quinta-feira, 26 de novembro de 2009

novembro 26, 2009 Por Alexandre Morais Sem comentários

novembro 26, 2009 Por Alexandre Morais Sem comentários

novembro 26, 2009 Por Alexandre Morais Sem comentários

novembro 26, 2009 Por Alexandre Morais Sem comentários

Senado aprova profissão de Cantador de Viola

novembro 26, 2009 Por Alexandre Morais Sem comentários
Foi aprovado no Senado, nesta quarta-feira (25), em caráter terminativo, um projeto de autoria do deputado André de Paula (DEM-PE) regulamentando a profissão de cantador de viola.
O projeto foi inicialmente apresentado pelo deputado Wilson Braga (PDT-PB) mas acabou sendo arquivado antes de ir para votação.
André de Paula o reapresentou e Inocêncio Oliveira (PR) fez gestões em favor de sua aprovação por ser um grande admirador dos violeiros nordestinos.
Só falta agora a sanção do presidente da República para virar lei. De acordo com o projeto, “considera-se repentista para os fins desta lei o profissional que utiliza o improviso rimado como meio de expressão artística, transmitindo a cultura e a tradição popular por intermédio do canto, da fala ou da escrita”.
De acordo com o pesquisador e folclorista Saulo Passos, Pernambuco é o Estado do Nordeste que tem o maior número de cantadores de viola mas na votação de hoje os três senadores de Pernambuco estavam ausentes.
Em nome da classe, os violeiros Geraldo Amâncio e Chico de Assis cantaram de improviso para os senadores.

Do site: inaldosampaio.com.br

terça-feira, 10 de novembro de 2009

novembro 10, 2009 Por Alexandre Morais Sem comentários

O caçote lambe o chão...

novembro 10, 2009 Por Alexandre Morais 1 comentário

Dia desses recebi de Verônica Sobral, de Tabira (PE), o mote “O caçote lambe o chão / Da cacimba que secou. O tema fora lançado numa comunidade do Orkut e pediam novos versos. Fiz um, mandei, depois outro, mandei... acabei fazendo seis. Deixo três aqui:


-


Quando a seca se espalha

Na paisagem sertaneja

Um bode triste bodeja

Pois o berro é sua fala

Quem pudesse transformá-la

Nos dizia: - ele berrou

Dizendo a vida mostrou

Que quando as águas se vão

O caçote lambe o chão

Da cacimba que secou


-


A campesina serena

Volta cedo do roçado

Expondo o corpo suado

Que o sol ressecou sem pena

Nasceu branca, tá morena

E com jeito que gostou

Diz o que alguém ensinou

- Aqui no nosso torrão

O caçote lambe o chão

Da cacimba que secou


-


Uma abelha voa perdida

Em busca de água e flor

Toda folha perde a cor

Gafanhoto perde a vida

Uma vaca recém parida

Do vivente que gerou

Lambe o beiço, diz eu dou

Com saliva a salvação

E o caçote lambe o chão

Da cacimba que secou

segunda-feira, 9 de novembro de 2009

A grandeza dos nossos poetas

novembro 09, 2009 Por Alexandre Morais Sem comentários
Recentemente o município de Itapetim (PE) promoveu o seu VIII Festival de Poesia e rendeu homenagem aos 40 anos do encantamento do poeta natal Rogaciano Leite. Na noite dos cantadores, o poeta Sebastião Dias fez, entre outras, estes versos em Sete Linhas exaltando o homenageado:
-


