Glosas do Danizete

segunda-feira, 30 de setembro de 2013



Danizete Siqueira não foi à Mesa de Glosas de Tabira (mora em Recife), mas pegou os alguns motes lançados, fez suas glosas e mandou para gente.
 
Fica difícil entender
Por que está sendo comum
Neste século vinte e um
Tanta seca aparecer
E ninguém nada fazer
Pra mudar nosso Sertão
Será discriminação?
Sendo assim ninguém tolera
ESTAMOS VOLTANDO À ERA
DA CACIMBA E CACIMBÃO.

Não digo que ela é devassa
Porque lhe tenho respeito
Mesmo eu não tenho o direito
De atacar ninguém de graça
Mas toda vez que ela passa
Provocando, eu digo a ela
És o texto eu, a panela
Seu fogo dar com meu gás
ELA É FOGOSA DEMAIS
MAS EU BAIXO O FOGO DELA.

Eu nasci pra ser roceiro
Nesse Sertão causticante
E do solo Bandeirante
Não vou sentir nem o cheiro
Vou morrer pajeuzeiro
Cultivando horta e pomar
E posso até viajar
Sequestrado ou foragido
SOU CATINGUEIRO ASSUMIDO
E A CAATINGA É MEU LUGAR.

Na feira do troca-troca
Nunca perdi pra ninguém
Troquei alpiste em xerém
Inhame por mandioca
Um cuscuz por tapioca
Um sabiá num sofreu
E um pavão que mãe me deu
Num pato e numa perua
EU TROCO O BRILHO DA LUA
NUM SIMPLES SORRISO TEU.

Danizete Siqueira de Lima – Recife (PE), 28/09/2013.

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