quinta-feira, 17 de outubro de 2019

Cida Pedrosa lança livro em seu aniversário

outubro 17, 2019 Por Alexandre Morais Sem comentários


   “Você que vem, venha com tempo e ouvido atento, que a viagem é em distância e fundura”, convida o prefácio do livro Solo para vialejo, da poeta Cida Pedrosa, editado pela Cepe. Em 128 páginas, um longo poema épico-lírico se inicia versando sobre um percurso que segue do litoral para o Sertão. Foi lá, mais precisamente em Bodocó, que Cida nasceu. Mas será no Recife, dia 18 de outubro, que ela celebrará seu aniversário com o lançamento da nova obra, na Venda Bom Jesus, às 19h. Durante o lançamento, as cordelistas Susana Moraes e Mariane Bigio farão leitura de trechos do livro. Haverá ainda apresentação do projeto Jazz na Venda, com repertório voltado para o blues.
    “Cida Pedrosa, esta mulher que sabemos multidão, poeta de palavra-labareda, é quem nos leva pela língua à infância da nossa história, Terra Brasilis, sangue e seiva, suas cores, seus ritmos, e, em cores e ritmos, suas extraordinárias mestiçagens”, continua poeticamente o prefácio assinado pela poeta, ensaísta, crítica e cronista paulista Mariana Ianelli.
   A viagem de retorno às memórias da escritora recorda a diáspora do negros e negras, índios e índias, homens e mulheres oprimidos que saíram do litoral para o Sertão após a devastadora chegada dos brancos. “Ao celebrar e refletir esse período, faço um link sobre a música sertaneja e o blues”, revela Cida. Na jornada são descritos o clima, a fauna e a flora, a geografia do caminho, cheiros, sabores e sons que viajam a uma distância tão longa quanto o Sertão do litoral, e também tão profunda quanto a busca pela própria identidade. “É uma narrativa fragmentada, assim como são as nossas memórias. Ninguém se lembra do percurso da vida de forma linear. Tem horas que é pura biografia e tem outras que é pura ficção”, revela Cida.
   Referências estéticas da poesia moderna, da cultura pop - Bob Dylan, Caetano Veloso - se misturam aos campos de algodão, por exemplo, que aparecem exibindo a dureza do trabalho de plantio e colheita e a memória afetiva desse cenário. “Pode-se afirmar que o poema é todo construído a partir de tensionamentos que assumem diversas configurações: entre o individual e o comunitário, entre racional e o afetivo, e, naturalmente, entre o lírico e o épico. A tensão entre as memórias pessoais e as coletivas funciona como um pêndulo entre o “dentro” e o “fora”, entre o que pertence ao domínio da memória afetiva do indivíduo e o que está fincado numa memória cultural compartilhada”, diz o editor da Cepe, Wellington de Melo, em texto presente no livro.
    O vialejo - como é chamada a gaita no interior - foi o instrumento que Cida ganhou do pai na infância mas nunca tocou. A música negra perpassa a poesia juntando o blues aos ritmos sertanejos. “O baião é negro, o xote é negro. Havia bandas de blues nos anos 1940 em Petrolina, São José do Egito, Bodocó...”, garante Cida, que continua tentando tocar a gaita. “Nunca aprendi a tocar. Tento aprender e não consigo”. O poema, no entanto, sugere que ela ainda o pode fazer a qualquer momento, ou que sempre o fez. “A jornada é circular, não há um ponto de chegada, apenas a percepção que a identidade se encontra no próprio ato de resistir/existir”, completa Wellington.


“(...) serra talhada talha o verso pajeuzeiro
serra talhada é telha tinhosa que divide sertões
ao nordeste espraia-se são josé do
egito uma trilha para o verso a veia
e a velocidade da métrica para as
rimas rubras vindas de outros mares
mouros murmuradas e lamentadas
em violas serra talhada berço
de virgulino aquele pardo que se
fez povo poder e pária migrou do
campo de algodão para o campo
de batalha se fez punhal e fé escuridão
e facho quimerou ser tapera
para marias e dadás banidos
de todos os gêneros e negros sem


destino se fez corisco e cascavel se
fez imagem e
imaginário
imaginário
imaginário(...)