O filho de Itapetim

Também foi um dos gigantes

Deixou Ceará Selvagem

Mais bonito do que antes

A Tarde de Maio calma

E o sertão de Carne e Alma

Nos olhos dos Estudantes

-

Por tudo que o gênio fez

Deixou meu peito em dores

No poema de Eulália

Recordou os seus amores

A semente da Saudade

Criou mais fertilidade

No seu Pajeú de Flores
-

A grandeza do poeta: Ceará Selvagem, Tarde de Maio e Aos Estudantes, na primeira estrofe, assim como Eulália e Saudade, na segunda, são títulos de poemas de Rogaciano Leite. Carne e Alma, na primeira estrofe, é o título de um livro do poeta itapetinense, e Pajeú de Flores, que finaliza a segunda estrofe, é uma de suas citações mais célebres e mais repetidas neste pedaço de mundo poético no interior de Pernambuco. É o fecho da primeira estrofe do poema Aos críticos, composto por Rogaciano no Rio de Janeiro, em 1950.

domingo, 8 de novembro de 2009

Louro tem poesia

novembro 08, 2009 Por Alexandre Morais Sem comentários
O poeta repentista Louro Branco é conhecido na classe por seus versos engraçados, muitos até picantes. Certa vez cantando aqui em Afogados da Ingazeira (PE), depois de arrancar um bocado de sorrisos, disse, num ar de desabafo: - Eu tenho poesia, mas o povo só quer que eu cante putaria. A verdade é que o mote nem puxava tanto para galhofadas, ele é que naturalmente enveredou por este lado. Mas outra verdade é que o branco tem poesia mesmo. O verso abaixo é dele:

-
Amo meus pais como prova


Porque são meus genitores


Mamãe na cova sem dores


Papai com dores sem cova


Mamãe morreu muito nova


Papai ficou sem aquela


Hoje a casa dele e dela


Não é dela e nem é dele


Mamãe na cova sem ele


Papai na casa sem ela


-

Bonito, poeta!

terça-feira, 20 de outubro de 2009

outubro 20, 2009 Por Alexandre Morais Sem comentários

outubro 20, 2009 Por Alexandre Morais Sem comentários

terça-feira, 13 de outubro de 2009

Conferi e recomendo

outubro 13, 2009 Por Alexandre Morais 1 comentário
Outro dia alguem me falou sobre isto, mas esbarrei no tal do "depois eu vejo". Agora leio com detalhes no bom e sempre atualizado sítio www.triunfob.blogspot.com. Conferi e, dado ser uma grata surpresa, venho lhe recomendar. Leia aí a íntegra do que li, leia todas as outras postagens desta página e depois visite lá o dominio público ponto gov ponto br.
-

>> Uma bela biblioteca digital, desenvolvida em software livre, mas que está prestes a ser desativada por falta de acessos. Imaginem um lugar onde você pode gratuitamente:
• Ver as grandes pinturas de Leonardo Da Vinci;
• escutar músicas em MP3 de alta qualidade;
• ler obras de Machado de Assis ou a Divina Comédia;
• ter acesso às melhores historinhas infantis e vídeos da TV ESCOLA, e muito mais....
Esse lugar existe! O Ministério da Educação disponibiliza tudo isso, basta acessar o site: www.dominiopublico.gov.br

Só de literatura portuguesa são 732 obras! Estamos em vias de perder tudo isso, pois vão desativar o projeto por desuso, já que o número de acesso é muito pequeno. Vamos tentar reverter esta situação, divulgando e incentivando amigos, parentes e conhecidos a utilizarem essa fantástica ferramenta de disseminação da cultura e do gosto pela leitura.
Divulgue para o máximo de pessoas!

É MELHOR FAZER PROPAGANDA DOS BBB’s E DAS NOVELAS, POIS O POVO ASSISTE E FICA BURRO, E ASSIM É MAIS FÁCIL DE SER ENGANADO!VAMOS COLABORAR!

