sábado, 12 de maio de 2018

Elisa

maio 12, 2018 Por Alexandre Morais Sem comentários


     Elisa nunca levou a sério nada que é sério. Nasceu e cresceu pra flutuar na superfluidade do nada. Do que não cansa, do que não exige, do que não faz pensar.
     Se viveu eu não sei, mas que cresceu, cresceu. Tá bem crescidinha. Cresceu em corpo e idade. Não proporcionalmente, porque fisicamente ela cresceu melhor. Deve ter sido essa tal lei da compensação.
     Não sei porque as vezes se compensa o nada. Mas com Elisa foi assim. Cresceu entendendo muito de nada e de nádegas. E se o nada não a levou a nada, as nádegas a levaram a tudo.
     Logo Elisa que na escola só desfilava. Desfilava vaidades e mancadas. Foi ela que disse a professora de Geografia que não falaria sobre a Chechênia porque a aula não era de corpo humano. Também se negou a fazer uma prova oral porque só sabia o assunto de escrever e não de dizer. Contam que foi ela que disse que Drummond inventou o avião. Essa seria até aceitável pela semelhança fonética se Elisa não já contasse idade de vestibular naquela época.
     Não podia ser diferente. O jornal chegava pesado de notícias e Elisa espalhava todas as páginas em busca do horóscopo. Com anos neste ofício e ainda procurava o horóscopo no caderno de economia. Na edição do domingo ia além. Lia também o resumo das novelas. E tome festa e tome shopping; e roupas e saltos, e sol e salão.
     Não demorou e Elisa virou madame. Casou com um rapaz que de tão ocupado com os negócios não teve tempo de ver o nada de Elisa. Viu as nádegas. Paga por elas até hoje. E tome shopping e roupas e saltos e joias e carros e viagens e tudo de novo o ano todo.
     E lá está Elisa sem assunto nas rodas sociais. Tem colega madame que não trabalha, mas tem profissão. É advogada, é publicitária, é arquiteta. Tem administradora que uma vez por semana dá expediente na empresa do marido e se diz a peça mais importante daquele negócio. Outra esbanja conhecimentos em artes plásticas e música clássica. Fala em Picasso e Elisa solta um riso de vergonha. Fala em Chopin e Elisa fica pensando o que é que isso tem a ver com cerveja. E ainda aparece uma falando em inglês, francês e espanhol.
     Mas Elisa é Elisa. Não deixa por menos. Faz que entende, inventa, se passa por igual. Sempre dá um jeitinho de parecer ser.
     Que cara lisa a de Elisa.

< Alexandre Morais >

quinta-feira, 10 de maio de 2018

A cobra vai fumar

maio 10, 2018 Por Alexandre Morais Sem comentários
CURIOSIDADE -  Depois de cinco anos de Segunda Guerra Mundial, o Brasil envia tropas à Itália. Dizia-se: mais fácil a cobra fumar que o Brasil entrar na guerra. A Força Expedicionária adotou então a cobra fumante como símbolo. A cobra vai fumar: a situação vai piorar, vai aguçar-se. Ou, atualmente, “o bicho vai pegar”.

maio 10, 2018 Por Alexandre Morais Sem comentários

maio 10, 2018 Por Alexandre Morais Sem comentários

maio 10, 2018 Por Alexandre Morais Sem comentários

Ética

maio 10, 2018 Por Alexandre Morais Sem comentários
Imagem copiada de: www.jamaisdesista.com.br
    Um pai decidiu levar seus filhos ao circo. Ao chegar à bilheteria, pergunta:
    - Olá, quanto custa a entrada?
   O vendedor responde:
   - R$ 30,00 para adultos e R$ 20,00 para crianças de 7 a 14 anos. Crianças até 6 anos não pagam. Quantos anos eles têm?
    E o pai responde:
    - O menor tem 3 anos e o maior 7 anos.
   Com um sorriso, o rapaz da bilheteria diz:
   - Se o senhor tivesse falado que o mais velho tinha 6 anos eu não perceberia, e você economizaria R$ 20,00.
    E o pai responde:
   - É verdade, pode ser que você não percebesse, mas meus filhos saberiam que eu menti para obter uma vantagem e a lembrança desta tarde não seria especial, na verdade seria terrível para o caráter deles. E finaliza:
   - A verdade não tem preço. Hoje deixo de economizar R$ 20,00, que não me pertenceriam por direito, mas ganho a esperança de que meus filhos saberão a importância de dizer a verdade.

