Um soneto

sábado, 6 de julho de 2013



 Crença

Quanta doçura, quanta, no teu riso,
E quanto amor no teu olhar bendito!
Um, que promete dar-me o paraíso,
Outro, que ensina a estrada do infinito.

E nem eu creio mais em ser maldito
E nem descreio que haja céu. Diviso
No teu amor celeste todo o rito
Divino e creio, pois de crer preciso...

Creio que tu, imácula criatura,
És meiga e santa e inviolada e casta,
Virgem serena de alma branca e pura.

E que me adoras, creio. E nisto crendo,
Penso que vens do céu, e tanto basta
Para pensar em Deus, se estou te vendo.

< Theotonio Freire >

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