Enviado por Fábio Ferreira (klark_kent9@hotmail.com)

Começou a festa de Zé Dantas em Carnaíba - PE

outubro 13, 2009 Por Alexandre Morais Sem comentários
Sem Alceu Valença, cujos problemas de agenda (o empresário não cumpriu a promessa de levar o artista para a festa e preferiu show em SP), Carnaíba vive esta semana a XVI edição da festa em homenagem ao compositor Zé Dantas. Oficinas de músicas marcam o início da programação.
Dia 15 - Spock Frevo e Ivan Ferraz
Dia 16 - Genailson e Banda, Josildo Sá, paulo Moura e Nando Cordel;
Dia 17 - Antonio da Mutuca e os Oito Baixos, Flávio Leandro, Beto Hortiz e Flávio José.

Do site: www.nilljunior.com.br

segunda-feira, 12 de outubro de 2009

outubro 12, 2009 Por Alexandre Morais Sem comentários

outubro 12, 2009 Por Alexandre Morais Sem comentários

sexta-feira, 9 de outubro de 2009

A mulher tem o veneno

outubro 09, 2009 Por Alexandre Morais Sem comentários
Já vai com um tempo, Cumpade Leca mandou este tema do Recife. Eu fiz isso aí:
-
Quem por mulher for jurado

Quem com mulher comprou briga

Quem com mulher tem intriga

Precisa tomar cuidado

Se for ele o ex-amado

Ela chega sem aviso

Se vinga com um sorriso

E ataca com um aceno

Que a mulher tem o veneno

Da maçã do paraíso
-

Nunca quis pegar questão

Que não possa resolver

Evito, pois, ofender

Da mulher o coração

Esse não mede razão

Nem tão pouco prejuízo

E uma dama sem juízo

Nem com razão eu condeno

Que a mulher tem o veneno

Da maçã do paraíso
-

Enquanto vida se der

Às espécies traiçoeiras

Serão sempre sorrateiras

A cascavel e a mulher

Quando atacar se quer

A cobra balança o guizo

E a mulher mostra é o riso

Preparando seu terreno

Que a mulher tem o veneno

Da maçã do paraíso
-

quarta-feira, 7 de outubro de 2009

É preciso gritar!!!

outubro 07, 2009 Por Alexandre Morais Sem comentários
O poeta afogadense Celso Brandão dá o seu grito de cansaço. Ouçamos:


CANSADO
-

Cansado de derrotas e vitórias,

dos gritos aesmo no meio da rua.

de inventar e contar histórias,

de velar a imagem tua.
-

Cansado de ouvir lamentos,

de buscar e criar saídas,

de fugir, de ficar, de momentos.

Cansado de tantas vindas e idas.
-

Cansado de ser espelho

para uma sociedade corrompida,

que pinta em tom vermelho

os límpidos degraus da vida.

-
Cansado dos sonhos de veludo,

um grito na garganta é o que resta.

Presente e distante de tudo,

vejo que tudo é bom e nada presta.
-

terça-feira, 6 de outubro de 2009

Todo dia muda a cor...

outubro 06, 2009 Por Alexandre Morais 1 comentário
Outro dia Annamélia, a musa da Prata, pediu pra eu fazer uns versos em cima deste conhecido mote do Mestre das Artes, Zé de Cazuza: Todo dia muda a cor / Do quadro da minha vida. Me arrisquei, traçando três estágios de uma vida completa:

