Ô abre alas

segunda-feira, 26 de setembro de 2011


A cantora Maria Dapaz está concorrendo ao troféu “Os Melhores da Música de Pernambuco” com o CD " Ô Abre Alas " na categoria "Melhor CD de Música de Carnaval" de 2011 pela Acinpe (Associação dos cantores e intérpretes de Pernambuco).

Para conhecer e votar, acesse:

www.trofeuacinpe2011.blogspot.com
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"HERROS DA PULIÇA!"

Enviado por Aristeu Bezerra
Depois das "Pérolas do ENEM agora vamos rir das "Pérolas da Puliça". Tal anedotário é obra de um Tenente Coronel da PM, que recentemente expôs o conteúdo de seu livro no Programa do Jô Soares, informando que todas as frases foram originalmente coletadas dos livros e relatórios de registro policial.
Alguns erros notórios escritos por policiais em ocorrências:

'Senhor delegado, deu entrada no Pronto-Socorro Municipal o cidadão,vítima de gargalhada'. 'Gargalhada' no peito, no rosto e nas costas. Segue anexo um 'gargalho' de garrafa.'

(Por acaso não seria : GARGALO !??)


'O veículo, durante o acidente, teve amassamento no pára- choques e nos pára-lamas dianteiros, sendo quem não pudemos colher melhores dados, devido à vítima haver fugido a 'galope.'

(Era um atropelamento de cavalo ?).


'O condutor foi preso em flagrante por estar dirigindo em velocidade 'incombatível' com o local.'

(O que pensar...?)


'Ocorreu um 'abarroamento de pessoas'. 'Os conduzidos, além da algazarra, ainda xingavam a todos com palavra de baixo 'escalão'.

(Bom...no nosso país, tudo é uma questão de escalão!)


'Demos cobertura à ambulância na condução de um 'débito mental' até o PSM'.

(Vc já pode imaginar quem está com débito mental ?!)


'O condutor do veículo colocava em risco a segurança das pessoas, pois estava dando 'cavalo de Paulo' na rua'

(Que Paulo... quem é o Paulo...chama o Paulo , vai !?)



'Chegando ao local, encontramos a vítima caída ao solo, aparentando ter cometido um 'homicídio contra si mesmo'

(Esse aí acredita em reencarnação, hein?)'


'No histórico da ocorrência, constava como objeto apreendido: duas latas de cera 'Odd' e uma lata de cera 'PPO'.

(Uma das latas estava de cabeça para baixo, fala sério ???).


'Formava uma 'língua de fogo que lavava a rua'

( O que comentar???)


'O cidadão machucou o 'membro do rosto'.'

( Alguém conhece esse membro ??)


'O conduzido, que foi preso em flagrante, disse que era inocente na acusação e que não estava passando de 'bode respiratório'.'

( Deve ser uma nova técnica de recuperação pulmonar !)


'O sujeito estava vestido com uma calça Jeans e uma camisa 'destampada'

(Por que ele não 'tampou'???)


'...os indivíduos tentaram resgatar o autor do nosso domínio através do uso de força 'anônima'.'


( Esse aí tava 'emaconhado'! ! !)


'O cadáver apresentava sinais de estar morto.'

(Ufa , ainda bem !!)


'Foi apreendido um quilo de lingüiça 'perfumada' '

(Esse aí se apaixonou pela linguiça !!)


'Atendemos à 'solicitação do solicitante', que nos narrou que o autor praticava 'atentado violento' ao pudor, pois exibia para os transeuntes os 'órgãos sanitários'.'

(O que comentar...fico sem palavras !!)


'Após discutir com a vítima, o autor desferiu um forte soco no rosto da mesma, que de tão violento, 'soltou a tampa de seu nariz' '

(Deve ser o mesmo cidadão da camisa 'destampada'... ele tem algum problema com esse objeto !?)

