Dia desses, eu, Gonga Monteiro, Dudu Morais e Welington Rocha improvisamos uma Roda de Glosa, no Recanto da Poesia, aqui perto de Solidão, recepcionados por Roberta, Beta Pires e companhia. Os versos dos poetas, quando mandarem eu publico, mas os meus foram estes aí:
Em uma conferência, ao explicar para a platéia a forma de controlar o estresse, o palestrante levantou um copo com água e perguntou
- "Qual o peso deste copo d'água?”
As respostas variaram de 250g a 700g.
O palestrante, então, disse:
- "O peso real não importa. Isso depende de por quanto tempo você segurar o copo levantado. Se o copo for mantido levantado durante um minuto, isso não é um problema. Se eu mantenho ele levantado por uma hora, eu vou acabar com dor no braço. Mas se eu ficar segurando um dia inteiro, provavelmente eu vou ter cãibras dolorosas e vocês terão de chamar uma ambulância”.
E ele continuou:
- "E isso acontece também com o estresse e a forma como controlamos o estresse. Se você carrega tua carga por longos períodos, ou o tempo todo, cedo ou tarde a carga vai começar a ficar incrivelmente pesada e, finalmente, você não será mais capaz de carregá-la. Para que o copo de água não fique pesado, você precisa colocá-lo sobre alguma coisa de vez em quando e descansar antes de pegá-lo novamente Com nossa carga acontece o mesmo. Quando estamos refrescados e descansados nós podemos novamente transportar nossa carga”.
1 * Aceite que há dias em que você é o pombo e outros em que você é a estátua.
2 * Mantenha sempre suas palavras leves e doces, pois pode acontecer de você precisar engoli-las.
3 * Uma pessoa feliz, procura seguir devagar pela estrada da vida, desfrutando o cenário, parando nos pontos mais interessantes e descobrindo atalhos para lugares maravilhosos que poucos conhecem.
"Portanto, antes de voltar para casa, deposite sua carga de trabalho ou as cargas da vida, no chão. Não carregue isso para sua casa. Amanhã é um novo dia e você pode voltar e pegá-las; porém, com mais tranquilidade”.
Em recente entrevista para Fernando Pires e Luciano Bezerra, o poeta Diomedes Mariano afirmou que a maior certificação de um cantador é fazer uma cantoria em Itapetim e ser convidado para fazer outra.
A esta sábia assertiva do amigo Dió, acrescento: “A maior certificação de um poeta e ter versos de sua autoria recitados por Nenen Patriota”. Nenen nasceu em Itapetim e sua estreita “tarrafa crítica” retém somente o que é bom. Um verso que por ele for aprovado caminha sozinho pelo mundo.
Os eventos culturais que carregam consigo a impressão digital de Nenen Patriota são sinônimos de sucesso e perenidade. A fórmula utilizada por ele tem ingredientes próprios, constituem uma marca.
Neste ano Nenen publicou “Casebres, Castelos e Catedrais”, obra esta que alcança o mesmo patamar de “Carne e Alma” do seu conterrâneo Rogaciano Leite e “Palavras ao Plenilúnio”, de João Batista de Siqueira – Canção.
Além de ser uma obra poética de alto nível é didática em “Desvendando a história/A história desvendada”, é patriótica em “Pernambuco; Nação cultural”, é auto-afirmativa em “Viagem Condoreira”, é mundial em “Arquitetos de bravura”, é solidária em “A essência de um andarilho”, é imortal em “Meus imortais”, é filosófica em “Nega-te a ti mesmo”, finalmente é tudo em tudo.
A crônica poética “Charles, meu irmão” Nenen não escreveu apenas com o coração, fez da cada palavra uma artéria, de cada frase uma veia e do conjunto um sistema circulatório imaterial. Os astros conspiram em favor do autor, o conteúdo tira-nos da dor da perda do colega e do amigo e transporta-nos para um campo onde pode habitar exclusivamente a paz e o amor.
Somente um poeta da grandeza de Nenen Patriota poderia reunir em torno de um projeto pessoas como Mirian Correia, Sheila Patriota Leite, Margarida Silva, Geraldo Bezerra Júnior, Vinícius Gregório, Mário Leite Gomes Júnior, Helder Piancó, Pirraia e Tôta. Os textos inseridos no livro são oriundos da alma de cada autor, transitam em outra esfera.
Caro amigo Nenen tenho absoluta certeza que o Pajeú, nas suas incontáveis madrugadas poéticas, vai à obra “Onde tu tá Neném”, de Luís Bandeira, extrai “... Tenho tantas frases pra te agradar...” e balbucia exclusivamente para você.