-
O jovem

-

Até os dez eu queria

Logo quinze completar

Nos vinte fiz despertar

O senso da honraria

Hoje vejo cada dia

Como graça recebida

Valorizo cada ida

Pois a volta é um supor

Todo dia muda a cor

Do quadro da minha vida
-
O maduro
-

Um novo quadro se pinta

Dizendo ao bom ouvinte

Quarenta não são dois vinte

Sessenta não são dois trinta

Não sei quem compôs a tinta

Da obra da despedida

Mas sinto os pincéis da lida

Negrejando sem clamor

Todo dia muda a cor

Do quadro da minha vida
-

O velho
-

As orelhas tão crescendo

A vista ficando curta

O juízo de quem surta

E o sexo é só querendo

Aí pego percebendo

Tô na reta da descida

Que é mais curta que a subida

E a carga é só de dor

Todo dia muda a cor

Do quadro da minha vida
-

Rogaciano Leite, pra nosso deleite

outubro 06, 2009 Por Alexandre Morais Sem comentários

Os trabalhadores e Ilusão do suicídio

outubro 06, 2009 Por Alexandre Morais Sem comentários
Um dos poemas mais célebres de Rogacinao Leite, Os Trabalhadores, está estampado ao mundo num marco encravado na Praça Vermelha, em Moscou. Aqui que nem é Moscou nem cabe um verso do tamanho do que tá lá, eu deixo um soneto dos que a gente só acredita que foi gente que fez porque Rogaciano existiu...
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Ilusão do suicídio


Desta janela de meu quarto triste
Arrebatado de pavor e pena
Eu assisto a tristeza de uma cena
Que pouca gente noutro quarto assiste
-
Neste cassino que defronte existe
Onde a flor da virtude se envenena
Uma pobre e cansada Madalena
Bebe nitrato e de viver desiste
-
Vejo-lhe as mãos a comprimir-lhe os seios
Ouço gemidos lancinantes, feios
Que a dor arranca do seu peito fundo
-
Maldizendo o destino e a pouca sorte
Põe termo a vida para ver se a morte
É menos triste do que foi seu mundo
-

outubro 06, 2009 Por Alexandre Morais Sem comentários

sexta-feira, 2 de outubro de 2009

Miguel Arraes, uma vida sem fim

outubro 02, 2009 Por Alexandre Morais Sem comentários
Lembra do cordel biográfico sobre Miguel Arraes que eu falei aqui outro dia? Nasceu! Tá lá nas prateleiras da Bienal do Livro, no Centro de Convenções. Pia aonde: na VII Bienal Internacional do Livro de Pernambuco... O danando ganhou até uma apresentação do jornalista Ivan Maurício, fundador do PSB em Pernambuco e amigo pessoal do biografado. Pra mim esse cordel já foi longe demais, mas se tu comprar, ler e gostar vai ser melhor ainda. Vê se a apresentação num é pra deixar um cabra feito eu mais besta do que sou:

Com a curiosidade de repórter que nunca deixei de ser, certa ocasião procurei o educador Paulo Freire para lhe fazer uma pergunta:

- Como educador, qual o melhor método que o senhor indica para se

memorizar um assunto?

Paulo Freire – que participou do Movimento de Cultura Popular (MCP) no governo Arraes com seu revolucionário método de alfabetização – respondeu de pronto:

- Em versos rimados, de preferência cantando.

Para retratar a vida de Miguel Arraes – governador de Pernambuco por três vezes – nada melhor do que escrever sua biografia, assim como fez o jornalista e produtor cultural de Afogados da Ingazeira, Alexandre Morais, nos versos da Literatura de Cordel – a literatura popular, fonte de inspiração de tantos poetas e violeiros.

A Editora Coqueiro, ao lançar “Miguel Arraes – uma vida sem fim”, segue a orientação do mestre Paulo Freire e conta a história desse grande brasileiro que deve ficar para sempre na memória do nosso povo.

Em versos rimados, de preferência cantando.

Ivan Maurício
Jornalista e fundador da Editora Coqueiro

Cariri & Pajeú

outubro 02, 2009 Por Alexandre Morais 1 comentário

Na Bienal o cabra fica feito menino em banca de confeito, num sabe o que quer. Mas aí teve um canto que me travou, o estande do Cariri & Pajeú / Armazém Cultural. Acolhedor que só casa do sertão, sortido, bem avizinhado e com visgo: quem chega lá fica. Tudo coordenado por Joselito Nunes. Se apresentaram por lá Chico Pedrosa, Marcos Passos, Júnior do Bode, Felipe Júnior, Ismael Gaião, outro que lembro da cara mas não lembro do nome, Reinivaldo Pinheiro e eu, fora os anônimos, que fogem do microfone mas ficam cochichando versos e causos nos ouvidos uns dos outros. Se puder, visitar é obrigação. Se não puder, lamente e compense fazendo arte onde você estiver.