Vestibular de Engenharia

sexta-feira, 23 de setembro de 2011


Por Efigênio Moura (contato@efigeniomoura.com.br)

Walter Neto, neto de Walter Farias, filho de Walter Junior, pai futuro de Walter Bisneto e quem sabe avô de mais um Walter, passou no vestibular. Vai fazer Engenharia.
Era o comentário em Monteiro. Da Avenida Recife a Rua Olímpio Gomes.
Na Rua do Arame, lá no São Vicente, se bandeando pro Parque de Vaquejada, o assunto crescia à medida que Jordana, apoiada em sua janela conversava e ampliava o feito para Valdomira, essa encostada na parede mal pintada da casa de nº 9:
- O qui os povo fala é do neto de Váti Faria. O Fí de Júnin...
- Fala o quê Jordana ? Ele imbuchô quem ?
- Oxe! Imbunchô inda não. Ói, cumade Luzinete, quié da cuzinha de Seu Váti, contô qui o neto dele passô no vestibulá.
- Passô ?
- Foi.
- Sózin ?
- Nam, mulé! Cuma ruma de gente.
Silencio para observarem o menino de Valdomira jogar uma briba no esgoto... Valdomira retornou ao assunto:
- Deve de sê caro fazê faculdade, visse? Óvi dizê qui Rubelania tá cás mão na cabeça...Só véve peorcupada e rezano...
- Madalena, minha irmã tem 75 % dum tá de Fies. Num se aperta muito não...
- Grande coisa Jordana, a igreja dos crente tem muito mais qui isso e mermo assim nem ta peorcupada...
- Oxe, e o qui uma coisa tem a vê cá ôta ?
- Né tudo Fié ?
-  Vamo muda de assunto qui desse tu num intede não...Perai.
 Jordana esticou-se até o sofá e de lá pegou uma almofada vermelha e felpuda em formato de coração com o escudo do Campinense no meio, a colocou na janela se apoiou nela e liberou a voz:
- Teve uma briga da gota com Netin lá no mêi de Récife.
- E foi ?
- Foi.
- Só pruquê ele passô no vsetibulá? Ô povo invejoso...
- Foi purisso não mulé, foi outra coisa muito már pió.
- Vigiiiiii.
- Apôi ele ganhô de presente de Seu Valti , o avô qui nunca tumô uma, um terno Diagonal da Torre. Todo Branquin. Camisa branca cum quáto bolsin e carça branca...
- Devi de tê ficado um  pão!
- Apô o minino foi todo  de  branco, parecia inté uma vela , chegano lá na Pracinha do Diáro, né qui ele se abestaiô cum caba qui fazia as coisas desaparecê ? 
- Foi mermo?
- Ele lá, todo de branco, abestaiado cás coisa qui o homi fazia, de repente o homi espiô p’êle e diche mermo assim: “Voce rapaizin de branco vem cá”.  Varti Neto foi e quano chegô perto do homi ele danô uma tinta azul violeta in riba da rôpa do minino, qui ficô aguniado e nelvoso...
- Eita bixiga, do jeito qui  Junin num é  brabo, vai dá uma surra no minino...
- E apôi ? O disispero armentô quano o homi se afastô-se dele e ficou falano duma coisa qui ele num tava intendeno,  e passava a mão in riba da tinta, a roupa bem branquinha, cá mancha do tamain do mundo, todo mundo ispiano pra ele, ele si abofano, e chamava o homi,  e o homi nem chite!  E ele quereno ir simbora e num podia pro causa da mancha...
- Agonia da mulesta Jordana, conte logo tudo .
- Ai Netin falô, endureceno o talo, ispiano pro homi: “ Vô ligar pra Ti Veronilton...tu vai se lascá vendedô da mulesta...tu vai vê...
- E antão ?
- Mulé, parece qui foi o nome de Jesui qui o minino diche, acho qui o vendedô sabia da fama de brabo de Seu Veronilton e chegô perto de Netin e diche assim:  “ cum esse produto vou alimpá a rôpa desse elegante minino  que parece qui é fio de Paraibano”.E espaiô na merma rôpa, no locá da mancha um produto qui ninguém sabe o quié, o certo é qui ficou tudin branquin cuma tava antes, só mei muiado, már ficô limpim.... Varti Neto adispois se desinbestô no meio do mundo e nunca mais parô in roda de gente , mermo sendo na Pracinha do Diáro..
Silencio entre as duas. Agora observam displicentemente o menino de Valdomira acocorado, fazendo um açude com as mãos na tentativa de aparar qualquer agua que ouse por ali passar. Valdomira comentou:
- Só seio qui quano Ademilton Junior fô fazê a faculdade num vô deixa ele ir pra Récife não...
Dito isto, desceu a calçada e pegou o filho pela mão, rumou em direção a sua casa:
- Ramu simbora meu engenheirin. Bichin já sabe fazê açudim!

