Uns versos sobre Silvino

domingo, 21 de julho de 2013

 
Imagens copiadas do Jornal da Besta Fubana

Foi André Vasconcelos, lá de Triunfo, que ligou dizendo que uma equipe da TV Brasil estava no Pajeú gravando uma reportagem sobe o cangaço com foco em Antonio Silvino. Eu disse: boa! Aí ele disse que tava vindo pra Afogados e queria apresentar a poesia para a equipe da produção. Eu disse: pois, não! Fiz estes versos aí, mostrei pra eles e acabei gravando todos. O que vai sair na reportagem e quando vai ser a exibição eu ainda tô pra saber. Por enquanto, vamos ver os versos por aqui:




A história do cangaço
Não se escreve sem Silvino
Que marcou o seu destino
Com um rifle junto ao braço
A sua arma de aço
Era a caneta do agouro
Que escrevia a cada estouro
Um mais sangrento capítulo
O que lhe rendeu o título
Silvino, Rifle de Ouro

Foi no sobrado da Serra
Da Colônia que nasceu
E ali mesmo entendeu
Que o sertão vivia em guerra
Pela honra e pela terra
No cangaço se embrenhou
Procurando que matou
Seu pai e maior guerreiro
Morreu sem ser cangaceiro
E essa morte não vingou

Também ganhou a alcunha
“Cangaceiro social”
Por defender a moral
Pela forma que se opunha
A história é testemunha
Que só fez oposição
Ao Estado porque não
Aceitava os coronéis
E se fez pra seu fiéis
“Governador do sertão”

Foi para Graciliano
Um homem de qualidades
Despegado às vaidades
E de forte senso humano
Lins do Rego, um quase mano
Também lhe rendeu memoria
E de uma vida inglória
Foi mais tempo prisioneiro
Do que mesmo cangaceiro
Só lhe restando a história


< Alexandre Morais, 13/07/13 >

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