quarta-feira, 9 de maio de 2018

A Ira do Machado...

maio 09, 2018 Por Alexsandro Acioly Sem comentários
Foto: Leca Acioly



       A essência do sândalo, que ficou na lâmina do machado que também feriu a baraúna assanha a ira de meus pulmões, me enchendo de revolta em ver tal crueldade. Madeeeeira! Ecoa em meus tímpanos aquele grito sórdido e desumano deixando banguela a boca da mata virgem, que está diante dos meus olhos. Paro o carro ao me indignar com tanta frieza. 
     Penso em ir até lá e defender aquela pobre árvore anciã, que aos poucos vai sendo derrubada sobre as mais jovens, esmagando brotos de mandacarus que, perplexos, assistem sua sentença de morte sem dó e sem piedade. Ligo o alerta, ninguém mais além de mim. Tudo deserto. Aquele ôco na mata transformar-se-há em chaminés de mais uma fábrica que vai tingir de cinza o azul do meu céu. Pego a reta. A estrada fria e pálida vai rasgando o sertão da Chapada Diamantina. A Bahia é imensa, a magia de sua cor hipnotiza, transcende, reluz, me acende a alma. 
    Segure a onda, meu rei! A preguiça paira no ar, coloco uma música de Dorival Caymmi e piso o acelerador pra me afastar o mais rápido possível daquela cena triste. 
O som das pancadas do machado vão se misturando com o ronco do motor e aquela essência fúnebre agora cheira a diesel. À esquerda, uma placa avisa: Lençóis a 20 km. Uma das belezas raras que a natureza fincou no meio desse sertão tão seco, como se quisesse compensar o sofrimento desse povo árido, desnutrido, sem chão, sem pão, sem voz, sem vez e sem perspectiva. 
     Aos poucos, em câmara lenta, vai se diluindo aquela cena vista há quilômetros atrás. Pego um atalho no pensamento e de repente: um fogo fátuo fumaçando forte, me fazendo ficar febril o coração. Hora de mudar o rumo dos delírios da viagem. Feira de Santana à vista. Vou comer um bode e tomar uma bem gelada.


(Maciel Melo)

terça-feira, 8 de maio de 2018

maio 08, 2018 Por Alexsandro Acioly Sem comentários
Imagem/Divulgação

segunda-feira, 7 de maio de 2018

Antigo cineteatro novo em Jaboatão

maio 07, 2018 Por Alexandre Morais Sem comentários
Foto: Chico Bezerra/Prefeitura de Jaboatão dos Guararapes

     O Sesc assumiu a administração e o Cineteatro Samuel Campelo, patrimônio de Jaboatão dos Guararapes vai reabrir. O prédio estava abandonado há anos e foi recuperado em uma parceria entre prefeitura, Sesc e Ministério da Cultura. Na nova pauta: teatro, cinema, artes plásticas, música e dança. Isto a partir deste de mês de maio de 2018.

Cordel volta ao Recife

maio 07, 2018 Por Alexandre Morais Sem comentários
Banda retorna com formação original e, inicialmente, tem planos para realizar turnê de até dois anos. Foto: Tiago Calazans/Divulgação
Foto: Tiago Calazans/Divulgação

  Depois do retorno aos palcos no Rio de Janeiro e Salvador, o Cordel do Fogo Encantado volta de vez para as origens. O grupo se apresenta no Clube Português, em Recife, neste sábado (12/05/18). A turma de Arcoverde , ao comando de Lirinha, trabalha o CD Viagem ao coração do sol.

maio 07, 2018 Por Alexsandro Acioly Sem comentários
Imagem/Divulgação

maio 07, 2018 Por Alexsandro Acioly Sem comentários
Imagem/Divulgação

maio 07, 2018 Por Alexsandro Acioly Sem comentários
Imagem/Divulgação

maio 07, 2018 Por Alexsandro Acioly Sem comentários
Imagem/Divulgação

maio 07, 2018 Por Alexsandro Acioly Sem comentários
Imagem//Divulgação

quinta-feira, 3 de maio de 2018

Reabertura

maio 03, 2018 Por Alexsandro Acioly Sem comentários
Imagem retirada da Internet

     O Cinema São Luiz será reaberto no próximo dia 10 de Maio às 19h:30 com a exibição do documentário "O Processo" da Diretora Maria Augusta Ramos. O documentário fala sobre o Impeachment de Dilma e foi vencedor do Festival Internacional e Documentários na Suíça. Além de O Processo, serão exibidos outros filmes após a sua reabertura.
     E a partir de 29 de Maio o Cinema São Luiz será o palco do Festival Cine Pernambuco.