Tecendo a Manhã



"Um galo sozinho não tece a manhã:
ele precisará sempre de outros galos.
De um que apanhe esse grito que ele
e o lance a outro: de um outro galo
que apanhe o grito que um galo antes
e o lance a outro; e de outros galos
que com muitos outros galos se cruzam
os fios de sol de seus gritos de galo
para que a manhã, desde uma tela tênue,
se vá tecendo, entre todos os galos.
E se encorpando em tela, entre todos,
se erguendo tenda, onde entrem todos, no toldo
(a manhã) que plana livre de armação.
A manhã, toldo de um tecido tão aéreo
que, tecido, se eleva por si: luz balão".
 
João Cabral de Melo Neto
 
~ ~ ~
 
~Aos amigos que teceram comigo a Jornada Literária Portal do Sertão, sábado passado, em Arcoverde-PE.~

O Pajeú na Bienal

A VIII Bienal Internacional do Livro de Pernambuco, que começa amanhã (23), no Centro de Convenções, em Olinda, recebe com destaque a poesia do Pajeú.
No sábado (24), ao meio-dia, no espaço da União Brasileira de Escritores, haverá recital poético e lançamento dos livros Meu Quarto Baú de Rimas, de Dedé Monteiro; Vida & Versos, de Gonga Monteiro; Nas Rédeas da Poesia, de Dudu Morais; e Casebres, Castelos e Catedrais, de Nenen Patriota. No mesmo dia, à tarde, o grupo repete a programação no espaço “Lá no meu sertão”, em uma reunião de produtores e produções sertanejas.
O evento é um dos maiores encontros literários do mundo, alcançando mais de 600 mil visitantes em sua última edição (2009). Informações completas no www.bienalpernambuco.com.

Fonte: www.blogdosertao.com

Cachaça é Cultura e Coisa e Tal...

Você sabia?
Antigamente, no Brasil, para se ter melado, os escravos colocavam o caldo da cana-de-açúcar em um tacho e levavam aofogo.
Não podiam parar de mexer até que uma consistência cremosa surgisse.
Porém, cansados de tanto mexer e com serviços ainda por terminar, os escravos simplesmente pararam e o melado desandou.
O que fazer agora?
A saída que encontraram foi guardar o melado longe das vistas do feitor.
No dia seguinte, encontraram o melado azedo fermentado.
Não pensaram duas vezes e misturaram o tal melado azedo com o novo e levaram os dois ao fogo.
Resultado: o 'azedo' do melado antigo era álcool que aos poucos foi evaporando e formou no teto do engenho umas goteiras que pingavam constantemente.
Era a cachaça já formada que pingava. Daí o nome 'PINGA'.
Quando a pinga batia nas suas costas marcadas com as chibatadas dos feitores ardia muito, por isso deram o nome de 'ÁGUA-ARDENTE'
Caindo em seus rostos escorrendo até a boca, os escravos perceberam que, com a tal goteira, ficavam alegres e com vontade de dançar.
E sempre que queriam ficar alegres repetiam o processo.
(História contada no Museu do Homem do Nordeste).
Não basta beber, tem que conhecer!


 


 


 
 

Bebum bem informado
é outro departamento

Colaboração: Chagas

Um pouco da 24ª Missa do Poeta e da 15ª Mesa de Glosas, em Tabira, e um muito da nossa cultura. Perca tempo, não, homi! Acesse depois que ler tudo dessa página: http://www.poetaciceromoraes.com/

Bodega Cultural na Bienal do Livro

Amigos professores e admiradores da Cultura Nordestina, comparecendo à VIII Bienal Internacional do Livro de Pernambuco, no Centro de Convenções, no período de 23 de setembro a 03 de outubro de 2011, façam uma visita ao estande “CAUSOS E CORDÉIS BODEGA CULTURAL” n° 197 e adquiram os melhores artigos da Cultura Popular e da Literatura Nordestina.

No “CAUSOS E CORDÉIS BODEGA CULTURAL”, também teremos lançamentos de livros, CD’s e DVD’s, além de recitais com os melhores poetas de Pernambuco, diariamente.

