
Foto: Julia Ju / Anadolu via AFP
Do Canal Meio
O mau resultado no primeiro turno das eleições, no qual chegou atrás do senador Flávio Bolsonaro (PL) e as críticas a figuras de proa do governo fizeram o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) decidiu fazer mudanças no comando de sua campanha à reeleição. As reclamações atingem o presidente do PT, Edinho Silva, e a primeira dama, Janja, mas também o próprio presidente. Segundo Tatiana Farah, o comando será dividido em três frentes: os ex-ministros Camilo Santana e Rui Costa vão assumir, respectivamente, a coordenação política e a agenda de Lula, enquanto o governador do Piauí, Rafael Fonteles, cuidará da comunicação. Lula reconheceu que sua campanha teve desempenho abaixo do esperado e criticou a falta de organização do partido no primeiro turno. Em reunião com parlamentares, Lula afirmou que esta foi a campanha “menos organizada” de que participou desde 1989, quando disputou a Presidência pela primeira vez. (UOL)
Lula também admitiu que resiste a ampliar sua participação nas redes sociais, apesar da pressão de integrantes da campanha para reforçar sua presença digital no segundo turno da eleição presidencial. Após o resultado do primeiro turno, a campanha passou a discutir a criação de uma força-tarefa digital. (g1)
No marketing, Sidônio Palmeira e Raul Rabelo seguem titulares e João Santana nunca foi sequer cogitado, conta Guilherme Amado. Mas o presidente deve passar a ouvir mais os marqueteiros e focar menos em seu legado e mais em mudanças para o futuro. (Amado Mundo)
A campanha de Lula vai intensificar os ataques a Flávio Bolsonaro como parte de uma estratégia para alertar para as consequências de uma eventual vitória do filho do ex-presidente Jair Bolsonaro, a fim de ampliar sua rejeição no segundo turno. O principal alvo serão as declarações de Flávio sobre mudanças na Constituição, que o PT pretende associar a ameaças aos direitos sociais e trabalhistas e à independência do Supremo Tribunal Federal (STF). A ofensiva será concentrada nas redes sociais, com vídeos e publicações de parlamentares eleitos e influenciadores digitais. Paralelamente, o PT discute apresentar propostas próprias para o Judiciário. O vice-presidente Geraldo Alckmin defendeu o envio de uma reforma ao Congresso antes do segundo turno. Entre as medidas em discussão está a criação de mandatos para ministros de tribunais superiores. (Globo)
O mea culpa de Lula não foi capaz de arrefecer as críticas à condução da campanha. A ex-senadora Kátia Abreu, coordenadora da campanha de Lula (PT) no Tocantins, criticou o protagonismo da primeira-dama Janja da Silva na disputa pela reeleição do presidente e defendeu maior participação do vice-presidente Geraldo Alckmin (PSB). “A primeira-dama está ocupando um espaço maior do que o vice-presidente”, afirmou. (g1)
Janja não gostou. Por nota, a assessoria da primeira-dama afirmou que ela continuará participando da campanha de reeleição de Lula, com o respaldo do próprio presidente. “Independente do que falem, Janja seguirá na campanha. Sua participação é legítima e sempre respaldada pelo presidente Lula. O objetivo de todos os envolvidos é um só: reeleger o presidente!”, afirmou o gabinete em nota. (CNN Brasil)
Pedro Doria: “O segundo turno vai ser decidido por um eleitor que não tem lado, já mudou de candidato duas vezes desde agosto e não se sente em dívida com governo nenhum. É esse brasileiro que Lula e Flávio Bolsonaro ainda não conseguiram entender nem conquistar”. A análise no Ponto de Partida. (Meio)