quarta-feira, 30 de setembro de 2009

Passa o passado passando

setembro 30, 2009 Por Alexandre Morais Sem comentários
Cheguei a conhecer o poeta Quincas Rafael. Estive na sua casa, em Jabitacá, distrito de Iguaracy - PE, onde o mesmo me mostrou um baú cheio de fitas cassete gravadas com cantorias de viola. Pense num acervo! Um baú daqueles eu só vejo parecido os de Dedé Monteiro, que, aliás, tá quase soltando outro no mundo. Mas falando em Quincas, eis a glosa abaixo. Que grandeza. Coisa eterna...
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Passando eu vejo o passado
Nesta vida como passa
E como seta traspassa
Meu viver já traspassado
É um sofrer compassado
A minha vida passada
A lembrança é compassada
Pode ir me traspassando
Passa o passado passando
Como passa a passarada

terça-feira, 29 de setembro de 2009

Vai poeta! Vai como um passarinho

setembro 29, 2009 Por Alexandre Morais Sem comentários
Itapetim perdeu de vista hoje o poeta Zezo Correia. Mas como poeta sai da vista, mas não sai da vida, ficam versos como estes deixados por ele. Versos de quem sabia ver e dizer o que viu... de quem viveu e partiu como um passarinho: botando beleza na oportunidade de viver.

A vida de um passarinho
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Canta a cauã com agouro
Em cima de uma aroeira
No ninho da quixabeira
Canta a casaca-de-couro
Eu admiro é um louro
Lá no oco apertadinho
Dentro criar um filhinho
Com tanta satisfação
Causando admiração
A vida de um passarinho
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Vê-se um maracanã
Rasgando espiga de milho
Pra dar comer a seu filho
Todo dia de manhã
Também vejo a ribaçã
Pôr pelo chão sem ter ninho
Deixar o ovo sozinho
Depois tirar sem gorar
Isso faz admirar
A vida de um passarinho.

quinta-feira, 24 de setembro de 2009

BARRIGA É BARRIGA...

setembro 24, 2009 Por Alexandre Morais Sem comentários

Botei logo a arte dos dois pra não ficar devendo a ninguém. Pra quem tá com dificuldade de reconhecer, eu ajudo: o cabeção é o Arnaldo Jabour, que escreveu a idéia aí embaixo, e o outro, com cara de senador, é o Chico Anísio, que teve a idéia aí embaixo. Eu achei que não podia esconder de quem não a leu ainda. Vê que arretado:

Barriga é barriga, peito é peito e tudo mais.
Confesso que tive agradável surpresa ao ver Chico Anísio no programa do Jô, dizendo que o exercício físico é o primeiro passo para a morte. Depois de chamar a atenção para o fato de que raramente se conhece um atleta que tenha chegado aos 80 anos e citar personalidades longevas que nunca fizeram ginástica ou exercício - entre elas o jurista e jornalista Barbosa Lima Sobrinho - mas chegou à idade centenária, o humorista arrematou com um exemplo da fauna: a tartaruga com toda aquela lerdeza, vive 300 anos. Você conhece algum coelho que tenha vivido 15 anos? Gostaria de contribuir com outro exemplo, o de Dorival Caymmi. O letrista compositor e intérprete baiano era conhecido como pai da preguiça. Passava 4/5 do dia deitado numa rede, bebendo, fumando e mastigando. Autêntico marcha-lenta, levava 10 segundos para percorrer um espaço de três metros. Pois mesmo assim e sem jamais ter feito exercício físico viveu 90 anos.
Conclusão: esteira, caminhada, aeróbica, musculação, academia? Sai dessa enquanto você ainda tem saúde... E viva o sedentarismo ocioso!!! Não fique chateado se você passar a vida inteira gordo. Você terá toda a eternidade para ser só osso!!!
Então: NÃO FAÇA MAIS DIETA!!
Afinal, a baleia bebe só água, só come peixe, faz natação o dia inteiro e é GORDA!!!
O elefante só come verduras e é GORDOOOOOOOOO!!!
VIVA A BATATA FRITA E O CHOPP!!!
Você, menina bonita, tem pneus? Lógico, todo avião tem!
E nunca se esqueçam: 'Se caminhar fosse saudável, o carteiro seria imortal!