Na madrugada esquisita
O pescador se aproveita
Vendo a praia como se enfeita
Vendo o mar como se agita
Hora calmo, hora se irrita
Como panteras ou pumas
Depois se desfaz em brumas
Por sobre as duras quebranças
Frágeis, fragílimas danças
De leves flocos de espumas.
Poema de Walter Jorge de Freitas, enviado por Aristeu Bezerra
Gramáticos desocupados
em bela tarde de orgia
decidiram reformar
a nossa ortografia
A primeira mexidinha
foi no nosso alfabeto
que ganhou mais três letrinhas
para ficar mais completo
Numa decisão extrema
movidos pela preguiça
eliminaram o trema
de frequência e linguiça
Quem gosta de escrever certo
deve ficar bem ate nto
pois os ditongos abertos
não recebem mais acento
Para se ter uma ideia
vou dar exemplos bem joia
não levam acento assembleia
heroico, apoio e jiboia
Para fundir mais a cuca
dos chegados à leitura
assim se escreve baiuca
bocaiuva e feiura
Fizeram coisas sem nexo
capazes de dar enjoo
não cabe mais circunflexo
em veem, creem e voo
Não sei se foi o Brasil Timor Leste ou Portugal que de pronto aboliu o acento diferencial Para, pelo, pela e polo estão todos numa boa jogando no mesmo time de pera, bolo e coa Não tendo o que mais mudar pra que tudo se apazigue tiraram o acento do u de argui e averigue Cascavilhando nas regras desse idioma prolixo mudaram o uso do hífen nas palavras com prefixos De regras bem complicadas o hífen me deixou louco se eu não sabia nada agora é que sei pouco.
Respeito foi definido por alguém como a capacidade do ser de se importar com o sentimento do outro. Talvez seja esta a mais completa das definições.
Normalmente, quando nos sentimos ofendidos, desprezados, dizemos apreciar o respeito. Mas, será que respeitamos os demais?
É fácil sabermos. Basta que nos perguntemos se somos daqueles que marcamos horário com o médico ou o dentista e, na última hora, por questões de pouca importância, telefonamos desmarcando, sem nos preocuparmos com a agenda do profissional e, muito menos, com eventuais clientes que estariam aguardando em lista de espera por aquela hora que agora não será aproveitada por ninguém.
Acaso somos daqueles que apreciamos estabelecer preço para os serviços profissionais alheios? Somos dos que pensamos que tal ou qual profissional liberal ganha demais e pode nos fazer um grande desconto?
Mais do que isso. Alguns de nós dizemos, de maneira desrespeitosa, que o seu trabalho não vale mais do que a quantia que estipulamos.
Desrespeitamos o esforço que o profissional fez para chegar onde se encontra, desconsiderando as inúmeras noites que passou estudando, os plantões intermináveis e exaustivos, as horas de pesquisa.
Não levamos em conta, inclusive, os custos financeiros para completar o curso, para prosseguir no seu aperfeiçoamento, mestrado, doutorado.
Desrespeitamos o trabalho do outro toda vez que lhe dizemos que seu ganho é fácil e rendoso, enquanto o nosso é árduo.
Há falta de respeito sempre que desconfiamos dos outros baseados somente em nossa má fé ou má vontade.
E, no trato com outros profissionais, como os domésticos, jardineiros, pedreiros, carpinteiros, quanta vez os desrespeitamos.
Sempre que estabelecemos jornadas de trabalho muito longas, que exigimos cumprimento de tarefas além do que se considera humanamente possível, que submetemos o outro a situações humilhantes, o estamos desrespeitando.
O respeito deve ser a atitude de todo cristão para com o seu semelhante, seja ele superior ou inferior a si, na escala social e nos degraus da instrução.
Afinal, somos todos membros de uma única família, criados pelo mesmo Deus, nosso Pai.
Acreditemos que, se não aprendermos a respeitar o nosso semelhante, desde as mínimas coisas, não estaremos agindo dentro da Lei de justiça, amor e caridade.
* * *
Nas linhas do respeito, atentemos para a natureza que nos cerca.
E, ensinando valores aos nossos pequenos, iniciemos desde cedo a lhes falar do respeito a tudo que nos rodeia e serve.
Falemos-lhe do respeito que nos merecem os animais, as árvores, as flores, os jardins.
E, então, bem mais fácil lhes será entender, na sequência, o respeito aos seres humanos, familiares, idosos, professores, serviçais.
Se esse menino me desse essa melancia eu ia dividir com vocês pra comemorar a marca de 100 seguidores, do jeito que vocês tão vendo na tabuleta aí do lado. Eu sei que não é esses balaio todo, mas pra quem não tinha nenhum já vamos é longe, né não!?