(...) te encontro me encontro
te encontro me
encontro
te
encontro
no vialejo azul que ganhei do meu pai quando
menina e nunca aprendi a tocar
na canção
azul
na flor
azul
no anjo
azul

na borboleta
azul
na flor árida
e azul
me encontro e te encontro
no ser
ser tão assim
sertão


e só (...)”

domingo, 18 de agosto de 2019

agosto 18, 2019 Por Alexandre Morais Sem comentários
Por André Luis
https://i2.wp.com/nilljunior.com.br/wp-content/uploads/2019/08/museu3.jpeg 
Com a participação das turmas do pré 1 e 2 do CEI Maria Genedi Magalhães, terminou na tarde desta sexta-feira (16), o projeto Nem Meu, Nem Seu: Museu, idealizado pelo poeta e produtor cultural Alexandre Morais e pela Fundação Cultural Senhor Bom Jesus dos Remédios, mantenedora do Museu do Rádio, do Cine Teatro São José e da Rádio Pajeú – primeira emissora de rádio do Sertão Pernambucano, inaugurada em 04 de outubro de 1959, com incentivo do Funcultura e apoio da Prefeitura de Afogados da Ingazeira, através da Secretaria Municipal de Educação.
   Turmas do ensino básico ao ensino médio, EJA, ensino técnico e universitários, de 28 instituições, entres escolas públicas e privadas, urbanas e rurais, IFPE, Fasp e centros comunitários, além de sócios contribuintes da Fundação Cultural Senhor Bom Jesus dos Remédios puderam conhecer a história do rádio no Brasil, o nascimento da Rádio Pajeú e o acervo de rádios antigos, peças e equipamentos usados pela emissora, como por exemplo os primeiros transmissores, a primeira mesa de som e o histórico microfone usado por autoridades e repórteres durante a inauguração da barragem de Brotas.

   Uma verdadeira aula de história, daquelas que não são contadas em livros escolares. Surpreendeu o número de pessoas que não tinham o conhecimento da existência do museu.
   Através do projeto, os visitantes puderam ver como a história da Rádio Pajeú se funde com a história de Afogados da Ingazeira. Ficaram sabendo, por exemplo, que os responsáveis pela criação do hino do município são dois nomes que fizeram parte dos desbravadores do rádio no Sertão: Waldecy Menezes e Dinamérico Lopes, nomes fundamentais na história da Rádio Pajeú.
   Os números do projeto são impressionantes. Foram 52 turmas nos horários da manhã, tarde e noite, do ensino básico ao ensino médio, seguindo pelo EJA, ensino técnico e universitário, de 28 instituições atendidas, entres escolas públicas e privadas, urbanas e rurais, IFPE, Fasp e centros comunitários, além de sócios contribuintes da Fundação Cultural Senhor Bom Jesus dos Remédios. Cerca de 2.500 visitantes, 52 palestras e apresentações.
   O projeto se dividia em dois momentos. No primeiro era feita uma visita monitorada, onde era contada a história da Rádio Pajeú e de seus personagens com a apresentação do acervo e explicação de como funcionavam algumas das peças antigas. Nessa parte se dividiram o diretor da Rádio Pajeú, jornalista e radialista, Nill Júnior, o poeta e produtor cultural, Alexandre Morais e o jornalista e radialista André Luis.