Flores murchas

setembro 24, 2009 Por Alexandre Morais Sem comentários
Tá chegando o dia das crianças e a mídia já deu a largada desenfreada da corrida do consumismo. Mas com poeta é diferente. Poeta provoca a crítica, chama pra reflexão e dana os dois pés no freio da alienação. Lê Diniz Vitorino e compara com o que vai sair na televisão. Depois tu me diz.


Criancinhas andarilhas

Anjos em cães transformados

Fetos da pobreza, filhas

De loucos desajustados

Oriundos das entranhas

De mães sem almas, estranhas

Nunca vistas na cidade

Que em recantos escuros

Pecam gerando os frutos

Germes da sociedade
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Filhos do morro e do mangue

Intrusos desde meninos

Por terem no corpo o sangue

Dos ancestrais peregrinos

Que na miséria viveram

Desiludidos encheram

De revolta o peito aflito

Morreram como indigentes

Deixando pros descendentes

Seu infortúnio maldito
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São frutos de pais nefandos

Células da carne odierna

Subalternos dos desmandos

De quem a pátria governa

De nós mesmo que não temos

Compostura e elegemos

Governos irresponsáveis

Que sem pena de ninguém

Fazem dos homens de bem

Loucos irrecuperáveis
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Alvo das negras repulsas

Dos seres sem competência

Rosas sem seivas, expulsas

Dos jardins da inocência

Companheiras da penúria

Machucadas pela fúria

Do vendaval criminoso

Bonecas vestindo trapos

Rasgadas pelos sopapos

Do destino impiedoso
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Jovens que tem como escolas

Palavrões do banditismo

Por alimento, as esmolas

Do sujo capitalismo

Por morada, a noite escura

Por leito, a calçada dura

Por conselheiro, ninguém

E por carrasco, o imprevisto

Por defensor, Jesus Cristo

Porque foi mártir também
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Ovelhinhas desgarradas

Dos apriscos sociais

Até serem metralhadas

No covil dos marginais

Depois de mortas no chão

Nem flores murchas terão

Cobrindo as carnes geladas

Mas terão pousadas novas

Como inquilino das covas

Darão descanso às calçadas

Se correr ainda pega!

setembro 24, 2009 Por Alexandre Morais Sem comentários
Acabei de saber através do pessoal da Revista Eletrônica Catorze. Não estranha, não. A revista é nova mesmo, mas tá prometendo. Oh a chamada da bicha: "jornalismo cultural com a sua cara". Visita lá: www.revistacatorze.com.br.

quarta-feira, 23 de setembro de 2009

Funcultura e Cine Mais Cultura

setembro 23, 2009 Por Alexandre Morais Sem comentários
Equipes da Fundação do Patrimônio Histórico e Artístico de Pernambuco - Fundarpe estão cortando o interior promovendo capacitações para o Funcultura e para o Cine Mais Cultura. Ontem e hoje repousam em Salgueiro, aí quem não foi não dá mais pra ir, né! Só que a caravana segue... e os cães ladram (escrevi só porque já vi isso em algum lugar). O certo é: a caravana segue e quem quiser vai atrás:
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CAPACITAÇÕES FUNCULTURA