Desde já, agradecemos às vossas visitas.
Felipe Júnior e Ismael Gaião
Coordenadores do Estande “Causos e Cordéis - Bodega Cultural”
(81) 9828-6161 / (81) 9727-2575

José Alves Sobrinho

segunda-feira, 19 de setembro de 2011

Por Robério Vasconcelos

Morreu aos 90 anos o poeta José Alves Sobrinho, vítima de complicações de um câncer o poeta morreu neste sábado dia 17 de setembro na cidade de Campina Grande-PB.
José Alves Sobrinho: Poeta popular paraibano; pesquisador do cordel e da cultura popular. Fez uma parceria importante com o professor e pesquisador (falecido) Átila Almeida, pesquisando em todo Nordeste sobre o cordel. Ex- cantador de viola. Chegou a perder a voz depois recuperou. Funcionário aposentado da Universidade Federal da Paraíba. (Campina Grande-Pb). Lá organizou juntamente com o professor Átila um arquivo por volta de 5 mil folhetos de cordel. Deu inclusive cursos rápidos (de extensão) de literatura popular na Universidade, no antigo Nell. Autor de vários livros: Sabedoria de Caboclo (1975); Glossário da Poesia Popular (1982); Matulão de um Andarilho (1994); Dicionário Biobibliográfico de Repentistas e Poetas de Bancada: parceria com Átila Almeida (1977); Os Marcos e Vantagens: parceria com Átila Almeida (1981). Obras a sair: No Fundo do Matulão, Cantadores com quem cantei, Datação de Palavras, A Glosa, Memórias de um Cantador.

Excelente Notícia

Por Danizete Siqueira
Um estudo recente realizado pela Universidade Federal de São Paulo (USP) mostrou que cada brasileiro caminha em média 1.440 km por ano.

Outro estudo feito pela Associação Médica Brasileira (AMB) mostrou que o brasileiro consome, em média, 86 litros de cerveja por ano.

A conclusão é animadora: o brasileiro faz 16,7 km por litro...

Exponha na Bienal

Estaremos com o estande “Causos e Cordéis – Bodega Cultural” n° 197, um local de descontração, 
de lançamentos, de conversa e de muita poesia, localizado bem ao lado do Atacadão do Livro, ou seja,
local de muita movimentação. Desta forma, queremos assim dividir essa alegria com vocês dispondo o 
espaço para comercialização dos seus produtos. Teremos ainda uma novidade...
 
A Cactus Cordelaria, em parceria com nosso estande, estará cedendo as maquinetas de crédito, ficando mais uma opção aos nossos clientes para compra com os cartões Visa e MasterCard parcelando em até 3x sem juros, além de termos o BrasilCard, maquineta de bônus para os professores da rede pública.
 
Tudo isso pensando numa melhor qualidade de vendas dos nossos produtos. Não perca tempo! A Bienal já está chegando! Entregue logo os seus produtos para catalogação. 

ESTAREMOS RECEBENDO OS MATERIAIS NO SÁBADO, 17 DE SETEMBRO, 
À TARDE, NO MERCADO DA MADALENA (CANTO SERTANEJO). 

O prazo para entrega dos produtos é até 21 de setembro.
 
Abraços,
 
Felipe Júnior e Ismael Gaião
Coordenadores do Estande "Causos e Cordéis - Bodega Cultural"

Manoel Rafael Neto

O Desembargador iguaracience Manoel Rafael Neto (1933 – 2011) foi um pesquisador da poesia popular e talentoso poeta com vários trabalhos publicados. Seus serviços como Desembargador renderam-lhe o título de Cidadão Recifense. Em 1959, foi formado Bacharel em Direito pela Universidade Federal de Pernambuco.
Despediu-se do Tribunal de Justiça de Pernambuco em julho de 2003. Como poeta, é autor dos livros "As Glosas de um Magistrado", "Meu Mundo de Glosas" e "As Glosas do Terceiro Livro".
Admirador de Pinto do Monteiro, um dia chegou à casa do poeta, em Sertânia, e, depois de almoçar, deu ao amigo o seguinte mote:

 “Comi na casa de Pinto                                                                                             Galinha com rapadura”

O grande repentista com a rapidez de um relâmpago improvisou:

“Cheguei numa ocasião
Que procurei, mas não tinha,
Nem xerém e nem farinha,
Nem arroz nem macarrão,
Fubá, bolacha nem pão,
Nem salada nem verdura,
Por não ter outra mistura,
Eu que vinha tão faminto,
Comi na casa de Pinto
Galinha com rapadura
."