   Em outro momento os visitantes se encontravam com personalidades que fazem a história no município nos dias atuais. Pessoas que direta ou indiretamente em algum momento de suas vidas foram influenciadas pela radiodifusão. Psicólogos, poetas, escritores, radialistas, repentistas, ilustradores, artistas plásticos, músicos, poetisas, professores, cantores, recreadores, contadores de histórias, cantores, historiadores e cineastas, contaram um pouco de suas histórias e apresentaram os seus trabalhos.
   Participaram nomes como Alessandro Palmeira (psicólogo, poeta e escritor), Celso Brandão (radialista, poeta e escritor), Diomedes Mariano (poeta repentista), Edgley Brito (ilustrador e artista plástico), Edierck José (músico e artista plástico), Edinho Oliveira (músico), Elenilda Amaral (professora, radialista e poetisa), Gustavo Pinheiro (músico e cantor), João Thiago (pintor), Josimar Alves (músico), Jussara Rodrigues (recreadora infantil), Lindomar Souza (músico e cantor), Luciano Pires (artista plástico), Milsinho (músico), Milton Oliveira (Escritor e historiador), Ney Gomes (músico, cantor e radialista), Nill Júnior (radialista), Renan Gadelha (músico e cantor), Sandra Maria (contadora de histórias), Wellington Rocha (poeta e radialista) e William Tenório (cineasta e historiador).

sexta-feira, 2 de agosto de 2019

Literatura no cinema

agosto 02, 2019 Por Alexandre Morais Sem comentários


O poeta Alexandre Morais lança duas obras, hoje à noite, no Cine São José, em Afogados da Ingazeira. A primeira é uma reedição do cordel Afogados da Ingazeira, uma cidade que nasceu do amor, que foi ampliado e ganhou capa colorida em sua terceira edição. A outra é uma produção em conjunto com os poetas Genildo Santana e Zé Adalberto. Também em versos de cordel, o livro traz as biografias de Patativa do Assaré, Luiz Gonzaga e Catullo da Paixão Cearense. Ambos tem ilustrações de Edgley Brito.
Os lançamentos integram a programação de abertura do projeto de leitura da Escola Municipal Professora Gizelda Simões, que tem como tema Ler bem para escrever melhor: conhecendo nossa história, valorizando nossas raízes. As atividades começam às 18h30 e vão envolver apresentações dos alunos, da Banda Bernardo Delvanir e do Balé Expressart, com participações de Wellington Rocha, Elenilda Amaral, Lindomar Souza, Lucinha Amaral, Gustavo Pinheiro e Leandro do Acordeon.

Serviço:
Projeto Ler bem para escrever melhor: conhecendo nossa história, valorizando nossas raízes
Data: 02/08/19
Início: 18h30
Local: Cine São José, Af. da Ingazeira
Entrada franca

quarta-feira, 17 de julho de 2019

julho 17, 2019 Por Alexsandro Acioly Sem comentários
Imagem/Divulgação


PROGRAMAÇÃO:



18/07 - Quinta-feira


14h - Oficina de xilogravura sustentável com Felipe Jr. e oficina de estêncil com Mariane Alves

16h - Abertura da exposição "Pelos Sertões", do artista Marcos Pê

17h - Diálogo "Os Caminhos da Poesia na Região do Pajeú", com Antônio José de Lima e Antônio Marinho

18h - Mesa Literatura e educação: propostas, concepções e experiências, com Alessandra Ramalho, aparecida Izídio e Eduarda Simone.

19h - Recital Infantil da Ingazeira, com Ingrid Laís, Islany Maria e Jayne Marília

19h15 - Recital Infância Rimada

19h45 - Aboio com Paulo Barba e Jairinho aboiador

20h - Mesa de Glosas com Alexandre Morais (Afogados da Ingazeira), Gislândio Araújo (Brejinho), Lima Jr. (Tuparetama), Lucas Rafael (São José do Egito), Milene Augusto (Solidão), Zé Carlos do Pajeú (Tabira)



19/07 - Sexta-feira


14h - Oficina de xilogravura com Jefferson Campos e oficina estêncil com Mariane Alves

16h - Contação de histórias sobre o livro "Dianimal" (Cepe Editora) com Alexandre Revoredo  