Quer saber mais? As estatísticas do google apontam que somos lidos em Portugal, Estados Unidos, Itália, Suíça, Alemanha, Canadá, Espanha, Reino Unido e Angola, além de Brasil, uma banda do Nordeste, uma taiada de Pernambuco e um taco do sertão.
Quase que passava o dia desse cortejado santo sem nenhum registro. Mas a equipe do Cultura e Coisa e Tal não me deixa perder o fato e a foto. Aristeu Bezerra me manda o texto abaixo e Cláudio Gomes a foto. Falando em Santo Antonio, pense num casamento da hora!
O santo casamenteiro
Santo Antônio, o milagreiro, protetor dos pobres e das causas perdidas é, geralmente, invocado para auxiliar moças a encontrar maridos, daí ser conhecido como o casamenteiro. Não existe na sua vida nada que justifique a fama de atender a pedidos de mulheres que tem esperança de arranjar um companheiro. Santo Antônio tem uma história muito rica. Ele era humilde, defensor radical dos pobres e crítico da hierarquia da Igreja, mas só sobressai o folclore de casamenteiro.
Para que atenda a pedidos com rapidez, recebe castigos: colocam sua imagem de cabeça para baixo ou tiram dos seus braços o menino Jesus. Quando o pedido é atendido, o santo volta a posição normal ou recebe de volta a imagem do menino que lhe foi tirada.
O folclorista Luís da Câmara Cascudo, no seu Dicionário do Folclore Brasileiro, ajuda as mulheres que desejem chegar mais rápido ao matrimônio com a descrição da reza do dia 13 de junho, dia de Santo Antônio:
"Meu Santo Antônio queridoEu vos peço por quem sois;Dai-me o primeiro marido,Que o outro arranjo depois."
E o nosso fotógrafo andarilho Cláudio Gomes não acha canto. Pois num é que ele foi na lua. Taí a foto pra tirar a prova:
Mas antes que tu pense que é verdade, eu vou dizer a verdade: isso não é a lua, não! É a PE 292, o finado asfalto que liga Afogados da Ingazeira a Sertânia.
E a gente segue estendendo a rama pra roça dos outros. A colheita da cultura nos trouxe Efigênio Moura, escritor e divulgador da paraibana Monteiro. Falador das coisas de lá e de outros cantos. Firmou o trato de toda semana mandar um trabalho aqui pra nós. O primeiro tá aí embaixo. Depois que ler tudo que tiver nessa página, vá na dele (no bom sentido, claro): www.efigeniomoura.com.br
- Vamo Cuma? Já tentemo de tudo e nada de aresolvê o pobrema Zé, ô meu Deus!!!
- Carma Bastin. Tenha carma Bastin, se alembre da istóra do frí e do cobertô...
- Qui fri ? Um calô da gota serena...
Estavam nervosos e buscavam uma saída para um problema que começou a afligi-los desde o começo do dia. Primeiro Zé Tubiba, o mais ansioso e depois o sempre ponderado Bastin. O problema era devolver intacto o Cd novo de Irah Caldeira que tinham pedido emprestado para reproduzirem num tal MP3, e que por infelicidade, Tubiba Junior havia arranhado e esfregado o danado no chão...
- Logo na musga de Xico Bizerra? Minino rin da gota! Puxô a quem, digue Zé, digue?
- Homi, digo de jeito nenhum.
- Do jeito qui Uóshiton é ciumento cás coisa dele... Inté a sanfona quem limpa é ele, nem a mulé dele trisca.
E qual a solução?
- Siguinte Bastin. Premeiro me adisculpe de num ter pidido pra óví premeiro e pegá sem tu vê o cd, adispois ô sô muito macho pra dizê quê’rrêi.
- Homi seje macho pra pagá tômbem, oxe. Assim é bom de mais.
- Vamo arresolvê a situação. Vamo intregá o bendito e fazê cum qui Uóshiton num recrame...
- E vai desarranhá é?
- Vô não, vô fazê cum qui ele nem ache rin...
Isso intrigou Bastin, logo Washington, um dos melhores sanfoneiros da pátria do Cariri, zeloso com suas coisas, não perceber o disco novo de Irah Caldeira arranhado? E mais na musica Vou deixar não, de Xico? Era quase impossível.
Zé Tubiba levantou-se e disse:
- Meia noite, no beco do meicado. Teje lá fartano uns 3 minuto.
Em Monteiro, por trás do Mercado, tem um beco que logo a frete vira encruzilhada, é quando a Travessa Expedito Romão de Melo corta a Rua Joaquim Romão de Melo.
