e no País.

Sua obra poética tem como temas principais o amor e a Pátria.A lírica amorosa, que canta igualmente o amor idealizado e a sensualidade, em nada fica a dever aos melhores poemas publicados na época. A produção de inspiração patriótica é marcada por um nacionalismo acentuado, que exalta as belezas do país e o valor de sua gente. Os romances, escritos com um estilo vigoroso, têm a influência de uma certa literatura então em moda, de inspiração realista e herdeira de cientificismo. Mas um livro como Passionario, por exemplo, pode ser lido com interesse e prazer mesmo nos dias de hoje.

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