17h - Roda de diálogos com o conselho editorial da Cepe

18h - Mesa da revista Continente (Cepe) sobre mulheres poetas do Pajeú com Isabelly Moreira, representantes do Coletivo Pantim, Sara Cristóvão e Simone Passos

19h - Apresentação da dupla de violeiros Adelmo Aguiar e Denilson Nunes

20h - Mesa de Glosas com Anderson Brito (Tabira), Francisca Araújo (Iguaracy), Genildo Santana (Tabira), Lenelson Piancó (Itapetim), Wellington Rocha (Afogados da Ingazeira), Thiago Gomes (Afogados da Ingazeira)



20/07 - Sábado


16h - Contação de histórias do livro "Uma Festa na Floresta" (Cepe Editora), com Suzana Moraes

17h - Palestra Xucurú: a raiz-forte da poesia do Vale do Pajeú, com Lindoaldo Campos

18h - Mesa Manoel Filó: o poeta de todos os lugares, com Ciro Filó, Ricardo Moura e Jorge Filó

19h - Lançamento do livro Concurso de Poesia Popular de São José do Egito - Poesias Premiadas - Volume 1 - Vinícius Gregório e Lindoaldo Campos

20h - Mesa de Glosas com Aldo Neves (Tuparetama), Elenilda Amaral (Afogados da Ingazeira), Erivoneide Amaral (Afogados da Ingazeira), Henrique Brandão (Serra Talhada), Zé Adalberto (Itapetim), Zezé Neto (São José do Egito)
 








quinta-feira, 11 de julho de 2019

julho 11, 2019 Por Alexsandro Acioly Sem comentários
Imagem/Divulgação


Imagem/Divulgação

quarta-feira, 10 de julho de 2019

Missa do Vaqueiro 2019

julho 10, 2019 Por Alexandre Morais Sem comentários
   E vai ter missa, sim! Será a 49ª edição da Missa do Vaqueiro de Serrita - PE. O evento ainda marca os 30 anos de morte de Luiz Gonzaga e Padre João Câncio, idealizadores da missa. Outro pioneiro foi o poeta Pedro Bandeira, que vai estar na missa, no dia 28.

Cepe Editora anuncia primeira edição da Feira da Poesia Popular do Pajeú

julho 10, 2019 Por Alexandre Morais Sem comentários

O poeta Dedé Monteiro, um dos homenageados pela programação / Foto: Jan Ribeiro/Secult-PE/Divulgação
O poeta Dedé Monteiro, um dos homenageados pela programação

Foto: Jan Ribeiro/Secult-PE/Divulgação



   Quem conhece um pouco sobre a poesia popular nordestina sabe da fama da região do Pajeú como berço de poetas. Para dar visibilidade a essa tradição, a Cepe Editora anunciou na terça (9), em coletiva de imprensa, a criação a Feira da Poesia Popular do Pajeú, que vai acontecer no centro de São José do Egito entre os dias 18 e 20 de julho. Na programação, a ideia é trazer lançamentos, debates, mesas de glosa e atrações musicais.
   O evento vai acontecer no mesmo período da Festa Universitária de São José do Egito. A primeira edição da feira literária vai homenagear dois nomes fundamentais da região: os poetas Manoel Filó (1959-2015) e Dedé Monteiro, Patrimônio Vivo de Pernambuco. Todas as atividades são gratuitas.
   Segundo Ricardo Leitão, presidente da Cepe Editora, a empresa vem trabalhando com a produção de feiras segmentadas, de olho em diversos público. A primeira delas, lançada no ano passado, foi a Feira da Literatura Infantil (Flitin). “ A poesia popular e o cordel são expressões muito fortes no Nordeste, e o Sertão do Pajeú é um centro disso”, comenta o gestor. O orçamento da feira é de R$ 150 mil.
   O evento prevê debates sobre a tradição da poesia do Pajeú, pensando a história da poesia popular na região, a relação com a educação e a participação feminina, entre outros assuntos. Todos os dias da feira são marcados também por mesas de glosas, desafios em que vários convidados improvisam a partir de motes. Além do lançamento do livro Concurso de Poesia Popular de São José do Egito – Poesia Premiadas, a programação traz contação de histórias, estandes e recitais.
   Um dos destaques é oficina de xilogravura, uma forma de incentivar o ofício, que tem se tornado mais raro mesmo em uma região de forte tradição cordelista. “Com a diminuição de publicações, os xilogravuristas foram sumindo por lá. Hoje só tem um”, explica Leitão. Outro projeto é o de publicar o resultado das mesas de glosa em livro. A Cepe também está incentivando a criação de um conselho editorial da região que vai poder escolher anualmente três livros a serem lançados, sempre dentro da Festa de Louro, que acontece em janeiro em homenagem a Lourival Batista, o Louro do Pajeú.
   Para o secretário de Cultura de São José do Egito, Henrique Marinho, o momento é importante para tentar eternizar as tradições da região. “A poesia popular de Pajeú é estudada fora daqui, na França. Essa feira vai ser o pontapé para que a gente consiga mostrar a produção da região em todas as suas formas, com glosa, cordel, aboio e mais”, comenta.