Saudações fraternas do amigo,

Aristeu Bezerra

Liberdade condicional

terça-feira, 6 de setembro de 2011


Assim foi e assim fiz, um dia desses...

Num pequeno bar sentei,
Logo na primeira mesa,
E qual foi minha surpresa
Quando a vista levantei:
Só grades eu avistei
Ao redor da triste sala...
Me senti numa senzala
Ou mesmo numa prisão,
E a peixeira da aflição
Cortou-me a alma e a fala.

Mais acima, junto ao teto,
Cantava, desencantado,
Um golinha engaiolado,
Talvez implorando afeto.
Igual a mim, era um feto,
No ventre da crueldade,
Feito da tala e da grade
Que cercavam nosso mundo,
Nos lançando ao submundo
Da falta de liberdade.

Fugi daquela cadeia,
Não fiquei nem mais um pouco,
Corri igualmente um louco,
Deixando a cerveja cheia.
Até hoje me rodeia
O pavor daquela hora.
Chamei o dono pra fora
Pra acabar meu sufoco.
Paguei dez, deixei o troco,
Dei as costas, fui embora.

Mas golinha, eu fui covarde
Por não trazer-te comigo...
Hoje a chama do castigo
No meu peito ainda arde.
Quem sabe um dia, mais tarde,
Te encontre solto ou num ninho,
Pra o poeta ao passarinho
Poder pedir mil desculpas
E aliviar-se das culpas
De ter fugido sozinho.

Viver ou juntar dinheiro?

Por Max Gehringer
Enviado por Aristeu Bezerra

 
Recebi uma mensagem muito interessante de um ouvinte da CBN e peço licença para lê-la na íntegra, porque ela nem precisa dos meus comentários.   Lá vai:   "Prezado Max, meu nome é Sérgio, tenho 61 anos e pertenço a uma geração azarada: Quando era jovem as pessoas diziam para escutar os mais velhos, que eram mais sábios. Agora dizem que tenho que escutar os jovens, porque são mais inteligentes.
Na semana passada li numa revista um artigo no qual jovens executivos davam receitas simples e práticas para qualquer um ficar rico. E eu aprendi muita coisa... Aprendi, por exemplo, que se eu tivesse simplesmente deixado de tomar um cafezinho por dia, durante os últimos 40 anos, eu teria economizado R$ 30.000,00. Se eu tivesse deixado de comer uma pizza por mês, teria economizado R$ 12.000,00 e assim por diante. Impressionado, peguei um papel e comecei a fazer contas, então descobri, para minha surpresa, que hoje eu poderia estar milionário. Bastava não ter tomado as caipirinhas que tomei, não ter feito muitas das viagens que fiz, não ter comprado algumas das roupas caras que comprei e, principalmente, não ter desperdiçado meu dinheiro em itens supérfluos e descartáveis.

Ao concluir os cálculos, percebi que hoje eu poderia ter quase R$ 500.000,00 na conta bancária.

É claro que eu não tenho este dinheiro.

Mas, se tivesse, sabe o que este dinheiro me permitiria fazer?

Viajar, comprar roupas caras, me esbaldar com itens supérfluos e descartáveis, comer todas as pizzas que eu quisesse e tomar cafezinhos à vontade. Por isso acho que me sinto absolutamente feliz em ser pobre. Gastei meu dinheiro com prazer e por prazer, porque hoje, aos 61 anos, não tenho mais o mesmo pique de jovem, nem a mesma saúde. Portanto, viajar, comer pizzas e cafés, não faz bem na minha idade e roupas, hoje, não vão melhorar muito o meu visual!

Recomendo aos jovens e brilhantes executivos que façam a mesma coisa que eu fiz. Caso contrário, chegarão aos 61 anos com um monte de dinheiro em suas contas bancárias, mas sem ter vivido a vida". 
  

"Não eduque o seu filho para ser rico, eduque-o para ser feliz. Assim, ele saberá o valor das coisas, não o seu preço."

O azulão e os tico-ticos

Catulo da Paixão Cearense 
 
Do começo ao fim do dia, 
um belo azulão cantava,
e o pomar que atento ouvia 
os seus trilos de harmonia 
cada vez mais se enflorava.
  
Se um tico-tico e outros bobos 
vaiavam sua canção,
mais doce ainda se ouvia 
a flauta desse azulão.