PETROLINA - dias 24, 25 e 26/09, no Centro de Convenções Senador Nilo Coelho

TRIUNFO - dia: 25/09, no Cine Teatro Guarany

CARUARU - dia 30/09, na Associação Comercial e Industrial de Caruaru

Todas nos horários de 9h às 12h e 14 às 17h

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CAPACITAÇÕES CINE MAIS CULTURA

TRIUNFO - dia 24/09, das 14h às 17h, no Cine Teatro Guarany

Pra saber mais acessem: http://www.triunfob.blogspot.com/ e www.fundarpe.pe.gov.br

Churrascaria Casa de Taipa

setembro 23, 2009 Por Alexandre Morais 1 comentário

E trança vara... e bate o barro... e barro bota, que é pra casa levantar. Em São José do Egito o que se levantou foi uma churrascaria, a Casa de Taipa. Fica na beira da pista, a 3km da cidade no sentido de quem vai pra Tabira. Lugarzinho agradável, visse! Nas paredes tem santos, utensílios sertanejos e cordéis do poeta Felipe Júnior. Num recanto, um carro de bois que funciona como palco. O negócio é criativo. Bom de se ver, de se beber e de se comer. Um forno de lenha com umas panelas de barro é pra quebrar fastio de qualquer um. Vai lá pra ver!
Ah, e isso aqui num é comercial, não viu!?! Num é interesse, e pela interessança do lugar!
(Fotos de Cláudio Gomes)




segunda-feira, 21 de setembro de 2009

Zé Marcolino gostou demais

setembro 21, 2009 Por Alexandre Morais 3 comentários
Excelente! É o primeiro adjetivo sem arrodeios que eu encontro agora pra registrar a 22ª Missa do Poeta, realizada em Tabira, numa homenagem rica ao poeta Zé Marcolino. Na verdade perdi o grande dia, o dia da missa propriamente dita. Mas tive lá em três outros dias. Todos também muito bons: Festival de Violeiros; Lançamento de livros, entrega de prêmios literários e declamações e a fantástica Mesa de Glosas, este ano em sua 13ª edição. Ainda perdi o encontro de sanfoneiros e soube depois que o dia da missa foi dum jeito bom que poucos sabem descrever. Zé Marcolino, tenho certeza, gostou demais!

Belezas da minha terra

setembro 21, 2009 Por Alexandre Morais Sem comentários
Em Tabira tive o prazer de conhecer o poeta Zé de Mariano. Ele me mandou um dos seus versos. Vale a pena dividir com vocês:

Quem não conhece belezas,

Venha ver no meu sertão.
Por exemplo, uma morena
Em uma noite de São João,
Um caboclo dançarino
Dançar pancada de sino,
Um canário cantador,
Um sabiá na gaiola,
Dois cantadores de viola
E um vaqueiro aboiador.
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Um carro de boi cheirando
A fumaça do cocão,
Um vaqueiro perfilado
Vestido no seu gibão,
Um cascavel enroscado,
Cachorro tangendo o gado,
Sem relho, cipó, nem pau,
A folhagem ressurgindo
E um tronco de pau servindo
De palco pra um bacurau.

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Um triângulo com três pedras
Segurando uma panela,
O fogo embaixo aquecendo
E o feijão pulando nela.
Um cão de caça acuado,
Um formigueiro assanhado
Chamando um tamanduá,
Um engenho de rapadura
Botando liga e doçura
Na cera do arapuá.

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Uma noite enluarada
Inspirando um seresteiro,
A defesa de mutucas
Com ramos de marmeleiro,
Um garrote estrupiado,
Dois bois puxando um arado,
Duas casacas de couro,
João de barro em sua casa
E um sapo engolindo brasa
Pensando ser um besouro.

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Acordar ouvindo o canto
Das águas na cachoeira,
Ver uma cabra parindo
Na sombra de uma aroeira,
Uma roça encoivarada,
Bem no centro uma latada
Um pote com água fria.
Ver um anum soluçando
E uma cigarra cantando
No pino do meio dia.