PROGRAMAÇÃO

18/07 - Quinta-feira
14h - Oficina de xilogravura sustentável e oficina de estêncil
16h - Abertura da exposição Pelos Sertões, do artista Marcos Pê
17h - Diálogo Os caminhos da poesia na região do Pajeú, com Antônio José de Lima e Antônio Marinho 
18h - Mesa Literatura e Educação: propostas, concepções e experiências, com Alessandra Ramalho, Aparecida Izídio e Eduarda Simone
19h - Recital infantil da Ingazeira, com Ingrid Laís, Islany Maria e Jayne Marília
19h15 - Recital Infância Rimada
19h45 - Aboio com Paulo Barba e Jairinho Aboiador
20h - Mesa de Glosas com Alexandre Morais (Afogados da Ingazeira), Gislândio Araújo (Brejinho), Lima Jr. (Tuparetama), Lucas Rafael (São José do Egito), Milene Augusto (Solidão), Zé Carlos do Pajeú (Tabira)
21h30 - Forró Rimado

19/07 - Sexta-feira
8h - Oficina de xilogravura e oficina de estêncil 
16h - Contação de histórias sobre o livro Dianimal (Cepe Editora) com Alexandre Revoredo
17h - Roda de diálogos com o conselho editorial da Cepe
18h - Mesa da Revista Continente (Cepe) sobre Mulheres poetas do Pajeú 
19h - Apresentação da dupla de violeiros Adelmo Aguiar e Denilson Nunes
20h - Mesa de Glosas com Anderson Brito (Tabira), Francisca Araújo (Iguaracy), Genildo Santana (Tabira), Lenelson Piocó (Itapetim), Wellington Rocha (Afogados da Ingazeira)

20/07 - Sábado
8h - Oficina de estêncil
16h - Contação de histórias do livro Uma festa na floresta (Cepe Editora), com Suzana Moraes 
17h - Palestra Xucuru: a raiz-forte da poesia do Vale do Pajeú, com Lindoaldo Campos
18h - Mesa Manoel Filó: o poeta de todos os lugares, com Ciro Filó, Ricardo Moura e Jorge Filó
19h - Lançamento do livro Concurso de Poesia Popular de São José do Egito - Poesias Premiadas - Volume 1 
20h - Mesa de Glosas com Aldo Neves (Tuparetama), Elenilda Amaral (Afogados da Ingazeira), Erivoneide Amaral (Afogados da Ingazeira), Henrique Brandão (Serra Talhada), Zé Adalberto (Itapetim), Zezé Neto (São José do Egito)

Texto e foto copiadas de: www.jc.com.br

julho 10, 2019 Por Alexandre Morais Sem comentários