Por volta as 23:50, vem se esgueirando Zé Tubiba, com uma galinha nas mãos e um pacote na outra.
- Oxe!
Exclamou Zé:
- Pronto cumpade, daqui a pouco se arresolve:
Espantado, Bastin não tinha ação e apenas olhava o amigo, já acocorado e abrindo o saco preto, tirou de dentro dele s uma vela de sete dias, um cigarro continental sem filtro e amassado, um vidro de xarope contendo cachaça, uma flâmula do Campinense...
- Oxe, e vai tê jogo é?
- Eita me inganei, essa é pra ôta. É pra Séri Cê.
E saíram dois dados viciados, um copo de liquidificador de plástico, uma rã de mentira, um cd de Cristina Amaral, um de Rangel Junior, um de Flávio Leandro, outro de Josildo Sá e o de Irah caldeira, motivo da empreitada.
- Esse minino arranhô isso tudin ? É um sirial quiler. É um lampião dos discos.
- Calaboca homi, ajude eu cá galinha.
- Zé tu vai fazê um dispacho é ?
- E apôi? Vamo amansá logo o homi, depois nós intrega o cd.
- Zéééé, dispacho cum galinha branca, de granja ? Da certo ?
- Dá não ?
- Dá não homi.
- Dá tempo arranjá ôta não.
- Apôi num vai valê de nada e essa vela vai queimá sete noite ?
- O vento apaga e os minino carrega amanhã...
- Certo. Már a galinha num tem jeito não.
Ficaram em silencio. Aderaldo cochichou...
- O danado é que num tem nada preto na bichinha.
Os olhos de Zé se acenderam.
- Quaiqué coisa selve ?
- Deve selví né ?
Pronto. Zé disparou, foi em casa e meia hora depois, já com o serviço feito, se despediu.
No outro dia, Dudu, filho de Reginaldo e Fátima encontrou um despacho com um cigarro amassado, um copo engana bebo meio cheio de cachaça e uma galinha branca, morta com as unhas pintadas de preto.
- Oxe, macumba malamaiada da gota!
Ainda de manhã, o sono ainda ‘remelano’ os sonhos, Zé ouviu bem longe, sua filha mais velha indagando a mãe.
- Ô mainha, tu viu meu pincel de pintar os olhos?
- Vi não.
Bastin ficou quieto. E dormiu o resto da metade do dia.
Tô mesmo em cima da lagoa do centro da cidade, nessa cadeira voadora que chamam de teleférico. Triunfo é uma sertaneja diferente: tem água em abundância e faz frio o tempo todo. Bom destino turístico.
Para conhecer um pouco, acesse www.triunfo.pe.gov.br
Antes, acesse www.elenilda-cultura.blogspot.com e conheça um pouco do trabalho da autora da foto, a professora e poetisa Elenilda Amaral, que tava na cadeira que vinha mesmo na hora que eu ia.
E o forró já tá comendo solto mundo a fora. E em Caruaru mais solto do que no resto do mundo. O fotógrafo oficial do Cultura e Coisa e Tal foi lá no Forró da Tapera e trouxe esses registros aí pra gente:
La no Forró da Tapera / Não entra forró de banda / Lá a tradição impera / E o bacamarte é quem manda
Improviso encontra a arte / Como a mão encontra a luva / Esse foi sem bacamarte / Mas levou o guarda-chuva
Serviço de utilidade pública prestado por nosso colaborador Aristeu Bezerra. Não esqueçam de agradecer!
LASEFOIA :Enfermidade ainda não aceita pela classe médica. Entretanto, milhões de pessoas, em todo mundo, padecem deste mal e esperam a aprovação da Organização Mundial de Saúde para que se estude e se encontre a cura para esta mortal enfermidade que, cada dia, é adquirida por milhares de pessoas.
Se você tiver 3 ou mais sintomas indicados abaixo é sinal de alerta vermelho!!!!
1.- Se um café te provoca insônia.
2.- Se uma cerveja te leva direto ao banheiro.
3.- Se tudo te parece muito caro.
4.- Se qualquer coisa te altera.
5.- Se todo pequeno excesso alimentar te provoca
aumento de peso.
6.- Se a feijoada "cai" como chumbo no estômago.
7.- Se o sal sobe a tua pressão arterial.
8.- Se em uma festa pedes a mesa mais distante
possível da música e das pessoas.
9.- Se o amarrar dos sapatos te produz dor nos quadris.
10.- Se a TV te provoca sono.