Um papagaio, surpreso 
de ver o grande desprezo
do azulão, que os desprezava, 
um dia em que ele cantava 
e um bando de tico-ticos
numa algazarra o vaiava,
lhe perguntou: " Azulão, 
olha, diz-me a razão 
por que, quando estás cantando 
e recebes uma vaia
desses garotos joviais, 
tu continuas gorgeando, 
e cada vez cantas mais?!"

Numas volatas sonoras, 
o azulão lhe respondeu: 
"meu amigo, eu prezo muito 
esta garganta sublime, 
este dom que Deus me deu!

Quando há pouco, eu descantava, 
pensando não ser ouvido 
nestes matos, por ninguém, 
um sabiá que me escutava, 
num capoeirão, escondido, 
gritou de lá: "meu colega, 
bravo!....Bravo!...Muito bem!"

Queira agora me dizer: 
 - Quem foi um dia aplaudido
por um dos mestres do canto,
um dos cantores mais ricos
que caso pode fazer
das vaias dos tico-ticos?!"

O Pajeú já tem lugar marcado na Bienal Internacional do Livro


No sábado, dia 24 de setembro, ao meio dia, no espaço da União Brasileira dos Escritores, o Pajeú vai estar respresentado, sim senhor, na programação oficial da VIII Bienal Internacional do Livro em Pernambuco. Vai haver recital e lançamento destes talentos e mais outros arrodeadores de plantão:

Dedé Monteiro - Meu Quarto Baú de Rimas
Dudu Morais - Nas Rédeas da Poesia
Nenen Patriota - Casebres, Castelos e Catedrais
Adeval Soares - Poetas da Pavam

A articulação foi do fotógrafo divulgador de talentos Cláudio Gomes. 

Quem não tiver na lista, não se faça de rogado. Vamos juntos.

Informações completas sobre a Bienal, acesse www.bienalpernambuco.com

Imagem copiada de: www.simpere.com.br

A Missa do Poeta já tá contagiando

DA PAZ NA MISSA DO POETA

por Tereza Amaral, jornalista

Por Tereza Amaral - Quem nasceu no "Pajeú das flores onde todas as almas são de cantadores" saboreia a poesia como quem come guisado de bode com cuscuz. E a cidade de Tabira - a 34 quilômetros da minha dolce Afogados - terra do Papa do Improviso, Dedé Monteiro, será palco, este ano, da 24ª  Missa do Poeta.
Os primeiros "acordes dessa viola" foram dedilhados, em 1987  pelo Monsenhor Assis Rocha, então pároco de Serra Talhada, por ocasião da morte do mestre Zé Marcolino. As três primeiras edições do evento foram realizadas na cidade de Lampião, que também era chegado a um verso... "Olê mulher rendeira, Olê mulher rendá, tu me ensina a fazer renda que eu te ensino a namorar".
Com a sua transferência para assumir a paróquia de Tabira, padre Assis , que atualmente se encontra em Sobral (CE), levou consigo o evento  que, na avaliação de Dedé Monteiro, trata-se de "uma grande confraternização regional da música e da poesia".
Ao longo de 23 anos de homenagens ao mestre Zé Marcolino, que compôs canções antológicas como Cacimba Nova, Serrote Agudo, Sala de Reboco, A Estrada, dentre outras, já participaram do evento celebridades consagradas como O Rei Luiz Gonzaga, Alcimar Monteiro, Santana, Ronaldo Cunha Lima, O Cordel do Fogo Encantado (Lirinha) Amazan, Irah Caldeira, Zeto e Bia Marinho,  Chico Pedrosa, Geraldo Amâncio, Sebastião Dias, João Paraibano, Ivanildo Vila Nova e  Zé Laurentino , dentre outros monstros sagrados da poesia popular.
Na segunda quinzena deste mês, a estrela afogadense, Maria Dapaz, abrilhantará o encerramento da festa que começa no dia 09 de Setembro e termina no dia 17 com a  24ª  Missa do Poeta. Também se apresentarão, na Praça da Matriz, Paulo Matricó, As Severinas, BKL e Biliu de Campinaó e tendo, ainda, como cenário uma apresentação de Violeiros e Declamadores.
Durante dez dias, haverá cantoria com os poetas Sebastião Dias e Diomedes Mariano (02.09), 4º  Encontro de Sanfoneiros (14.09), 15ª Mesa de Glosas do Pajeú (16.09) , além de outras atrações.