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Aqui a serra estremece
Com o trovão da trovoada,
O vento leva consigo
Cheiro de terra molhada,
Um carão sem companhia
Faz prece na noite fria
Pedindo a DEUS pra chover,
Rouxinol sai da biqueira,
Se exibe na comieira
Esperando o sol nascer.

Santa mesa de glosa

setembro 21, 2009 Por Alexandre Morais 1 comentário
De tão encantado com a Mesa de Glosas, aliás a primeira que eu fui de 13 já realizadas, fiz esses versos aí debaixo. Participaram os poetas Genildo Almeida (Pitu), Clécio Rimas, Adeval Soares, Genildo Santana, Felipe Amaral, Sebastião Dias, George Alves, Osvanildo Almeida, Albino Pereira, Josivaldo Rodrigues e Gonga Monteiro. Dedé intermediou. A APPTA realizou. Que os deuses de todas as crenças orquestrados pelo Deus da Poesia continue abençoando a todos.

Não lembro do que fazia
Pra perder por doze anos
Um dos mais sobre humanos

Banquetes da poesia
Postos à mesa se via
Onze apóstolos poetas
Servidos como profetas
Com pãos em forma de mote
Pra com o vinho do dote
Fazerem ceias completas
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Apóstolo em defesa
Dedé, fogo que não arde
Entitulou-se covarde
Por não sentar-se à mesa
Foi um gesto de nobreza
Onde a inspiração vadeia
Como o farol da lua cheia
Descendo em focos de luz
Era a presença de Jesus
Completando a santa ceia
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A cena maravilhosa
De minh’alma tomou conta
Pensei de cabeça tonta
É santa a mesa de glosa
O que poucos fazem na prosa
Sem que ninguém interfira
Cada escolhido tira
De arquivos celestiais
Fazendo-se imortais
Da cidade de Tabira
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Quem ver Sebastião Dias
Sem cantar e sem o pinho
Enxerga ali um adivinho
Pois são gênias as suas crias
Ele faz alegorias
Um Deus com ele conspira
Não há tema que lhe fira
Toda fala é glamorosa
É santa a mesa de glosa
Da cidade de Tabira
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Tiram lágrimas e risos
Os versos ricos de Gonga
Como um canto de araponga
Sobre a vida faz juízos
Com seus torpedos precisos
George Alves faz a mira
Aperta o dedo e atira
Mas a bala é carinhosa
É santa a mesa de glosa
Da cidade de Tabira
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De Genildo tinham dois
Um Almeida, outro Santana
Um tem alcunha de cana
Outro é além de depois
Entre porquês e apois
Todo mote os inspira
Quem não ver diz ser mentira
Quem ver diz: ôh noite honrosa
É santa a mesa de glosa
Da cidade de Tabira
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O Felipe abana a mão
Como tá cortando palma
Mas o verso sai da alma
Invade a imensidão
Albino do bigodão
Rima como quem se vira
No cão ou numa catira
Mas seu verso cheira a rosa
É santa a mesa de glosa
Da cidade de Tabira
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O poeta Clécio Rimas
Com bravura de herói
Pedra por pedra constrói
Um canteiro de obras primas
Nas fissuras passa limas
Toda aspereza tira
Se aperreia, mas não pira
Pra pintar, a tinta dosa
É santa a mesa de glosa
Da cidade de Tabira
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Josivaldo fala manso
Mas dá conta do recado
Tem um versejar pausado
Como curva de remanso
Osvanildo faz descanso
Enquanto o mote gira
Chegada sua vez suspira
Cruza a rima, o verso entrosa
É santa a mesa de glosa
Da cidade de Tabira
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Recrê em astros lunares
Ou começa a acreditar
Quem vê gente versejar
Igual Adeval Soares
Vai nas serras, vai nos mares
Vai no barro, na safira
No amor, na dor, na ira
Grita, chora, sofre e goza
É santa a mesa de glosa
Da cidade de Tabira