Todos esses sintomas são prova irrefutável que padeces deLasefoia
Na sala de reunião de uma multinacional ,o diretor nervoso fala com sua equipe de gestores. Agita as mãos, mostra gráficos e, olhando nos olhos de cada um ameaça: "ninguém é insubstituível"!
A frase parece ecoar nas paredes da sala de reunião em meio ao silêncio.
Os gestores se entreolham, alguns abaixam a cabeça. Ninguém ousa falar.
De repente um braço se levanta e o diretor se prepara para triturar o atrevido:
- Alguma pergunta?
- Tenho sim. E Beethoven?
- Como? - o encara o diretor confuso.
- O senhor disse que ninguém é insubstituível e quem substituiu Beethoven?
Silêncio…
O funcionário fala, então:
- Ouvi essa história esses dias, contada por um profissional que conheço e achei muito pertinente falar sobre isso. Afinal as empresas falam em descobrir talentos, reter talentos, mas, no f undo continuam achando que os profissionais são peças dentro da organização e que, quando sai um, é só encontrar outro para por no lugar. Então, pergunto: quem substituiu Beethoven? Tom Jobim? Ayrton Senna? Ghandi?
Frank Sinatra? Garrincha? Santos Dumont? Monteiro Lobato? Elvis Presley? Os Beatles? Jorge Amado? Pelé? Paul Newman? Tiger Woods? Albert Einstein? Picasso? Zico? Etc.?…
O rapaz fez uma pausa e continuou:
- Todos esses talentos que marcaram a história fazendo o que gostam e o que sabem fazer bem, ou seja, fizeram seu talento brilhar. E, portanto, mostraram que são sim, insubstituíveis. Que cada ser humano tem sua contribuição a dar e seu talento direcionado para alguma coisa. Não estaria na hora dos líderes das organizações reverem seus
concei tos e começarem a pensar em como desenvolver o talento da sua equipe, em focar no brilho de seus pontos fortes e não u tilizar energia em reparar seus 'erros ou deficiências'?
Nova pausa e prosseguiu:
- Acredito que ninguém se lembra e nem quer saber se BEETHOVEN ERA SURDO , se PICASSO ERA INSTÁVEL , CAYMMI PREGUIÇOSO , KENNEDY EGOCÊNTRICO, ELVIS PARANÓICO… O que queremos é sentir o prazer produzido pelas sinfonias, obras de arte, discursos memoráveis e
melodias inesquecíveis, resultado de seus talentos. Mas cabe aos líderes de uma organização mudar o olhar sobre a equipe e voltar seus esforços, em descobrir os PONTOS FORTES DE CADA MEMBRO. Fazer brilhar o talento de cada um em prol do sucesso de seu projeto.
Divagando o assunto, o rapaz continuava.
- Se um gerente ou coordenador, ainda está focado em 'melhorar as fraquezas' de sua equipe, corre o risco de ser aqu ele tipo de ‘técnico de futebol’, que barraria o Garrincha por ter as pernas tortas; ou Albert Einstein por te r notas baixas na escola; ou Beethoven por ser surdo. E na gestão dele o mundo teria PERDIDO todos esses talentos.
Olhou a sua a volta e reparou que o Diretor, olhava para baixo pensativo. E volto a dizer nesses termos:
- Seguindo este raciocínio, caso pudessem mudar o curso natural, os rios seriam retos não haveria montanha, nem lagoas nem cavernas, nem homens nem mulheres, nem sexo, nem chefes nem subordinados… Apenas peças…
- E nunca me esqueço de quando o Zacarias dos Trapalhões se 'foi pra outras moradas'. Ao iniciar o programa seguinte, o Dedé entrou em cena e falou mais ou menos assim: "Estamos todos muito tristes com a 'partida' de nosso irmão Zacarias... e hoje, para substituí-lo, chamamos:…NINGUÉM…Pois nosso Zaca é insubstituível.” – concluiu, o rapaz e o silêncio foi total.
Conclusão:
NUNCA ESQUEÇA: VOCÊ É UM TALENTO ÚNICO! COM TODA CERTEZA NINGUÉM TE SUBSTITUIRÁ!
"Sou um só, mas ainda assim sou um. Não posso fazer tudo..., mas posso fazer alguma coisa. Por não poder fazer tudo, não me recusarei a fazer o pouco que posso."
"NO MUNDO SEMPRE EXISTIRÃO PESSOAS QUE VÃO TE AMAR PELO QUE VOCÊ É… E OUTRAS… QUE VÃO TE ODIAR PELO MESMO MOTIVO… ACOSTUME-SE A ISSO… COM MUITA PAZ DE ESPÍRITO…"