Fonte: Maria Ana de Siqueira

Dilma vai ler o que presta!

quinta-feira, 1 de setembro de 2011


Após a entrevista concedida por Dilma a Geraldo Freire, o comunicador deu a presidente dois livros de cordéis com as histórias do folclórico personagem Seu Lunga, “apenas R$ 4,00, senhora presidente”.
Freire quis apresentar o personagem a Dilma:
“Seu Lunga abriu uma soparia, certa vez. Um cliente enquanto tomava a sopa fazia cara feia, como quem não estava gostando. Seu Lunga o interrogou:
- Não está gostando?
- Tá com muito gosto de Baygon, respondeu.
- Você preferiria as baratas?!”
A presidente não se conteve nas gargalhadas.

Leia mais no Jornal da Besta Fubana:

Sabida


 Por Efigênio Moura ( contato@efigeniomoura.com.br)
Extraído do livro CIÇO DE LUZIA, do autor.

 Nesse dia Ciço veio almoçar em casa. Tinha que tirar um feixe de capim lá da vazante e como era perto de casa resolveu fazer a refeição em sua cozinha. Era um dia bem pertinho do sábado, dia em que  Dona Judith e  Zé Vando  iam pra feira de Monteiro.

- Será qui Luzia vai?

Não havia motivo exato pra pensar nela, qualquer coisa o movia.
Enquanto usava a foice pra tirar o capim ouviu um barulho, um chiado vindo de dentro do capinzal.

- Quem pode mais qui Deus?

Silencio. O barulho voltou a ser forte e agora, mais próximo.

‘ Eita gota! Valei-me meu Padin Ciço, é um guará! ’

Dizendo e pulando pra trás, os olhos esbugalhados, a mão quase quebrando o cabo da foice, um medo da molesta...
Ficou paralisado. O barulho chegando perto. Ciço suando, Ciço rezando, Ciço querendo correr e as pernas não deixando...

- Apareça Satanás!

Ciço apelou e ouviu em resposta um latido.

- Oxi?

Outro latido.
Surgiu uma cadela prenha de pelo amarelado, de língua de fora e rabo balançando, ela sentou-se e encarou Ciço e latiu duas vezes. Ciço desarmou-se, fez aliviado o sinal da cruz.

- Oxe mulé, tu ta buxuda e no mêi do tempo uma zóra dessa.

Voltou para casa e percebeu que a cadela o acompanhava. Ele parava, ela parava. Caminhava, ela ia atrás.

- Vorte pra sua vidinha mulé, vá tê  seus fiin nôto canto, vá.

A cadela desobedecia e o seguia.
Ciço então a adotou. Passou a lhe dar comida e guarita, virou companhia inseparável, virou amiga confidente...

“uma cachorra cuma tu só pode tê um nome: Sabida.”

Sabida deitava em baixo da rede de Ciço, mas dormia na porta da casa, qualquer movimento em falso, ela alardeava.  A cadela passou a ser noticia em toda Macaxeira:

“- rapaizi, Ciço achô uma cachorra qui só farta cozinhá pr’ êle, pense numa bicha sabida!
- Ela pega inté lambu.
-Agora tá, lambu quaiqué cachorro péga!
- Avuando ?
- É só arremedá  qui ela acoa na hora! Dá um bote e sarta e cai cum bicho na boca, se lascano todinha no chão, adispois sacode a puêra e sórta o lambu já difunto, nas precata de Ciço. ”

Sabida sabia de um monte de coisas de Ciço, sabia que ele tava alegre quando assoviava ‘ Farelim de Nada* ’ na porteira perto da casa dele. Sabia que tava preocupado quando ele andava devagar, sabia que ele tava zangado quando soltava com a força a porteira, sabia que Ciço tava triste quando ele não fazia barulho nenhum. Sabida, sabia o quanto Ciço era doidinho por Luzia.

- Eita Ciço e essa cachorra ?
- É sabida, Luzia, ta prenha...
- Ela é Sabida é? Pru quê ?
- Mais tá! Ela é sabida pruquê nasceu sabida e ela cunhece os bicho do mato tudin e tudin arrespeita ela...

Luzia acariciou a cabeça de Sabida. Sabida balançou o rabo.
Ciço ficou doidinho para ser a cachorra. 

(* Farelim de Nada, letra e musica de Xico Bizerra.)

 
 
 
 
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