Fonte:(:http://jconline.ne10.uol.com.br/canal/cultura/cinema/noticia/2018/05/02/cinema-sao-luiz-vai-reabrir-com-pre-estreia-de-o-processo-337691.php)






O Meu Amor Chorou

maio 03, 2018 Por Alexsandro Acioly Sem comentários



     Encontro raro entre o Cearense Belchior e os irmãos Piauienses Clodo, Climério e Clésio cantando essa obra eternizada na voz de Paulo Diniz e composta por "Luiz Marçal Ferreira Neto."

quarta-feira, 2 de maio de 2018

Cinema pra criançada

maio 02, 2018 Por Alexandre Morais Sem comentários
     Deu a louca na loja de brinquedos, Piper e Quando eu crescer são os filmes que serão exibidos na sessão do Cineclubinho Pajeú, neste domingo (06/05/18). A sessão ainda é composta por debate e contação de histórias, tudo acompanhado por intérpretes de Libras. Vale a pena conferir. Veja os detalhes na arte aí acima.

Conversa de pé de ouvido

maio 02, 2018 Por Alexandre Morais Sem comentários
Foto: Leca Acioly

    Hoje eu tive uma conversa de pé-de-urêa com Deus. Cochichamos um bom tempo e colocamos os pingos no is. Tenho cá minhas reticências em relação a seu jeito de ditar ordens nesse meu jeito de ser. Sou teimoso, malovido, desatento, e ao mesmo tempo obediente à sua divindade. Aprendi a espalhar o pelo sinal no rosto, fazendo um pedido em cada ponto tocado com o polegar. Antigamente, pedia um carrinho de brinquedo, uma bicicleta, um pião novo com ponteira e tudo, e às vezes uma roupa nova pra passar a festa de janeiro, a única que tínhamos na cidade naquela época, a Festa de São Sebastião. Isso acontecia em um cantinho sagrado, lá na casa de mãe. Havia um oratório, e dentro dele as imagens de Nossa Senhora, Jesus Crucificado e outro santo que não lembro qual era. Éramos treze pessoas, eu, meus dez irmãos, minha mãe e meu pai, mestre Heleno. Que saudades, meu velho!...
     Pois bem, todas as noites, à mesma hora, nos reuníamos, e tenho a impressão que mãe rezava aquele terço diário além da fé, também para contar os filhos, saber se estávamos todos lá ao redor de sua saia, pois pra contar todos, só ali, ou quando estávamos dormindo. Dona Maria de Lourdes, sempre atenta a tudo e a todos!
    Eu cresci, me tornei homem e ela ainda hoje acha que eu não sei rezar. E tem razão, nunca consegui decorar uma oração inteira, por isso aprendi a compor pra poder cantar minhas próprias ladainhas e fazer duetos com o Divino Espírito Santo.
    Obrigado, Senhor, por tudo que sou hoje, por tudo que tenho e pelo que não tenho, por meus amigos de fé e por aqueles que ainda virão.
    Boa tarde a todos e um bom São João para todos os artistas que, assim como eu, vivem da arte.
 
< Maciel Melo >

maio 02, 2018 Por Alexandre Morais Sem comentários

Conselho de Cultura em Serra Talhada

maio 02, 2018 Por Alexandre Morais Sem comentários
Jan Ribeiro
Foto: Jan Ribeiro / Página Secult
    Serra Talhada, no Sertão do Pajeú, sedia neste sábado (05/05/18) o Fórum Sertão para eleição de delegados e seguinte composição do Conselho Estadual de Política Cultural de Pernambuco para o biênio 2018/2020. O encontro acontece às 15h30, no Museu do Cangaço.
     Os fóruns vem acontecendo por região e segmentos desde o dia 19 de abril. Veja calendário e todos os detalhes em: www.cultura.pe.gov.br/conselhodepoliticacultural/

terça-feira, 1 de maio de 2018

Amigo é Casa...

maio 01, 2018 Por Alexsandro Acioly Sem comentários

Iniciando o Mês de Maio falando em amizade...

Composição: Capiba e Hermínio Bello de Carvalho
Intérprete: Zélia Duncan


sábado, 28 de abril de 2018

abril 28, 2018 Por Alexandre Morais Sem comentários

abril 28, 2018 Por Alexandre Morais Sem comentários

abril 28, 2018 Por Alexandre Morais Sem comentários

Sou Xaxado

abril 28, 2018 Por Alexandre Morais Sem comentários
    Produção da TV Futura, Sou Xaxado, gravada em Serra Talhada, vai ao ar dia 06 de maio. Mais um registro do excelente trabalho do Grupo de Xaxado Cabras de Lampião.

sexta-feira, 27 de abril de 2018

Vem Aí...

abril 27, 2018 Por Alexsandro Acioly Sem comentários
Imagem cedida por Lúcio Vinícius




quinta-feira, 26 de abril de 2018

Cego Oliveira

abril 26, 2018 Por Alexsandro Acioly Sem comentários


Pedro Oliveira, popularmente conhecido por Cego Oliveira, é um dos artistas mais representativos da cultura popular do Nordeste. Esse velho cantador e rabequeiro, nascido no Crato (CE) em 1905, viveu em Juazeiro do Norte, na região do Cariri, até a sua morte em 1997.

       Oliveira ficou conhecido, dentro e fora do Brasil, na década de 1970, por ocasião do filme "Nordeste: Cordel, Canção e repente", da cineasta Tânia Quaresma, lançado em 1975. O álbum homônimo lançado com o filme, contém duas faixas interpretadas pelo rabequeiro: O verdadeiro Romance de João de Calais e Nas portas dos cabarés, esta última de autoria do cordelista Antônio Faustino.

abril 26, 2018 Por Alexandre Morais Sem comentários
Resultado de imagem para eu me chamo antonio

Os nomes de família mais comuns no Brasil

abril 26, 2018 Por Alexandre Morais Sem comentários

    
Imagem extraída de: www.familia.com.br
   Que o sobrenome Silva é o mais comum do Brasil, isto todo mundo sabe.
     Mas, qual a origem desta linhagem familiar tão extensa?
     E quais os outros nomes mais comuns depois do Silva?
     Vamos às respostas!
     Pois bem, o sobrenome Silva tem origem portuguesa e, claro, também é bem comum por lá. Foi o sobrenome dado a milhares de escravos trazidos para o Brasil e aponta-se que o primeiro registrado no país foi um alfaiate de nome Pedro da Silva. Sabe quando? Em 1612. Hoje, estima-se que só em São Paulo existem cerca de trezentas mil pessoas com este sobrenome. Outra fonte indica que cerca de 10% dos brasileiros tem o sobrenome Silva.
     E quanto aos outros?
     Vamos à lista:
   Em segundo lugar vem Cavalcanti, que tem origem italiana e é muito comum aqui em Pernambuco. Do terceiro até o décimo lugar, todos, igual ao Silva, tem origem em Portugal. Pela ordem, são eles: Oliveira, Santos, Souza, Lima, Costa, Pereira, Carvalho e Rodrigues.
    E aí talvez vocês estejam perguntando: e todos os Silva são parentes?
    Segundo o pesquisador Carlos Barata, autor do Dicionário das Famílias Brasileiras, não. Ele garante que os Silvas são oriundos de famílias diferentes, enquanto que os Cavalcanti, seja com “i” ou com “e”, descendem todos de um mesmo ancestral. Este patriarca seria o italiano Filipo Cavalcanti, que viera pra Pernambuco para cultivar cana de açúcar, em 1560. Dele até os dias de hoje, os Cavalcantis multiplicaram-se em uma mesma linhagem familiar.
     Daí fechar-se a questão. O Silva é o sobrenome mais comum do Brasil, mas nem todos são parentes. Enquanto que os Cavancalti são de um mesmo tronco e formam assim a maior família brasileira.